Pretty Little Liars

Leia reviews e textos relacionados à Pretty Little Liars , a série baseada na obra de Sara Shepard, que é mais crocante entre todas no planeta, com mistérios sem fim, muita cretinice e que anda mudando a forma de se assistir à TV.

Teen Wolf

Leia reviews e textos relacionados à Teen Wolf , o maior fenômeno da MTV americana, com as histórias mais bizarras e com o maior número de sambadas por metro quadrado.

Falling Skies

Leia reviews e artigos relacionados ao Falling Skies , o sucesso da TNT que vem para responder se o Darth Vader é um aliado ou um inimigo? (Como se ninguém soubesse a resposta).

Under the Dome

Leia reviews e textos relacionados a maior aposta de verão da CBS, Under the Dome , baseada no livro homônimo do icônico Stephen King.

The Killing

Leia reviews e textos relacionados a série que foi cancelada, mas posteriormente descancelada pela AMC. Venham ver The Killing ! Agora com co-produção da Netflix.

Mostrando postagens com marcador Revolution. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Revolution. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Revolution - 01x09/10 - Kashmir / Nobody's Fault But Mine

Fodeu! Corram pras colinas!

Finalmente tomei vergonha na cara e assisti à "Kashmir", e ainda tive a ousadia de emendar logo com "Nobody's Fault But Mine" pra acabar logo com o sofrimento, mas eu preciso dizer, tirando muita coisa que não faz sentido, como usual, Revolution apresentou dois episódios bastante sólidos e com o mesmo grau de cretinice - que apenas eu enxergo - e cumpriu seu papel de entretenimento barato nestas duas semanas específicas.

Como último texto do ano sobre a série, preciso comentar que eu, pelo menos, tive uma grata surpresa nesta reta final de temporada, inclusive em episódios que alguns consideraram fillers e que sequer foram (só tiveram um mal aproveitamento de tempo e um storyarc forçado). E, de todos os problemas, este é o mais gritante.

Por mais que Revolution ocupe minha vaga de "comédia da temporada", não sou idiota de aceitar com facilidade muitos dos plots que fomos obrigados a engolir nestes 10 episódios iniciais. Ainda não me conformo com o trem andando sem um dispositivo gerador de energia (leia-se: pendrive megaevil), já que todos os tipos de energia simplesmente acabaram. Não aceito a inserção da irmã da Nora de forma avulsa, por mais que tenha funcionado como desculpa para o Strausser levar o maldito pingente pro Monroe.

Falando em arco forçado como desculpa, o episódio "Kashmir" foi inteiramente montado de forma absurda. Depois de se alojarem numa resistência qualquer pra entrar na Filadélfia, vimos Miles, Charlinda & cia se adentrar num túnel, com direito a explosões e ficarem presos. Até aí tudo bem, o problema é que eles começam a ter alucinações que não fazem qualquer sentido, depois explicam que é falta de oxigênio, que só depois de verem as tochas se apagando eles se tocam e sequer estão ofegantes em busca de ar... Ué, não era por falta de ar? Cadê o povo perdendo o fôlego?

Enfim, continuando, Chalinda precisa de vez em quando mostrar que é a protagonista dessa naba, então o que fazem? "Ah, vamos mandar ela ali matar um cara que tapeou eles só pra levar o Miles pro Monroe". Ainda somam isso a mais uma alucinação cretina dela com o pai, um tiro de raspão na cabeça e uma queda que não sei como não causou uma concussão seríssima na garota.

Outro problema, agora de forma geral, que acho impossível de ser melhorado, é o elenco. Tracy Spiridakos, a nossa Charlinda, consegue ser tão cativante e comovente como protagonista quanto uma formiga tentando empurrar um vagão de um trem. Titio Miles foi o pai da protagonista insossa naquela saga dos vampiros brilhantes, perdeu meu respeito ali (e também não convence em nenhum tipo de cena, seja dramática, romântica ou de ação). E Aaron (que despontava como melhor personagem no piloto), acabou virando o mais pedante e o que tem a pior história disparada - também não engoli o fato de abandonar a mulher e aquela ladainha toda. Aliás, nesse caso, nem o pendrive megaevil aguentou, já que ligou e causou aquele barulho em um dos episódios no decorrer desta primeira metade de temporada.

Sobre "Nobody's Fault But Mine", a coisa muda de situação... na verdade, nem tanto. Vimos sequências de cenas que ainda não fazem sentido. Aliás, uma coisa que nunca fez sentido foram esses flashbacks. Tirando aquele que Rachel explica, em partes, a construção do aparelho/pingente e sua funcionalidade, os demais serviram pra quê mesmo? E esse é mais um ponto realmente que me incomoda na série, neste episódio ficou ainda mais explícito isso.

