Pretty Little Liars

Leia reviews e textos relacionados à Pretty Little Liars , a série baseada na obra de Sara Shepard, que é mais crocante entre todas no planeta, com mistérios sem fim, muita cretinice e que anda mudando a forma de se assistir à TV.

Teen Wolf

Leia reviews e textos relacionados à Teen Wolf , o maior fenômeno da MTV americana, com as histórias mais bizarras e com o maior número de sambadas por metro quadrado.

Falling Skies

Leia reviews e artigos relacionados ao Falling Skies , o sucesso da TNT que vem para responder se o Darth Vader é um aliado ou um inimigo? (Como se ninguém soubesse a resposta).

Under the Dome

Leia reviews e textos relacionados a maior aposta de verão da CBS, Under the Dome , baseada no livro homônimo do icônico Stephen King.

The Killing

Leia reviews e textos relacionados a série que foi cancelada, mas posteriormente descancelada pela AMC. Venham ver The Killing ! Agora com co-produção da Netflix.

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terça-feira, 3 de julho de 2012

As Brasileiras - 01x22 - Maria do Brasil (Final de Temporada)


Uma história sobre um sonho de uma estrela em voltar a ser estrela.

As Brasileiras encerra sua temporada com um episódio que não passou de regular e se limitou a uma trama nem tão empolgante, diferente a de algumas de outros episódios. A culpa nem foi de Fernanda Montenegro, mas sim de um roteiro com uma história fraca e cansativa, com pouquíssimos recursos para se tornar interessante.

Este episódio também mostra bem a irregularidade da série. Ela apresenta episódios fantásticos e extremamente bem escritos e amarrados, mas como também se limita com histórias fracas e chatas.

Como texto crítico de final de temporada, o dever é abordar de forma geral a série, bem como se foi proveitosa a sua jornada. Até agora tenho algumas dúvidas, mas o brilhantismo por trás de alguns roteiros me faz torcer por uma segunda edição do seriado, que apesar dos baixos, foi proveitoso como um todo, avaliando todos os seus prós e contras.

Daniel Filho pode ter tentado trazer com a mesma genialidade o que fez com As Cariocas para a tela da televisão, mas os melhores episódios passaram longe de suas mãos. Ana Maria Moretzsohm, Jô Abdu e até a linda da Carol Castro entregaram episódios muito melhores destes que foram entregues por Daniel Filho, verdades sejam ditas.

Para este final de temporada, a colaboração no texto de Daniel Filho com Ana Maria Morezsohm, além da direção do próprio Daniel, não foram felizes ou eficazes. A história sobre Mary (Fernanda Montenegro), uma estrela do passado que queria recuperar o sucesso.

A resolução tão sem sentido como o desenvolvimento da trama com Mary fugindo do set de gravações com um antigo fã foi tão pífia como foi a forma como o episódio se desenvolveu num todo.

Este episódio passou longe de um bom nível de desenvolvimento ou do charme que os antecessores tiveram e, por isso, não fiquei tão satisfeito assim não. As expectativas não foram atendidas e acabei bastante decepcionado por não termos tido a chance de ver um grand finale como merecíamos.

terça-feira, 26 de junho de 2012

As Brasileiras - 01x21 - A Doméstica de Vitória

Um conto de fadas.

Esta semana, embalado pelo grato sucesso das "empreguetes" de Cheias de Charme pela temática onde donas de casa buscam a fama, As Brasileiras apresenta um episódio em que elogios serão desmedidos e que vocês lerão nos próximos episódios uma sequência bruta de elogios.

Sim, já estou avisando de antemão que este episódio da série de Daniel Filho está entre os três melhores episódios com total e absoluta tranquilidade. Os clichês empregados foram bem atribuídos e a personificação de uma personagem tão comum da sociedade faz com que este episódio, apesar de pontos de surrealismo comuns do seriado, ser bastante próximo a realidade.

Dira Paes é tão boa atriz que parte da sutileza romântica do episódio e passa por bons apuros cômicos com total naturalidade que só abrilhanta a caracterização de sua personagem. Betty Faria é um dos maiores ícones da TV brasileira e não é à toa, ela conseguiu muito bem de desempenhar o papel de patroa malvada e vilã hipotética do episódio.

No episódio, Cleonice (Dira) é uma trabalhadora sonhadora e empenhada que foi separada de sua filha há muito tempo. Ela trabalha para uma escritora (Betty Faria) que depende dela para tudo e em um dia, ao aplicar placenta humana - pois é, método contra o envelhecimento - acaba tendo uma reação alérgica e tem de abster de um compromisso (uma leitura de seu livro) realizado pela editora.

Como é aniversário de Cleonice, sua companheira de trabalho faz com que ela vá no lugar de sua chefe para se divertir, e é ali que conhece o seu "Deus grego", ou melhor, o "Príncipe Encantado" para a sua história. Durante a passagem em que ocorre a relação entre a personagem de Dira Paes com o de Dalton Vigh, o narrador tem uma das melhores piadas rápidas e intromissão rotineira de toda a série.

Como na vida não é um conto de fadas, Cleonice volta para casa, mas era óbvio que o herói de sua noite mudaria sua vida para sempre. A partir daí ocorre uma sequência de fatos, desde a chefe descobrindo que Cleonice havia ido em seu lugar, o seu "Príncipe" descobrindo que ela era uma empregada doméstica, o suborno da chefe para publicar o seu caderno (um caderninho em que escrevia cartas para a filha "perdida"), sua saída do emprego, o reencontro de Cleonice e seu "Príncipe" e a publicação do tal caderninho com Cleonice como a autora.

O trabalho de passagem de tempo foi bem feito e o desenvolvimento rápido da história rendeu elogios até de minha mãe, que disse, em síntese: "Finalmente uma história completa e bem estruturada". E de fato foi. Assim como "A Mamãe da Barra", estrelado pela Glória Pires, este é definitivamente um dos meus episódios favoritos da produção. A resolução com o encontro de Cleonice com a filha culminando para o "Felizes para sempre" da nossa Cinderela da ocasião, foi um desfecho satisfatório e bem utilizado pelo episódio.

Este episódio teve textos de Maria Helena Nascimento e Ana Maria Moretszohn, com direção de Tizuka Yamasaki. Na próxima quinta (28/06), depois de A Grande Família, Fernanda Montenegro encerra a primeira temporada de As Brasileiras como “A Maria do Brasil”.

domingo, 17 de junho de 2012

As Brasileiras - 01x20 - A Sambista da BR-116

"[...] Explode coração
Na maior felicidade
É lindo o meu Salgueiro
Contagiando sacudindo essa cidade
"
- "Peguei o Itã no Norte", samba-enredo do GRES Acadêmicos do Salgueiro (1993)
Aproveitando a temática carnavalesca e a química verdadeira de Sophie Charlotte e Malvino Salvador, o episódio de As Brasileiras recupera a série que vinha de alguns episódios abaixo da média e apresenta em um texto muito bem amarrado e extremamente bem conduzido uma história de carnaval.

Esta semana, "A Sambista da BR-116" conta a história de Esplendor (Sophie), uma garota que nasceu em plena avenida no carnaval de 1993 e que tinha o sonho de subir na passarela do samba representando a sua escola de coração, a Acadêmicos do Salgueiro.

Para realizar seu sonho, Esplendor se envolve com Sivaldo (Malvino), que diz ser diretor de alas da escola e a convida para desfilar pela mesma, desde que desembolsasse a quantia de R$ 1.500,00. Então, Esplendor lindamente vai lá e rouba o acumulado do dízimo recolhido pela igreja protestante de sua tia e tem de fugir junto com Sivaldo para escapar da tia.

A partir daí se desenvolve o esperado e era bastante claro que haveria a tensão criada e estabelecida pelo casal, namorados em vida real, e que só beneficiou para o trabalho e desenvolvimento deste episódio. Sophie estava lindíssima em seu papel e mostrou-se ser uma das grandes boas surpresas provindas das pífias últimas temporadas de Malhação.

Para estar na passarela, Esplendor tinha dealém de se esforçar no barracão da escola, impressionar Marlene, excelentemente interpretada pela ótima e linda Cris Viana, que era a namorada de Sivaldo, que na verdade era apenas um motorista de carro alegórico. O resultado: muito chororô pelo romance encerrado, mas como a vontade de desfilar era maior, Esplendor esqueceu e logo foi se esforçar mais ainda para impressionar Marlene e desfilar pela escola.

A conclusão foi muito bacana, ver a personagem de Priscila Fantin reprisando basicamente a cena do nascimento de Esplendor e parindo em plena avenida, dando espaço para a nossa heroína ter a chance de brilhar, depois que Marlene a atacou para uma ala qualquer da escola.

A conclusão de Marlene e da tal tia de Esplendor sendo presas só abriu espaço para o romance de Esplendor e Sivaldo. O narrador esteve sempre muito bem em suas sacadas e foi outro bom destaque no episódio.

Uma história de amor muito bem escrita por Marcelo Saback e lindamente dirigida por Cris D'Amato e Daniel Filho. No próximo e penúltimo episódio da temporada, Dira Paes será "A Doméstica de Vitória", e irá ao ar na próxima quinta (21/06), logo após A Grande Família.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

As Brasileiras - 01x19 - O Anjo de Alagoas


Molhadinha com uma pistola na mão.

Com título prévio de “A Matadora do Sertão”, o episódio desta semana de As Brasileiras mostra Cléo Pires em toda sua beleza com direito a mais cenas de topless e muita sensualidade, com algumas piadas de duplo sentido do narrador. Pouquíssimas, por sinal.

Entretanto, nada de comicidade ao extremo. O episódio se preocupou em fazer o proposto na premissa e tentou divertir o telespectador ao mínimo necessário. Aliás, o episódio teve uma proposta muito mais séria do que apenas entreter com piadas rápidas e maliciosas, ele admitiu uma proposta cultural mais séria e ficou longe de ser divertido como os anteriores, apenas tendo o clima de romance próximo aos que lhe antecederam.

No episódio, Ana (Pires) é uma moça bonita de deixar qualquer marmanjo babando por onde passa, mas esconde ser o “Anjo”, o assassino que está preparado para matar todos os malfeitores do sertão alagoano.

Com a missão de matar um coronel que abusa e escraviza se necessário seus empregados, Ana acaba se apaixonando por Zé Sereno (Bruno Gagliasso), o capanga do tal coronel. No meio de tudo isso, outro capanga do dito cujo vira uma pedra em seu caminho, mas que acaba morto rapidinho, como aviso de que ele é o próximo da fila.

Com uma boa bala no meio da testa do tal coronel, com certo mimimi e com a morte de Zé Sereno adicionada ao currículo, o “Anjo Justiceiro” voltou a seguir seu ciclo de ir matar por aluguel o próximo alvo. O grande adendo do episódio foi Tia Clotilde (Carla Daniel), que foi engraçada em momentos propícios e serviu como certo alívio cômico para o episódio.

O episódio teve texto de Jô Abdu, Ana Maria Moretszohm e Sylvio Gonçalves, com direção de Tizuka Yamasaki. No próximo episódio, Sophie Charlotte será “A Sambista da BR-116”, e será exibido na próxima quinta (14/06), logo após A Grande Família.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

As Brasileiras - 01x17/18 - A De Menor do Amazonas / A Vidente de Diamantina

Adoro essa língua portuguesa.

As Brasileiras apresentou dois episódios medianos, nada muito grande ou com excelentismo brilhante. Um episódio que comete a costumeira gafe do português correto e um segundo episódio brincando com a vidência e o sobrenaturalismo. Ambas as ideias funcionaram melhor no papel do que em tela.