Eles quiseram nos fazer comprar que a história toda a ser desenvolvida se construiu na linha de ódio numa pós-amizade, e querem fazer você acreditar com cenas avulsas em períodos mais avulsos com longos silêncios mais avulsos ainda e acharam que eu simplesmente digeriria isso? Nem pensar.

Strausser, que nos fizeram acreditar que ele é um cara muito malvado, não passou de um tarado mal comido na cadeia, que, de forma geral, não representou nenhuma ameaça pra Rachel que lhe enfiou o facão. Agora, quem é mesmo o malvadão da história? Porque Rachel já se mostrou com sangue frio (mais do que o próprio Miles) e matou até ex-amigo de trabalho, quanto um cara que a série ostentou em dizer que era pior do que o Monroe.

O desenvolvimento deste episódio, no entanto, não me incomodou, gostei da forma como a história foi crescendo, apesar de achar esse cliffhanger repulsivo (mais ainda do que aquele do Tom Mason entrando na nave do Surfista Prateado em Falling Skies), e mesmo assim me diverti assistindo.

Por mais que os pontos levantados neste texto tenham sim sido um pouquinho duros, acho errado dizer de forma geral que a série não é ruim. Não de todo modo. Ela tem diversas falhas, como muitas outras, e isso ficou devidamente exposto aqui. E apesar de a série não atender minhas expectativas a nível de roteiro (analisando de forma crítica, como um bom reviewer), entretanto, o principal papel que eu busco (como telespectador) foi: me divertiu e funcionou como passatempo. Veremos até quando eu conseguirei levar desta forma.

P.S.: Episódio novo de Revolution apenas no ano que vem (25 de Março). Ou seja, se contente em discordar de mim (ou não, vai que tem alguém tomando chá de luz e que concorde comigo) nos comentários. Obrigado.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Revolution - 01x08 - Ties That Bind

Eu sou foda, mas estou cagando de medo. (via Miles Matheeson)

Revolution lançou alguma magia negra essa semana comigo, me fazendo gostar até das avulsidades cômodas que o roteiro sempre apresenta. Talvez tenha sido por um episódio melhor estruturado e que soube trabalhar com seu tempo de exibição com informações relevantes, e isso é um grande mérito a ser apontado nesta semana, acima de tudo.

Mas nem isso vai me impedir de rir litros das burrices cometidas pelo quarteto de protagonistas ou de Tomzinho Neville, porque quando o dia que eu chegar aqui e dizer que não ri em nada, eu serei obrigado a largar esse trash. E apesar de ser trash mesmo, não ligo e vou fazendo vista grossa às barbaridades, rindo das idiotices e curtindo a parte realmente interessante da série (apesar de ter relutado bastante até finalmente encontrar alguma coisa).

E como já é natural, até parece que tem se inspirado em Once Upon a Time pra produzir seus episódios, Revolution mescla a história dessa semana com uma porção altamente recheada e desnecessária, ao contrário da série fantasiosa da ABC, de flashbacks. Estes não me irritaram quanto o de algumas outras semanas e entendo a necessidade para introduzir Mia e situar melhor a história ao telespectador, mas ainda assim só reviro os olhos toda vez que começa um.

Ao contrário do que aconteceu durante esse episódio inteiro. O arco envolvendo os protagonistas foi interessante de se acompanhar pelo simples motivo de: "sou sua irmã, mas sambei na sua cara, mas não fique brava, porque você não contou que mamãe morreu". Ok, essa parte final foi completamente desnecessária, usar essa desculpa para o fato de que ela mentiu sobre ter descoberto a localização do pai de Nora Clayton.

E vamos ser francos, a Nora e os noretes arriscaram o rabo deles e o que ganham em troca? A porta da felicidade, onde se encontram diretamente com Strausser e a morte. Sorte que Nora é badass (pelo menos alguém naquele bando, porque se ficar dependendo de Charlinda todo episódio, é capaz de todo mundo morrer mesmo) e salva todos, mas não o pen-drive megaevil, que está em mãos de Sebastian Monroe e já deu para mamãe Rachel Matheeson construir algo que não fazemos noção do que seja.

Pausa pra falarmos de coisa boa, e não é propaganda da Top Therm, quero falar mesmo do Randall e da Gloria ou Grace (seja lá qual for o nome da mulher, memória fraquejando hoje), que também estão dentro de uma megainstalação e não sabemos ainda qual é a intenção. Entretanto, sabemos que Randall sabe exatamente a localização de todos os pingentes, veremos o que isso vai dar.

Porque é hora de falar de Esposito, que mesmo sendo major da maior milícia da costa leste, come na mão da mulher e se arreganha para o plano da moça, que inclusive insiste em começar um motim e derrubar Monroe do controle da milícia. Sinta a sede de poder dessa mulher. Enquanto isso, vemos menino Nate que não é Nate apanhando muito, só porque queria saber do Strausser e não queria ver sua amada Charlinda morrer.