No episódio "A De Menor do Amazonas", Shirley (Maria Flor) é envolvida em uma grande confusão, vai parar em um cruzeiro prestes a sair do Porto de Manaus. E, na tentativa de permanecer no navio durante a viagem, ainda se vê obrigada a se passar por uma menina de 12 anos. 

Entre disfarces e muita correria, ela verá em Fernando (Marcos Palmeira) aquele cara legal, vindo da cidade grande e com o objetivo de fazê-la feliz. O mérito de Maria Flor é que ela conseguiu passar perfeitamente a ingenuidade que era exigido da personagem e sua interação com Marcos Palmeira foi muito boa.

O revés do episódio foi a conclusão simplória e muito rápida. Entendo que não estamos diante de uma obra com uma hora inteira de duração, mas eles poderiam ter se esforçado para conseguir amarrar a ideia inicial com a proposta final do episódio.

E no episódio "A Vidente de Diamantina", até pulei do sofá porque vi o selo de 14 anos e, de repente, me aparece a Bruna Linzmeyer com os seios a mostra. Vindo da Globo, esperaria no mínimo a indicação de 16 anos e olhe lá. Não estou reclamando - longe de mim e muito pelo contrário -, mas achei um tantinho estranho.

Enfim, confesso que achei este episódio bastante superior ao que comentei anteriormente, principalmente pela participação da Eva Todor, que brincou de forma leve com Júlio (Gregório Duvivier) em conselhos bem humorados e cheios de metáforas durante o carteado.

No episódio, Clara (Linzmeyer) é uma garota que tem o poder de prever como o seu relacionamento vai acabar após dar o primeiro beijo no cidadão, assim, ela acaba que, depois de beijar o professor Heitor (personagem de Mateus Solano) vendo que vai acabar o relacionamento com ela levando um tiro. A conclusão encontrada foi bacaninha, mas esperava por algo mais.

Enfim, "A De Menor do Amazonas" foi escrito por Ana Maria Moretszhom e dirigido por Tizuka Yamazaki. "A Vidente de Diamantina" teve os textos de Gregório Duvivier e foi dirigido por Daniel Filho. No próximo episódio, Cléo Pires será "O Anjo de Alagoas", e irá ao ar na quinta (08/06), logo após A Grande Família.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

As Brasileiras - 01x15/16 - A Adormecida de Foz do Iguaçu / A Mamãe da Barra


Ai, se eu te pego.

Dois episódios completamente diferentes um do outro. E mesmo assim, As Brasileiras mantém um excelente nível com episódios no nível de seus anteriores. Primeiro, começamos com “A Adormecida de Foz do Iguaçu”, estrelado por Mariana Ximenes.

Um episódio recheado com piadas vindas do narrador e com extremo duplo sentido. O episódio narrou a vida de Liliane (Ximenes), uma mulher rica, mulher de político e com agenda atribulada, com problemas com sono.

Aconselhada a tomar um analgésico, Liliane acabou possuindo uma segunda personalidade que se mostrava a noite, enquanto a outra descansava, resultando a muitas noitadas e atos imprudentes do outro lado da fronteira no Paraguai.

Com resolução simples, com o marido se juntando à vida noturna da esposa acompanhando-a com doses do mesmo analgésico, o episódio foi divertido e com certa dose de vergonha alheia. Mas superemos.

Já em “A Mamãe da Barra”, vimos algo completamente diferente do que até então do que vinha sendo apresentado pela série. Primeiro, foi uma adaptação rápida do livro de Thalita Rebouças, “Fala sério, mãe!”, e segundo, por mostrar um lado mais maternal da protagonista em questão.

Aliás, a história inteira em si foi bastante tranquila e sem linguajar ultrajado ou com piadas de duplo sentido, que vinham permeando a série até então. O mérito do roteiro foi ser divertido e ao mesmo tempo leve e com base familiar.

No episódio, Ângela Maria (Glória Pires) era uma mulher bonita e mãe de uma adolescente comum, que não aceita a presença de sua mãe com grandes chances de se pagar um belo King Kong.

O episódio teve muitos altos, com a atriz mirim atuando relativamente bem com Glória Pires dando um show. A cena com a personagem de Pires dançando na baladinha dos filhos com as outras mães foi hilário.

“A Adormecida de Foz do Iguaçu” foi escrito por Sylvio Gonçalves e Ana Maria Moretzshon, e teve direção de Chris D’Amato. Baseado em “Fala sério, mãe!”, da escritora Thalita Rebouças, “A Mamãe da Barra” foi escrito pela própria Thalita e por Ana Maria Moretzshon, e também teve direção de Chris D’Amato.

O próximo episódio, que será exibido dia 24 de maio, será estrelado por Maria Flor, como “A De Menor do Amazonas”, e será exibido logo após A Grande Família. O episódio “A Mamãe da Barra”, ao lado de “A Justiceira de Olinda”, o episódio de estreia, registrou o maior índice de audiência na Grande São Paulo, com 20 pontos no Ibope.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

As Brasileiras - 01x14 - A Mascarada do ABC


Táxi pra quê, se ela pode ganhar a vida dançando na corda?

E esta semana As Brasileiras se redime e apresenta um episódio sensacional, em todos os sentidos, desde um roteiro bem estruturada, a boa dose cômica e excelentes atuações, principalmente da estrela em questão.

Juliana Alves pode ter aparecido no Big Brother Brasil, mas mostrou desenvoltura única e um excelente talento – tanto artístico, quanto físico. Juliana incorporou Janice, uma taxista que dá duro no batente noturno, e como toda boa taxista, fala pelos cotovelos.

Muito trabalhadora, é a mulher que Samuel (Ângelo Antônio) pediu a Deus. Mulher linda, dedicada e amiga para todas as horas. Só que como não tem tempo para nada, acaba se descuidando no quesito “beleza”, não se arrumando e sendo um pouco desleixada.

O ponto inicial da narrativa do episódio parte do momento em que, para ajudar seu amigo Rubi (Marcelo Saback), Janice tem que substituir um travesti em um show noturno, se transformando n’A Mascarada do ABC.