O amor não é lindo? Por mim, para perpetuar essa relação, amarrava os dois, soltava de um precipício e deixava arder eternamente juntos no inferno, mas como isso não será possível e ainda levará um tempo pro Nate que não é Nate ficar com Charlinda, aguardaremos pelo próximo episódio.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Revolution - 01x07 - The Children's Crusade

É Charlinda, essa é a mesma cara que eu faço quando vejo suas burradas.

Episódio crocante é quando nós vemos Charlinda apanhar, não uma, mas duas vezes no mesmo episódio. Pois é, a nossa protagonista insossa e gênia, não só quer se fuder por conta do irmão ou coisas do tipo, ela precisa se fuder por conta de irmãos avulsos de crianças avulsas que moram num prédio abandonado avulso e que parece plot requentado de muitas outras séries.

Sem precisar ir muito longe, toda a composição do enredo, bem como desfecho e desenvolvimento são basicamente os mesmos que vimos no episódio "Young Bloods" (2x04) de Falling Skies, com um grupo de jovens resistentes, que vê uma parte de seu pessoal preso numa "fábrica de mini-soldados" dos ocupacionistas.

Esse plot já requentado de muitos outros lugares já não é atrativo em minha opinião, mas como disse, ver Charlie apanhar já faz o meu dia. Confesso que toda vez que alguém faz alguma maldade com ela eu tenho espasmos de alegria e rio da cara de sofrida natural que ela tem, que fica mais bonita ainda levando um murro na cara.

A ideia de todo o plot que cerca os protagonistas é completamente avulsa e desnecessária, mesmo que eles venham um dia querer utilizar a nova marca que a Charlie recebeu no braço, esse arco só serviu pra revelar o segredinho que o Aaron escondia do grupo, que o pen-drive megaevil pode gerar energia.

Mas o grande trunfo do episódio, no entanto, é em outra linha de narração, nos flashbacks, todos centrados em mamãe Matheeson, que contou basicamente qual foi a ideia inicial da história do pen-drive megaevil e qual era a sua finalidade. E pelo visto, o governo (ah, alguém tinha alguma dúvida?) tem seu dedinho podre no negócio.

Descobrimos que o tal Randall que sequestrou a tal da Grace é o carinha do DoD (Departamento de Defesa, para os leitores dummies) que incentivou e bancou o projeto idealizado pelos Matheeson, com ajudinha alheia de seus co-trabalhadores.

Um destes, inclusive, se viu numa situação delicada graças a mamãe Matheeson, que fez o favor de querer ajudar Bass Monroe e dizer onde estão os outros pingentes, como se a vida do seu filho precioso que de tão inútil sequer apareceu no episódio por mais de 1 minuto fosse mais importante do que restaurar a energia elétrica de todo o planeta. Ok, amor de mãe, já entendi.

E tem um ditado que cabe perfeitamente pra ela: "Pimenta no cú olho dos outros é refresco". Aparentemente sim, já que ela simplesmente fez com que um cara que dividiu um laboratório com ela perdesse a filha somente pelo simples fato de que ela quis, tipo assim, ajudar o Monroe a dominar mais ainda o mundo. Burrice, a gente vê por aqui, e espero que não seja contagioso.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Revolution - 01x06 - Sex and Drugs

Hoje eu vou te usar. #gabrielafeelings

Sabe, quando eu peguei Revolution pra fazer review semanal eu sabia exatamente que isso iria acontecer uma hora, que eu teria que vir aqui e explicar diversos motivos da minha trollação básica semanal, mas sendo o mais franco e rápido o possível: Desde o piloto, Revolution não acrescentou em absolutamente NADA ao arco central, apenas um ou outro elemento raso que a nível de roteiro não é funcional e a nível de trama chega a ser um laxante no meio de uma diarreia.

Sim, essa semana conseguiu superar todas as outras... a nível de avulsidade e desnecessidade. Praticamente um filler no meio do nada, mas como eu sempre tenho a sensação de estar assistindo a um filler nessa série, eu realmente não me importei com isso. Pra falar a verdade, esse episódio conseguiu ser melhor e mais coerente que o episódio do trem, que eu até hoje vou ficar tentando entender como o trem anda se nenhuma energia funciona, só que pelo visto a por combustão sim, ou seja, daria pra continuar a gerar energia. Alguém entendeu meu ponto?