Durante sua performance como a personagem mascarada, Janice acaba encontrando seu marido no meio da plateia, uma vez que este deveria estar em casa descansando para pegar no batente no dia seguinte.

O tom cômico dado no episódio foi excelentemente aplicado em piadas feitas pelo narrador, da mesma forma com tiradas rápidas de Rubi, personagem de Saback, que escreveu o roteiro do episódio.

A reviravolta começa quando Janice percebe que estava perdendo o marido para uma vagabunda: ela mesma, como a mulher mascarada. Samuel chega até abandonar a esposa por um pedido feito da mascarada.

É aqui que entra a figura de Seu Jonas, interpretado por Mauro Mendonça, que diz que seu filho só está procurando algo na “mascarada” que talvez não estivesse mais vendo em Janice.

A resolução simples, porém extremamente eficaz, encerra o episódio com a mesma excelência que foi narrado e contado. A conciliação entre Janice e Samuel, com direito a pagação de peitinho de Juliana Alves, foi ágil e dinâmica dentro do roteiro, e funcionou perfeitamente.

O episódio desta semana foi escrito por Marcelo Saback, e dirigido por Cris D’Amato. No próximo episódio, Mariana Ximenes será Liliane, “A Adormecida de Foz do Iguaçu”, e irá ao ar na próxima quinta (10/05), logo após A Grande Família.

terça-feira, 1 de maio de 2012

As Brasileiras - 01x12/13 - A Venenosa de Sampa / A Reacionária do Pantanal


Perua convicta e rebelde sem causa.

Passamos da metade da temporada de micro-documentários narrados e exibidos em As Brasileiras, hoje podemos assegurar quanto a qualidade do projeto da emissora carioca, da mesma forma como assegurar que estes dois ficaram aquém dos anteriores.

No primeiro, “A Venenosa de Sampa”, vimos Giovanna Antonelli incorporando Gigi, uma perua convicta, socialite paulistana e que se encontra facilmente em qualquer shopping luxuoso da maior cidade do país. Uma mulher vaidosa e que não aceita ser copiada por ninguém.

É daqui que parte a narrativa do episódio, quando Maria Eduarda (Viviane Pasmanter) decide usar o mesmo vestido que o de Gigi em uma festa, que proporciona cenas incríveis com diálogos egocêntricos entre ambas as personagens.

O problema, no entanto, foi ao ponto em que a narrativa chegou, ao Gigi explodir (!) o carro da rival só para aparecer na festa com o vestido sem interferências, uma vez que, no twist da vez, fosse mostrado que ela e a personagem de Pasmanter eram as cópias de uma outra socialite.

Já no segundo episódio, “A Reacionária do Pantanal”, foi a vez de Sandy exibir todo o seu talento (?) em cena. Sandy deu vida à Gabriela, uma menina adepta às modernidades, uma vez que estas fiquem distantes de sua casa.

A narrativa deste episódio partiu do ponto em que Gabriela descobre que sua mãe abriu mão da viuvez para iniciar um novo relacionamento. O problema para Gabriela não é este, e sim o fato do novo relacionamento de sua mãe ser com outra mulher.

O teor cômico, desta vez, esteve nos comentários precisos do narrador, que tornou todo o drama do episódio em algo mais leve e digerível, no entanto, não o tornou algo de tamanha importância comparado com os anteriores.

O meu problema com este episódio não foi em si a temática, muito pelo contrário, gostei da crítica implícita na mesma, mas foi sim o conjunto da obra como um todo. O episódio não foi eficiente e divertido como os anteriores, e sim apenas mais um episódio ok e esquecível no conjunto da obra.

“A Venenosa de Sampa” foi escrito por Adriana Falcão e Jô Abdu, e dirigido por Daniel Filho e Cris D’Amato. “A Reacionária do Pantanal” foi escrito por Ana Maria Moretzsohn, e dirigido por Tizuka Yamasaki. No próximo episódio, Juliana Alves será “A Mascarada do ABC” e irá ao ar na próxima quinta (03/05), logo após A Grande Família.

P.S.: Como a crítica dos episódios teve de ser dupla, alguns elementos e cenas dos episódios não foram escritos dentro do texto, mas não significa que não foram lembrados ou ignorados.

domingo, 15 de abril de 2012

As Brasileiras - 01x11 - A Apaixonada de Niterói

Não precisava nem de tarô ou búzios para prever o final do episódio.

A regularidade de As Brasileiras é ridícula de tão boa. Sério, cada vez mais me apaixono com cada uma das histórias contadas, apesar de seus inúmeros twists que servem apenas para encerrar as tramas de forma previsível, mas que não prejudica em nada o contexto criado e como as coisas são apresentadas.

Neste episódio não poderia ser diferente. Letícia Sabatella simplesmente esteve perfeita em seu papel de mulher apaixonada e com a sensação de ser traída pelo marido Marcelo (Caco Ciocler) e decide fazer todos os tipos de mandingas ao recorrer para Mãe Vitória (Camila Morgado) para recuperá-lo de volta.

O desenvolvimento do episódio é excelente, principalmente pelo apoio de Débora Lamm, que interpretou a melhor amiga de Monique (Sabatella), e que deu o tom de comicidade em doses cavalares e de muito bom tom.

Afinal, hoje com a internet é preciso trazer o homem amado em três horas, e não mais três dias. Sua interpretação de uma pseudo-vidente para ajudar a Monique a "destruir" Mãe Vitória, que foi "revelada" como a amante de "Marcelo", e que estava disposta a tudo para abocanhá-lo de volta.

Uma coisa que foi perceptível era alguns traços do roteiro do episódio inicial da série, "A Justiceira de Olinda", estrelado por Juliana Paes, onde ela desconfiava que estava sendo traída, cortava o órgão genital do marido e no fim descobria que havia ocorrido um mal-entendido.