Mas voltando a essa crocância de episódio, com a frase de abertura mandando um beijo pra José Wilker e seu personagem megaevil na recém-encerrada nova versão de Gabriela, vimos como Charlinda quer ser puta, mas é imprestável até pra isso. Sério, eu de verdade tento comprar as cenas dessa moça, mas não consigo. A cena dela levantando totalmente nua e rasgando os postais foi tão "WTF?" na hora que me deu raiva e estou tentando entender qual era a intenção dos roteiristas e do diretor com aquilo.

Só que antes de Charlinda chegar a ser puta, claro que precisavam de motivo para tio Miles levar toda a trupe de quatro e colocá-los em uma enrascada maior ainda. Ok, que é muito claro que tio Miles quer dar comidinha em Nora, só por isso entendo a situação de "tentar salvar a moça" que ele se enfia, mas se fosse eu eu deixava essa vadia apodrecer na estrada.

Mas vamos lá, né, tem que salvar a moça. Então nada mal em ir procurar ajuda com o traficante de papoula (meu inglês tabajara só me permitiu entender isso. I'm kidding), se hospedar em suas suítes 5 estrelas, com tratamento VIP e muitas mulheres para tirar o atraso do grupo dos personagens principais. Esqueçam essa última frase inteira.

E como nada é de grátis, tio Miles ia pagar o preço, ou melhor, Charlinda teria de pagar o preço. Ir até o vizinho do mal megaevil que nem é megaevil, só queria dar o troco no seu vizinho insano que levou a filha embora pra ter comidinha delivery em casa e depois devolveu a moça em caquinhos, literalmente, só pra ele ter a honra de enfiar debaixo da terra. Plot sensacional esse, só que não, é claro.

Achei a solução pra história da Charlinda muito simplória, assim como a fuga do tio Miles e o diálogo do Aaron com o tal do Drexler. E, tipo assim, como o cara enfia uma bala no meio da testa do poderoso chefão e ninguém, absolutamente NINGUÉM se mexe pra dar um tiro de volta? Além disso, que historinha foram arrumar pro Aaron, hein. De gerente da Google, a desertor e desistente da única pessoa que um dia se importou de verdade com ele (porque se depender de mim, ele vai ficar sem ninguém gostar dele, ainda mais com esses mimimis hipócritos dele.

Nora recuperada, Charlinda ainda de puta, mas inteira. Miles o mesmo Miles, e Aaron sem seu cantil (R.I.P. cantil do Aaron). Mas o mais relevante e, que novamente, fica a oitavo plano (pelo tamanho da importância e pelo espaço dado, dá vontade de matar um roteirista), foi a história de Rachel Matheeson. Essa mulher sabe das coisas, encontrou menino avulso Danny e agora com Esposito (a.k.a futuro sogro da Charlinda) como Major as coisas podem ficar interessante. Como eu disse... podem, o que não é uma garantia de que irá.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Revolution - 01x05 - Soul Train

Desculpa, Esposito, mas nem com pose de machão você me convence.

Mais uma semana do, que eu posso dizer, essa delícia suculenta que me fez rir cretinamente com flashbacks avulsos para criar aquele shock value, como se ninguém o estivesse esperando, que esperavam que eu ficasse realmente surpreso, mas que, por fim, acabou surtindo o efeito cômico. Desculpinha, não consegui me conter.

Asim como não me conti com Tomzinho descendo escada com um taco de golfe na mão pra assustar um sacador, que na verdade era seu vizinho, e tudo isso pra mostrar o quê mesmo? Ah, que o menino Nate que não é Nate é, na verdade, Jason Neville, filho do Tomzinho e que vai criar relação no maior estilo Romeu e Julieta com Charlinda e espera a aprovação de papai megaevil que bate em criancinhas presas só pra se divertir da desgraça alheia.

Pois é, menino Danny só não vai sofrer mais porque finalmente chegou na Filadélfia, o que parece, na verdade, o reduto de Mason, então não se surpreendam se eu chegar um dia a esquecer o nome do fim de mundo e chamar de Masonville ou Masontown, aí vai depender do meu humor, que é meio bipolar.

Agora voltando a falar de Charlinda, quem não ficou comovido com o discurso motivacional de "sou foda e me amem" da personagem? Confesso que não sei se eu ria da cara dela ou se eu ria da cara dos outros três que simplesmente concordavam, sorriam e acenavam.

Isso tudo depois do fracasso do plot do trem, que só foi pretexto pra eles acelerarem toda essa ladainha de levar o menino Danny pra mamãe enjaulada no maior estilo Rapunzel, e que agora colabora com o Mason para que o menino Danny não apanhe e distorça aquela face já naturalmente distorcida.

Nora, que ficou sensualizando (oi?) com sutiã cor-da-pele pro Aaron, aparentemente ama uma atadura no abdômen, e conseguiu mais uma. O único rebelde da "cidade-do-trem" (desculpa, mas eu já disse o quão ruim em lembrar nomes eu sou?) lhe enfiou a faca só para não ver o plano do #KABOOM (#vampiranhafeelings, só os fortes entendem) funcionar e botar pelos ares a locomotiva.