E foi assim que ocorreu, em partes, em "A Apaixonada de Niterói". De forma previsível, Monique acabou descobrindo que o Marcelo de Mãe Vitória não era o seu Marcelo e que acabou fazendo eles sofrerem a toa, encerrando o episódio com um abraço em cena clichê com o seu Marcelo.

Este episódio foi dirigido por Cris D'Amato e escrito por Jô Abdu. No próximo episódio, Giovanna Antonelli será Gigi, "A Venenosa de Sampa". O episódio vai ao ar na próxima quinta (19/04), logo após A Grande Família.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

As Brasileiras - 01x10 - A Perseguida de Curitiba

Me explica, alguém realmente conseguiu acreditar que Maria Fernanda Cândido era insossa?

O episódio desta semana de As Brasileiras foi excelente, estralado por Maria Fernanda Cândido que segurou as pontas e levou o episódio com muita saliência e malemolência para driblar um assaltante que estava causando terror nas ruas de Curitiba.

Uma coisa que ficou evidente foi que a produção, desta vez, não se deu trabalho de fazer uma busca maior e não estudou o sotaque paranaense, mas o episódio foi tão divertido que estes míseros detalhes, apesar de incômodos, passaram quase despercebidos, também, com uma mulher desta correndo de odalisca na tela fica meio difícil se concentrar em outra coisa.

No episódio, Cândido interpretava Sandra, uma mulher que nasceu para seduzir todos os homens do planeta, apesar de se vestir de forma recatada. Para apimentar sua relação com seu marido Jorge (Daniel Boaventura), ela decide ir a um sexshop.

As confusões partem e se iniciam no momento em que o ladrão, que estava fazendo arrastões por inúmeras casas da capital paranaense, entra na casa de Sandra para mais um de seus assaltos, mas fica hipnotizado pela deusa vestida de odalisca.

O roteiro e a direção, com as piadas (novamente!) do narrador durante as cenas, foram perfeitos. A cada entrada do narrador a cada transição de cena era de qualidade incrível e colaborou para aprimorar um episódio que por si só já estava excelente.

O corre-corre que Sandra faz pelas ruas da cidade e é perseguida pelo ladrão, daí o título do episódio, entrega ao telespectador as melhores cenas cômicas do episódio, com direito a festa a fantasia e a van "super religiosa". Mas o melhor foi guardado para o final, com Jorge entrando em casa vestido de Capitão Nascimento (Wagner Moura em Tropa de Elite) foi o ápice do episódio.

O encerramento do episódio, de forma apimentada e ousada, posterior a resolução do mesmo com Jorge atirando no ladrão achando que era encenação e desmaiando, poderia ser interpretada como apelativa, mas a forma como foi feita foi sensacional.

Este episódio foi escrito por Sylvio Gonçalves e dirigido por Tizuka Yamakazi. No próximo episódio, teremos Letícia Sabatella como "A Apaixonada de Niterói", na quinta-feira (12/04), logo depois de A Grande Família.

sexta-feira, 30 de março de 2012

As Brasileiras - 01x09 - A Indomável do Ceará

É muita estrela para os céus do Ceará.

Esta semana, o episódio de As Brasileiras foi especial, trouxe a atriz Alice Braga que tem filmes em seu currículo como "I Am Legend", com Will Smith; "Crossing Over", com Ashley Judd e Harrison Ford; e "The Rite" com Anthony Hopkins.

Juntando ela, com Rodrigo Santoro, o elenco nem precisava de mais ninguém para se dizer que era estelar. Mas foi suficiente? É aí que mora o perigo, a série reformulou sua premissa, seu estilo de narrativa e sua principal característica para que Alice pudesse dar um show na tela, e deu, mas não da forma como o esperado.

Só que eles acabaram esquecendo que os elementos que nós aprendemos a curtir eram o que abrilhantavam o trabalho feito em As Brasileiras. O episódio, em si, foi muito bem feito, divertido dentro do possível e relativamente bom, mas faltou a intromissão ácida em maior frequência do narrador, entre outras coisas que poderíamos enumerar.

No mais, não tem como não gostar do seriado, mesmo em seus episódios menos melhores, digamos assim, ele mantém um ritmo muito bom. Nesta semana, Alice era Mirtes, uma delegada durona, série e linda, denominada o terror dos malfeitores e desacreditava no amor e nos homens.

A história se desenvolve quando ela apreende o personagem de Santoro, Carioca, um criminoso de alta periculosidade (!) e que precisava ser transferido para Fortaleza, até que há um acidente de carro e ele foge algemado a delegada.

O desenvolvimento a partir daí se dá por conta de pequenos fatores, além da liderança da excelente coadjuvante que interpretou a delgada interina na ausência de Mirtes, que abusou de seus companheiros de trabalho e deu o tom cômico ao episódio.

A resolução também foi esperada, óbvia e que também não comprometeu o roteiro desta semana. Os atores estiveram muito bem, mas não foram suficientes para melhorar este episódio, uma vez que os outros foram melhores.

Este episódio foi escrito por Marcelo Saback e dirigido por Chris D'Amato. Na semana que vem, Maria Fernanda Cândido será "A Perseguida de Curitiba", e o episódio irá ao ar após a estreia da nova temporada de A Grande Família.

sábado, 24 de março de 2012

As Brasileiras - 01x08 - A Fofoqueira de Porto Alegre

Baixinho que nada, história de gente grande para Maria das Graças Meneghel.

Eu vou ser bastante sincero já no parágrafo introdutório que este era um dos episódios que eu tinha certeza que iria dar mais errado do que o da Ivete Sangalo, com uma história bonitinha, bobinha e fora da característica do seriado. Engano meu, da mesma forma que o roteiro entregou um texto excelente e cheio de malícia para as outras atrizes, neste, Xuxa também foi presenteada.

Presenteada mesmo, porque o trabalho cuidadoso e cauteloso neste episódio, por parte de Carol Castro e Jô Abdu, foram imprescindíveis para construção acertada e ideal do episódio em si, mesmo traçando rumos previsíveis, como na grande parte dos episódios até então exibidos.