Mas, que isso, explodir trens dá muito trabalho pros efeitos especiais, então lá foram Charlinda e Tio Miles percorrer milhas com suas éguinhas-pocotó, tirar a "bomba", trocar alguns pares de chutes e pontapés, e sair basicamente como entraram, e já que foi em movimento, nada melhor do que sair com ele ainda em movimento. P.S.: Menino Nate que não é Nate e sim Jason merece meu respeito por empurrar lindamente Charlinda do trem. Apenas.

E apesar de todas essas crocâncias, posso dizer que o episódio foi curiosamente bom, pelo menos eu não me entediei (tirando alguns exageros ou cenas bastante idiotas, mas eu supero), pelo contrário, até gostei de receber uma informação de que são 12 pen-drives megaevil (qual é o plural disso? megaeveis?) e que eles são a chave pra reacender a luz (sinta o tom poético e redundante dessa frase). Meu único problema mesmo foi o flashback.

Em relação aos flashbacks, uma coisa que me incomodou, mas é questão pessoal, é que se eu não me preocupo sequer com os personagens centrais, eles acham mesmo que eu vou me preocupar com um capital avulso? Síndrome de The Walking Dead aparentemente afligindo todas as séries do planeta.

E assim se foram esses deleitosos 40 minutos de coerência (onde?) e inteligência (como?), com muita informação (cuma?) e extremamente relevante (você estava vendo a mesma série que eu?), nesta gloriosa semana de Revolution. E enquanto eu ainda vou tentando desvendar o motivo da série se chamar "revolução", vamos aguardar até semana que vem e ver o que eles nos aprontarão, é claro.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Revolution - 01x04 - The Plague Dogs

Diário de sobrevivência de sequestros, capítulo 37: Sou linda e consigo desviar de flechas bancando o João Bobo.

Mais um episódio daqueles de Revolution que te deixa de cabelo em pé se perguntando "sobre o que era essa série mesmo", quando surge cachorros do nada, sequestradores avulsos e muita impertinência e burrice por metro quadrado, afligindo a pelo menos 90% do cast principal. Eu falei, a água oxigenada de Charlinda é contagiante.

Incrível ver que enquanto eu estava viajando com o "previously..." e troca para cenas de Charlie, essa linda, que sai correndo no meio do mato, com um moço da milícia cheio da malícia pra querer ter sua comidinha e aquela cena de tensão como se não soubéssemos que titio Miles estaria ali em questões de segundos.

Tem alguns mistérios realmente incoerentes com a proposta da série que estão apenas inseridos pra gente que é muito fã bomba sair explodindo em reviews falando "gente, é mirabolante", ou então "que isso, é muito foda", ou ainda "explodiu minha cabeça". Desculpa, eu não compro plot simplório achando mirabolante e que tudo fará um sentido escomunal e brilhante no fim.

Acho até bastante cômodo a série montar uma identidade misteriosa pra tito Miles, escondendo seu passado como se ninguém soubesse que ele foi/é/era/ainda é/será/continuará sendo megaevil em escalas que nem Capitão Neville consegue, se bem que duvido que alguém consiga comprar Esposito como megaevil, fazendo carão.

Acho mais cômodo ainda ver que tudo indica que a série se encaminhe para uma resolução voltada em Rachel, a mãe dos dois pentelhos que protagonizam essa série. Parece que essa mulher sabe o segredo e será quem dará as respostas e que isso só ocorra depois de um encontro cheio de emoção transbordado pela interpretação de Charlinda, sinta a ironia.

O direcionamento do episódio foi ainda mais avulso, com toda a história dos cachorros, do Nate que não é Nate, a facada na perna de Maggie e o sequestro da Charlie. Em partes, o cara querer matar Maggie porque acertou uma flecha da besta da Charlie (da arma, não a pessoa, se bem que dá na mesma, enfim) em um dos cãos dele, fiz cara de nojinho, mas superei.

O que não superei foi o Aaron ser mordido na perna e sequer mancar depois disso, sem contar na sua corrida que supera Usain Bolt nos 200m com barreira. Se é que ele corre essa maldita prova. Assim como o cara entrar no restaurante sem ninguém ver, raptar Charlinda e o Aaron se bastar a gritar feito uma gazela. Me pergunto por que não soltou o Nate que não é Nate antes, assim ela não ia para o cativeiro com uma flecha apontada na cabeça e ter que ficar balançando feito um João Bobo para conseguir desviar em cima da hora do tiro disparado por titio Miles abrir a porta.