Neste episódio, Xuxa interpretou Rita, uma fofoqueira de mão cheia, que adora comentar, falar e ouvir sobre a vida dos outros, mas ao descobrir uma possível fofoca do seu marido (Rodrigo Lombardi), sai furiosa em busca da verdade indo atrás das pessoas que semearam e espalharam a fofoca.

O encerramento levando a conclusão de que a fofoca era apenas um mal-entendido, uma interpretação errônea da verdade, e que Rodrigo não traía Rita foi completamente óbvio, mas a forma como foi trabalhada até chegarmos até este ponto foi muito mais interessante do que a simples resolução.

Por exemplo, no segundo velório seguido da temporada (e se possível, que continuem com esses velórios, é um melhor que o outro!), vimos sequências engraçadíssimas envolvendo o elenco de apoio do episódio. Aliás, elenco muito bem escolhido, o que talvez tenha facilitado em proporções gigantescas o desempenho de Xuxa no episódio.

Mesmo com um belo apoio, Xuxa se saiu excelentemente bem, conseguindo, mesmo em momentos com extrema forma exagerada, caracterizar bem sua personagem, talvez por isso o episódio tenha me surpreendido de forma positiva além do qual eu imaginava.

Este episódio foi escrito por Carol Castro e Jô Abdu, e teve direção de Daniel Filho. No próximo episódio, "A Indomável do Ceará", teremos a visita de Alice Braga, atriz com filmes como "I Am Legend" (aquele mesmo do Will Smith), "Crossing Over" (com Harrison Ford e Ashley Judd) e "The Rite" (com Anthony Hopkins).

A atriz dona desse belíssimo currículo estrelará o episódio que vai ao ar na próxima quinta-feira, dia 29 de março, após a final do Big Brother Brasil.

sábado, 17 de março de 2012

As Brasileiras - 01x06/07 - A Desastrada de Salvador / A Culpada de BH

Cachorro comendo bolsas e MMA muito menos sangrento, é por isso que eu amo As Brasileiras.

Devido alguns problemas comigo, acabei meio que acumulando um episódio (justo o de titia Ivete, pode não...), então por isto, neste texto, resumiremos dois episódios desta vez. O primeiro, "A Desastrada de Salvador", estrelado por Ivete Sangalo e que, em minha opinião (e com dor no coração), foi um pouco inferior aos anteriores.

Raquel, personagem da cantora baiana, é linda, maravilhosa e genuína, em mesmas proporções que é atrapalhada e completamente desorganizada. A história traça um ponto bastante próximo a realidade, tentando implementar através de elementos sutis essa característica de proximidade ao telespectador.

O problema, no entanto, foi a apelação dos atores ao recurso conveniente de atuação de novelas, com expressões estereotipadas e feições além do que a proposta da série pede. Outro problema foi o fato de Ivete Sangalo não ser atriz, forçando sua atuação em determinados momentos que soaram forçada dentro da proposta de roteiro.

No mais, o episódio abusou de elementos simples e que acabaram servindo de forma positiva para a trama. O texto foi simples e raso na medida em que não podia-se utilizar de conceitos e bases vindas da atriz, e mesmo assim foi basicamente leve e interessante.

Já em "A Culpada de BH", preciso dizer que ocorreu exatamente o contrário. Foi um dos episódios que eu mais gostei e que mais aguardava, mesmo não sendo mineiro. Sou fã do trabalho de Ísis Valverde desde Sinhá Moça, mas preciso dizer também que o roteiro foi basicamente previsível.

Ísis Valverde interpretou Catarina, uma jovem de fama por ser azarada e que acaba sempre se envolvendo em situações estabanadas, que acredita em príncipe encantado e estava a esperar por ele. Numa das situações curiosas de Catarina, ela acaba conhecendo Vitório (Humberto Martins), com quem acabaria se envolvendo e indo para...

... O "The Ultimate Fucking". Sério, o roteirista que teve esta ideia precisa ser premiado com muitos louros de ouro, porque eu ri litros da sacada logo em primeiro momento e mais ainda com a sequência apresentada de luta em seguida.

A cena em si acabou funcionando perfeitamente, encaixou-se na história sem parecer caricata e muito menos apelativa. Uma sutileza, nem tão sutil assim, que funcionou perfeitamente para o episódio. O único problema foi o twist, que ao todo foi previsível, mas compreensível dentro do roteiro.

O Vitório morto era o Vitório Pai, não o Vitório de Catarina, aquele qual ela rolou e se enrolou no octógono entre quatro paredes (!). O roteiro soou mais previsível ainda quando a personagem que fez a viúva da ocasião explica que ele era um médico analista de doenças relacionadas ao sono.

Foi compreensível a necessidade dessa finalização simples para que a história pudesse surtir o mesmo efeito como as demais anteriores surtiram. Uma coisa ainda sobre este episódio, adorei as roommates de Catarina, trollando o não-morto Vitório e se desesperando quando ele se mexeu. Muito bom.

O episódio "A Desastrada de Salvador" teve roteiros de Sylvio Gonçalves e direção de Chris D'Amato. Já o episódio "A Culpada de BH" teve roteirização de Clarice Falcão e Márcio Alemão, e direção de Tizuka Yamazaki. O próximo episódio a ir ao ar na próxima quinta é "A Fofoqueira de Porto Alegre", estrelado pela apresentadora Xuxa Meneghel.

P.S.: Por ser review de dois episódios distintos, eu não pude entrar em muitos detalhes, mas semana que vem (se Deus quiser) voltamos com a publicação normal.

sexta-feira, 2 de março de 2012

As Brasileiras - 01x05 - A Sexóloga de Floripa

Você já tomou sua dedada no olho hoje?

Um episódio magnífico essa semana em As Brasileiras, que segue abordando de forma bastante interessante a mulher brasileira, sempre dando ênfase no olhar machista da sociedade e ao mesmo tempo criticando-a da mesma forma.

É realmente incrível como as coisas acontecem na série, apesar da fórmula desenhada bastante óbvia e com twists previsíveis, a série consegue manter um ritmo divertido e cômico das mais diversas situações possíveis, mas que utiliza como centro uma mulher, circundando e desenvolvendo a história a partir do homem.

Esta semana tivemos Leandra Leal como a psicóloga Rosa Maria, autora do best-seller que critica os homens e dona de um programa de televisão chamado "Susexo", que tenta resolver os problemas relacionados a vida sexual de seus telespectadores.

Por outro lado conhecemos Pablo Ponti (Fábio Assunção), apresentador do programa sensacionalista "Fraude", lead-out do programa de Rosa Maria e que quer a todo custo derrubar a apresentadora. O ponto inicial de narrativa ganhou destaque, quando a história começou a se desenvolver após alguns minutos do episódio.

Isso porque, com o interesse de derrubar Rosa, Pablo apresenta em seu programa um ex-namorado que dizia que Rosa, conhecedora profunda de sexologia, era virgem, mas que na verdade na época que eles namoravam ela tinha apenas 11 anos.

A partir daqui vamos vendo sequências e troca de xingamentos por todos os lados, com direito a muita baixaria na televisão, mas começa a ter um significado diferente quando Pablo se aproximou de Rosa para destruí-la com a arma mortal (amor), só que acabou apaixonando-se por ela.

A resolução e a saída do roteiro, apesar de óbvias, encaixaram-se perfeitamente no roteiro ágil e inteligente, com piadas maliciosas e de duplo sentido do narrador e sem comprometer toda a história construída. Um belo trabalho da produção, de fato.

Este episódio foi dirigido por Cris D'Amato e teve roteiro e textos de Ana Maria Moretzsohn, Carol Castro e Márcio Alemão. O próximo episódio, "A Desastrada de Salvador", estrelado por Ivete Sangalo, vai ao ar na próxima quinta-feira, dia 8 de março, na Rede Globo, logo após o Big Brother Brasil.

P.S.: Aposto que você enfiou o dedo no olho para saber se sente alguma coisa, né safadjenho (a)...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

As Brasileiras - 01x04 - A Viúva do Maranhão

Na seca, na cama e pronta para o abate.

Pois é, logo pela primeira linha desta review já deu pra sacar que o episódio utilizou-se de uma visão machista (comumente estilizada como a visão da sociedade) sobre mais uma mulher retratada no seriado. Essa foi a exata intenção e onde o episódio mais acertou.

Fazendo uso escrachado e recorrente de diversas frases prontas pelo narrador, o roteiro deixou bem claro que tentaria utilizar de piadas metafóricas, com um tom e humor mais sarcástico do que o que vinhamos vendo (o humor situacional) e explorar melhor a ideologia e visão machista sobre a mulher retratada.

Neste episódio, temos Ludmila (Patrícia Pillar), uma mulher viúva, jovem e bonita, que é fiel a memória do marido, mas quer um novo amor para apagar o seu "fogo", como diversas vezes é citado pelo narrador durante o episódio.

O problema de Ludmila é que não é só ela quem respeitava a imagem do falecido (interpretado em pintura pelo excelente ator e diretor geral do seriado, Daniel Filho), os homens a quem se interessava possuíam um respeito absurdo e doentio pela memória do dito cujo.

O grande lance amoroso pela qual Ludmila tem desejo é o ex-acessor de porra nenhuma do falecido marido, Edson (Marcelo Antony), o qual até a mãe da personagem de Pillar insiste em jogá-la para cima do rapaz.

O twist inicial ao qual a série nos leva é que Ludmila já era viúva, metaforicamente, antes do maridão Justus morrer, mas que puxa outro plot twist ao ver que tudo não passou de mera armação para que ela - Ludmila - pudesse sair da seca e apagar as chamas de sua periquita, como enfatiza o narrador.

Este episódio foi dirigido por Tizuka Yamazaki e teve roteiro escrito por Marcelo Saback. O próximo episódio de As Brasileiras, "A Sexóloga de Floripa", protagonizado por Leandra Leal, vai ao ar na próxima quinta-feira, dia primeiro de março, após o Big Brother Brasil, pela Rede Globo.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

As Brasileiras - 01x03 - A Selvagem de Santarém

Eu tauro, tu tauras, ele taura e todos taura(m).

As Brasileiras entregou mais um episódio bastante bacana. Episódio que foi parar na região norte do país ao falar de Santarém-PA, retratando basicamente o contexto ideológico que as pessoas têm sobre a região norte do país.

Aliás, fotografia riquíssima e cuidado especial com a produção cenográfica em si, me lembrou demais do longa Caramuru - A Invenção do Brasil, não sei exatamente se esta foi a intenção ou se a locação foi a mesma que o filme de 2001.

Li críticas reclamando que a série abusa de esteriótipos, mas na verdade os críticos acabaram esquecendo de que essa é a premissa da série. É se basear em cada mulher no Brasil, de abordar os mais diferentes esteriótipos semanalmente e acabam esquecendo de que este é exatamente o formato pela qual a série foi concebida.

No episódio desta semana, a brasileira retratada é Araí (Suyane Moreira), uma "índia que é infeliz em sua tribo" e que conhece Diogo (Danton Mello), que tenta ajudá-la a fugir, mas acaba sendo preso na tribo da índia.

A concepção geral do episódio, entretanto, é falha. O foco não se baseou na personagem de Suyane, que, independentemente do fato, esteve perfeita em seu papel. A trama girou com muita maior ênfase na busca alucinógena de Diogo e sua caçada e descoberta das Amazonas de Santarém.

É notória a tentativa de fazerem com que Suyane tivesse devido espaço, mas não houve efeitos, uma vez que a história começou e terminou com um projeto do personagem de Danton Mello. Uma coisa extremamente positiva, em contra-ponto, foi Cibele (Laila Zaid), "uma loira tão burra, mas tão burra, que pintou o cabelo de ruivo".