Por fim, temos duas perdas nessa compilação. O sequestrador avulso e Maggie. Mas quem se importa, se eles colocam mamãe Rachel em um flashback repetido de ângulos diferentes, se encontrando com o Miles e sentenciando seu cárcere privado até hoje nas mãos de Monroe. Aliás, quem se importa com cliffhanger quando se tem Danny e Capitão Neville trocando experiências acaloradas em um porão qualquer?

Por essas e outras que eu prefiro os megaevil. Capitão Neville conta uma historinha depois de ficar preso por uma viga de madeira, deixando Danny livre pra voar e voltar a pousar no ninho de sua irmãzinha linda, mas que isso, ele precisa ficar com aquele peso na consciência, salvar o cara e depois se fuder lindamente sendo aprisionado no segundo seguinte. Palmas lentas pra você Danny. Palmas lentas para Revolution. Palmas lentas para mim. Até semana que vem, porque essa comédia eu não perco nem se me pagarem pra isso.

P.S.1: E não, eu não sou sadomasoquista.
P.S.2: Episódio só fica bom nas cenas em que o Miles manda Charlinda calar a boca, por quê, hein Brasil?
P.S.3: Review dedicado a linda da Laysa Zanetti, que conseguiu amar a trollação básica da semana passada. 2bjs pra ela.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Revolution - 01x03 - No Quarter

Conta tudo pro Capitão, Danny! Só não vale chorar!

E Revolution vai se provando como a minha Falling Skies dessa Fall Season. Sabe aquela série que você assiste, não dá a mínima para o que está acontecendo por conta dos personagens supercarismáticos - sinta a ironia nessa frase, por favor - e ri com alguns absurdos que acontece? Pois bem, esse é o caso dessa delícia toda que tenta te convencer que aquela menina é badass e que esse menino aí da foto é importante pro enredo.

Você vai fingindo que vai comprando o roteiro e vai engolindo essas coisinhas irrelevantes, porque o episódio foi daqueles com twist completamente avulso no seu encerramento e gente querendo sambar na cara da menina Charlie. Só pra deixar claro: Enganar, tapear, odiar, agredir ou querer bater em Charlinda já é motivo pra me tornar fã do cidadão. Ainda mais quando é o próprio tio.

Mas pra entender o que estava acontecendo, é claro que eles precisam de mais daqueles flashbacks carregados de informação e com dose nutritiva de uma rocha de granito, com direito a cena de tio Miles dizendo que está cansado de ficar sentado, encontrando casais avulsos mortos no meio do nada e Mark Pellegrino apanhando e ficando com a boca mais cheia de sangue do que em sua época de vampiro na versão americana de Being Human.

Tivemos aquela ladainha básica com Nora que foi até seu acampamento pirata rebelde e, como se não fosse óbvio, eles estariam mais fudidos que todo mundo junto e seriam cercados de alguma forma pela milícia, que incrivelmente era liderada pelo personagem de Pellegrino (e não me pergunte o nome, ok? Nem o IMDb quis me contar).

Primeiro, essa cena é histórica, eu nunca ri tanto em ver um monte de soldadinho de chumbo ser abatido um a um por um único atirador enquanto Pellegrino ficava escondido. Mas só eu fiquei me perguntando porque raios eles precisavam cavar um túnel pra sair daquele buraco, sendo que tinham dois vitrôs na parede com tamanho suficiente para uma pessoa passar?

Ok, eu supero. Voltando ao plot genial de Charlinda, que decidiu ficar pra ajudar e chorar por um personagem avulso que morre em dois segundos de cena, eu ria da cara de desespero dela enquanto o Pellê (pois é, o nome dele é comprido demais pra ficar escrevendo toda hora) dizia que titio Miles era megaevil e matava esposas, pra comer as criancinhas e deixar as pais solitários. Ou seria o contrário? O ponto é... esquece.

Enquanto isso, Danny estava apanhando, tadinho, de um avulso que simplesmente surge depois de dois episódios pra reclamar que ele matou o amiguinho dele. O melhor é ver que Danny é tão macho alfa que precisa gritar pro Capitão Neville (finalmente descobri o nome do Giancarlo Espositto, olha a alegria, só que não) pra ajudá-lo. E age de forma estúpida ao não matar o infeliz do cara que estava bulinando ele. Por essas e outras que eu digo que a importância dele é como uma marolinha no oceano.

Mas o melhor estava ainda por vir, já que Charlinda e tio Miles queriam ocupar o tempo todo do episódio, sobrou as sobras para Aaron e Maggie, que encontraram a casa da tal Grace e estavam cagando de medo de entrar. A Maggie achando que tinha alguma coisa errada, mas é com faquinha de passar margarina no pão que ela vai tentar amedrontar quem quer que seja? Alguém dá a besta da besta da Charlinda pra ela e daí sim eu me sentirei ameaçado por Maggie.