Talvez a personagem de Laila Zaid tenha sido o grande destaque do episódio, com as cenas de maior teor cômico e, em conjunto com as tiradas básicas do narrador, foi um detalhe importante para colocar este episódio em conjunto com a qualidade dos dois anteriores.

A resolução final envolvendo Furtado (Fábio Porchat) foi, para mim, um tiro no pé. Foi uma saída frustrada do roteiro, com outras ideias e possibilidades melhores e/ou mais inteligentes. Entretanto, o personagem de Porchat também contribuiu bastante para a qualidade do episódio.

Este episódio foi dirigido por Tizuka Yamakazi, com roteiro de Ana Maria Moretzsohn, Marcius Melhem e Sylvio Gonçalves. O próximo episódio a ir ao ar na próxima quinta-feira (23/02) é "A Viúva do Maranhão" e será protagonizado por Patrícia Pillar.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

As Brasileiras - 01x02 - A Inocente de Brasília

Quase que termina em pizza...

E em mais um bom episódio, As Brasileiras vai conseguindo mostrar a sua já conhecida fórmula, abusando e fazendo uso escrachado de clichês de recorrência frequente na teledramaturgia brasileira, e dosando bem com dose de humor.

Neste episódio em particular, temos uma série de elementos abordados recorrentemente na TV, a exemplo a velhinha viciada em jogatina (plot de jogatina usual e em alta na TV mundial!). Entretanto, acho que estes elementos fizeram parte de uma crítica robusta e caricata da atual sociedade brasileira.

Assim como também vejo como uma crítica moderada e sob panos ao Governo, retratado inteiramente pelo chefe da personagem de Cláudia Jimenez e suas falcatruas.

Esta semana, a história mostrada foi de Augusta (Jimenez), uma mulher ingênua e funcionária padrão, que é apaixonada por seu chefe, Dantas (Edson Celulari). Por conta de sua amiga Verinha (Suely Franco), Augusta acabou se envolvendo num buraco gigantesco ao roubar dinheiro da empresa.

Não conseguindo recuperar o montante de mais de 26 mil reais, Augusta tentaria se suicidar, mas antes já estava sendo perseguida por um assassino atrapalhado, ocasionando uma das melhores cenas do episódio no embate de um com outro.

Assim como o episódio passado que acabou ficando bastante previsível quais eram os rumos que seriam tomados, neste não foi diferente. Acho que para o seriado brasileiro me ganhar de vez, basta me surpreender, é a única coisa que eu peço.

Entretanto, creio que a caricatura expressada pelo tal assassino de aluguel foi tão divertida, apesar de cair novamente ao clichê, e tão bem exibida que deixo passar a falta de criatividade, no sentido de não surpreender.

Resolução foi a talvez mais óbvia e que me desagradou um pouquinho, apesar de não enxergar um modo de encerrar o episódio sem corromper tudo que havia sido criado em relação à personagem central.

Este episódio foi dirigido por Daniel Filho e Chris D’Amato e foi escrito por Gregório Duvivier. O próximo episódio a ir ao ar na próxima quinta-feira (16/02) é “A Selvagem de Santarém”, com Suyane Moreira como a protagonista.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

As Brasileiras - 01x01 - A Justiceira de Olinda

Nada como ver um formato de sucesso, com a mesma roupagem e de histórias novas.

Depois de um sucesso estrondoso no ano passado com a série As Cariocas, a Rede Globo decidiu dar sequência a nível nacional criando o spin-off As Brasileiras. Minha opinião particular: adorei.

O formato é cativante e divertido, cumpre bem o propósito e ainda consegue criar histórias bacanas. Para uma estreia, nada mal. Para quem ainda não conhecia a história, aqui vai, a série terá episódios retratando uma mulher em histórias diferentes e sem ligação, de um estado diferente a cada episódio.

Na história desta première, temos Janaína (Juliana Paes), uma pernambucana por volta dos 25 anos e com muito amor para dar e que é casada com Anderson (Marcos Palmeira). O desenrolar se dá após boatos de que Anderson estaria traindo Janaína com Valquíria (Leona Cavalli), sua melhor amiga.

Após ir tirar a história a limpo e descobrir – fora de contexto – que Anderson se encontrou sorrateiramente com Valquíria, Janaína entra no banheiro com uma faca em punhos e corta o seu playground fora.

Diante da verdade e de que tudo não era bem o que pensava, Janaína montou um mutirão com seus convidados para procurar o “miúdo” de seu marido, o qual havia atacado longe.

A partir daí vemos cenas cômicas protagonizadas lindamente pelas personagens de Juliana e Leona até o hospital, onde ainda havia tempo para um twist e uma troca de pênis. Pois é, saiu com um arbusto e voltou com um coqueiro, digamos assim.

Uma coisa que pode irritar as pessoas é a presença constante do narrador, assim como em As Cariocas. Eu particularmente não ligo, acho até que colabora para o desenvolvimento da história, desde que o recurso seja utilizado de forma inteligente e não over-utilizada.

Eu, assim como no programa que se originou este, gostei bastante do que vi. A história não é arrastada e a dinâmica é boa, a introdução e o desenvolvimento dos personagens são bons e tem algumas tomadas de cena muito bem feitas.

Apesar de uma história pesada como episódio inicial, o roteiro não foi apelativo e conseguiu criar bem,fugindo da realidade e utilizando de um humor na medida certa.

As Brasileiras é uma coprodução entre a Rede Globo e a Lereby Produções, spin-off de As Cariocas, baseada na obra homônima de Sérgio Porto. Tem direção geral de Daniel Filho. Este episódio teve a direção de Cris D’Amato e roteiro de Marcos Bernstein.

Serão 22 episódios com 22 histórias e atrizes protagonizando diferentes. As Brasileiras vai ao ar todas as quintas-feiras, após o Big Brother Brasil, na Rede Globo. Próximo episódio: Cláudia Jimenez como "A Inocente de Brasília".