Entretanto, o mais importante: Eles vendo a energia funcionar e um virando pro outro perguntando "como?". E eu sei a resposta: Nem o pendrive megaevil estava aguentando mais todo aquele mimimi de "não consegui fazer o computador", "eu era rico e agora um tal de Billy é o foda" ou coisas do gênero provindas do Aaron. Nem eu estava.

P.S.1: Pra quem não entendeu o porquê de Revolution ser a minha Falling Skies da Fall, não basta ir muito longe não, é só dar uma olhada na review da última finale. Até semana que vem, seus lindos.
P.S.2: Comentário de fã xiita me xingando em 3, 2, 1...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Revolution - 01x02 - Chained Heat

"Meu nome não é Kristen Stewart, mas minha interpretação é tão sem expressão quanto."
- Charlie (Tracy Spiridakos)
Mais um episódio de Revolution, que sustentou a audiência consolidada no episódio de estreia e nos enrolou mais do que realmente nos introduziu na trama principal. No entanto, finalmente conhecemos uma personagem mulher com potencial a badass, porque se depender da protagonista, bem, a frase de abertura da review já explica exatamente o que estou dizendo.

Durante todo o episódio eu fiquei me lembrando de Terra Nova, daquele ritmo de telefilme e que parecia completamente desconexo ao que realmente nos interessava, bom, se é que algo interessa a alguém em Revolution.

Este episódio, apesar de suas esquisitices, foi melhor que o piloto de certa forma, até porque não estava compilado nas promos e tudo que estava sendo exibido era "inédito", sem contar que o tratamento do ritmo foi bem melhor cuidado. Não tivemos viagens longuíssimas sendo cumpridas em 15 segundos e nem acontecimentos dúbios que voltaram pra mesma situação em que estavam. O meu único problema, além da protagonista que esbanja simpatia (sinta a ironia sendo exalada), foi o fato de que a série se sustentou meio que em um pequeno "casinho da semana".

Todo o papo de "temos que ir atrás da Nora, só a Nora pode nos ajudar" e todo aquele drama básico montado foi puramente tedioso. Legal apenas foi o que aconteceu a partir do encontro da Nora. Que ela se infiltrou como prisioneira pra roubar um rifle de longo alcance, e claro que Tio Miles e a adorável Charlie iriam querer ajudar. Uma coisa a se dizer: acho brilhante, só que não, como as pessoas nessa série conseguem fazer revólveres com um pedaço de cano e não conseguem montar um catavento pra gerar energia eólica. Até porque não faz sentido o plot inicial, mas vamos fingir por um momento que o compramos.

Voltando um pouquinho antes, só eu que achei muito óbvio e previsível o fato do tiozinho que se diz "caçador de recompensas" conseguir fugir daquele trem que foi preso depois de a linda da Charlie impedir o Miles de matá-lo? Tudo bem que isso durou quinze minutos, mas foi tão desnecessário, foi apenas mais um motivo pra mostrar que o Miles tem que fazer tudo sozinho e deixar a sobrinha burrinha presa em um buraco.

Mas como ela é mais teimosa que um burro, é óbvio que ela tem que ir atrás do tio, porque né, se não fosse não seria a nossa Charlinda. Mas vamos combinar que Charlinda deu uma dentro sambando lindamente na cara do Nate, que não é Nate, mas que por enquanto será Nate, ou até eu encontrar algum nome mais sugestivo. Fingiu se machucar e usou toda sua sensualidade pra prender o moço no poste. Só faltou arrancar a roupa do moço e bancar a Dominatrix.

Enquanto isso, o Danny foi mais feliz no seu plot de sofrer asfixia pelo Espelho de Once Upon a Time Giancarlo Esposito, que eu fiz o favor de sequer decorar o nome. Desculpa, é tanta gente que me deu preguiça de sequer procurar no IMDb. Confesso que ri junto com ele depois da reza do personagem do Esposito.

Quem apareceu, em flashback e em pessoa, foi Mamãe Avulsa Rachel, que não só pegou na pistola e deu tiro, como também quis enfiar a caneta no olho (entenda como você quiser) do megaevil da série. Voltando a Nora, vamos ver como eles vão abrir esse leque para explorarem a tal "resistência" (só eu senti um #fallingskiesfeelings?).

E como eles querem nos prender no suspense, vamos continuar nos perguntando quem é Randall e o que ele quis com a tia do pendrive megaevil que dá luz. Mas esqueçam, isso saberemos apenas daqui a alguns episódio. Ou a algumas temporadas. Ou nunca (um beijo Lost, te amo).

P.S.: Como se faz uma tatuagem num balckout? Não faz sentido.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Revolution - 01x01 - Pilot (Preview)

O que esperar quando você não está esperando?

Vamos analisar os fatos e sermos bastante realistas, o que achar de um episódio em que você já fica com os dois pés atrás e não espera absolutamente nada? É uma pergunta que pode ser levado a um lado positivo, pela série não ficar com o paradigma de ter que lhe surpreender. Em contrapartida, eu também não tenho nenhum senso de parâmetro pra avaliar com precisão o que achei do piloto de Revolution.

Proposta da NBC e assinada por Eric Kripke (Supernatural) com produção executiva do mito onipresente J.J. Abrams (Lost, Fringe, Alias, Felicity e outra caralhada de séries flopadas), a série traz um mundo pós-apocalíptico que qualquer semelhança com Terra Nova não é mera coincidência.

Aliás, Terra Nova é praticamente a série a ser comparada com Revolution, pelo menos em seu piloto bem produzido e com uma história inicial que não fedia e nem cheirava, cheia de mistérios e enigmas que ninguém entende e espera que algum dia vá entender. Ou não.

Curiosamente, o piloto de Revolution me deixou a mesma sensação do piloto de Terra Nova me deixou na temporada passada. Ele não chega a me instigar e sair correndo dizendo "melhor série EVER", mas tampouco me deixou infeliz ou descontente com o que estava vendo. Ao todo, pode-se considerar que Revolution cumpre o papel sob vista do entretenimento barato e terá o dever de tentar conquistar a minha confiança com o decorrer de seu arco principal.

Claro que alguns exageros me incomodaram em certos pontos e a agilidade utilizada em alguns pontos me deixou com a sensação de vazio, mas a série não conseguiu me entediar, o que já é um feito que Elementary (CBS) não conseguiu.

A série começa com uma passagem anterior ao blackout, que foi mostrada nas promos e não era nenhuma novidade para quem viu o material promocional. Absolutamente nada é explicado e o que vemos é apenas um tal de Ben tentando ligar pro irmão dizendo "está acontecendo" e querendo que você compre, a partir daí, a história proposta. O que vemos antes é ele fazendo um backup num pendrive esquisito e, de repente, tudo já aconteceu e estamos vinte anos após os acontecimentos, com uma vilinha típica de Terra Nova e sem nenhum tipo de energia no planeta.

Depois disso, e muitas tomadas de cidades desérticas e consumidas pela selvageria alheia, fomos sendo introduzidos a nova realidade da terra na tal vilinha citada acima com uma visão sobre quem deverá segurar a série como protagonista. Charlie (Tracy Spiridakos) é muito boa (se é que você me entende, nos quesitos dispensáveis para uma excelente atriz), mas consegue ser tão insossa que sequer ficar preocupado com ela você fica.

Charlie é a menina filha do tal tiozinho que salvou o arquivo do blackout num pendrive megaevil e que parece ter informações privilegiadas a respeito do que teria acontecido, e a interação com o irmão, Danny (Graham Rogers), no começo é tão ruim que isso você deleta do episódio, por favor.

A cena que introduz você ao contexto atual é rápida e se não prestar devida atenção você se perde quando aparece uma milícia atrás do tiozinho do pendrive megaevil, mas como o filho que, além de péssimo ator, fode tudo, o tiozinho do pendrive megaevil morre e como Capitão Neville (Giancarlo Esposito) é muito bonzinho, levou o moleque do tipo "é o que tem pra hoje".

Como a irmã é muito feliz e ouve de seu pai em seu último suspiro que ela deveria ir atrás de titio, sai alucinada com madrasta, Maggie (Anna Lise Phillips), e amigo nerd do papai, Aaron (Zak Orth), a tiracolo pra tentar saber como vai prosseguir a vida. Profundo, não?

A cena no matinho com a menina encontrando um cara avulso com um arco e flechas na mão e sabendo da existência de uma milícia é sinônimo de que você deduz e espera por uma cagada adiante, sim, claro ou com certeza? O fator previsibilidade também não foi legal nesse piloto. A apresentação do tio Miles (Billy Burke), também muito ágil, e a sequência alucinada de ação foram boas, um pouco exageradas, é verdade, mas divertidíssima.

É claro que a série precisa acertar alguns pontos e saber trabalhar o seu futuro para que não se torne uma Terra Nova. Revolution tem um bom potencial para hit, como também para uma bomba gigantesca, o próximo episódio será fundamental para concretizar minha posição sobre o que vi, portanto, acho que terei que esperar até para me decidir definitivamente.

P.S.: Amei a personagem Maggie e sua "vodca batizada", assim como o fato do Aaron ter sido um executivo da Google, genial.
P.S.: Revolution estreia oficialmente dia 17 de setembro pela NBC.