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domingo, 24 de fevereiro de 2013
Touch - 02x04 - Perfect Storm
"Resolvi sorrir e te envolver com meu olhar 43"
De longe o melhor episódio de Touch,em minha opinião. Perfect Storm nos trouxe grandes reviravoltas, e serviu também para mostrar que TODOS correm perigo quando se trata dos 36 justiceiros,ou deveria dizer dos 34?
Jake resolveu melhorar ser menos troll que de costume,e deu uma risada por causa de uma piada suja que Avram deve ter contado pra ele no celular. E falando no Avram,ele voltou, e corre perigo. Scarface (a.k.a Geovane alguma coisa) foi atrás dele pra procurar informações sobre o menino Jake,e confessa que realmente seu plano é matar os justiceiros,mas não a mando da Aster Corp, e sim por causa que sua religião o deu essa missão.
Já Martin e Lucy continuam a jornada em busca de Amelia,levando o pai do Jake a invadir a Aster Corp e pegar os arquivos, nos quais ele descobre a verdadeira face do mal de Calvin,porém passam Martin pra trás e Aster Corp coloca um rastreador nos arquivos pra achar Amelia.
Calvin ainda faz uma ameça a Martin: se algo acontecer a ele e Amelia, Jake pagará as consequências. Isso o leva a mentir pra Lucy dizendo que depois de entrar na Aster Corp papai Bohan não se encontrou com Calvin e consequentemente Lucy mente pra Martin dizendo que não foi a policia tentar denunciar o sequestro de Amelia.
É nessa teia de mentiras que finalizamos o episódio. Até próxima!
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Touch - 02x03 - Enemy of My Enemy
Jake vai à escola!
O que dizer sobre esse episódio de Touch? Que foi bom?Acho
pouco,foi muito bom,maravilhoso. É provável que alguns achem exagero meu,mas
acredito que não. Enquanto muitas das nossas duvidas foram silenciadas,outras
se tornaram cada vez mais intrigantes. Tenho que destacar a parceria de Calvin
e Martin que acredito eu que tem tudo pra pegar fogo,além,claro, da menina
Amelia e os segredos que rondam a Aster Corp.
Como toda série,é necessário que algum personagem tenha
codinome e o alvo da vez foi Amelia,Adeline, que é como a Aster Corp prefere
chamar a garota,a qual foi misteriosamente seqüestrada por Calvin, e,pelo que
eu acho, está se aproveitando dela através das seqüência numéricas. E é aí que
você pasma com a união inesperada entre Martin e Calvin,quero até ver quando ele e Lucy descobrirem a verdadeira face de Calvin...
Falando ainda em Adeline (a.k.a Amelia)a garota tem a habilidade
de “leitura dinâmica” nível máster troll. Ela lê mega rápido,e aí fica meu
convite pra ela ir na escola no meu lugar, e ainda a menina parece ter dado uma
volta em Crepúsculo e pegado as habilidades de Alice Cullen da família Tinker
Bell e começa a prever o futuro. Atenção pra isso.
Já menino Jake resolve ir pra escola arrumar gatinhas e ver
se resolve a falar,achei legal esse desenvolvimento do menino que mostra que
ele abrirá a boca nessa temporada. Enfim,agora nos resta ver que rumo vai levar
e já adianto que tem o Scarface atrás dos justiceiros em breve. Ou seja,Amelia e
Jake em perigo. Pago pra ver isso!
P.S: Casos paralelos desnecessários.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Touch - 02x02 - Closer
Scarface!
Impressionada com Touch e com a maneira que as coisas se
desenvolvem. Nesse episódio, houve algo muito interessante: a forma como
histórias completamente avulsas se conectaram e contribuíram para o enredo
principal: Amelia, os justiceiros e Jake. Vamos falar por partes de cada um
desses avanços.
No caso Amelia, Martin e Luce ficam cada vez mais próximos de
encontrar a garota,que agora está sendo cuidada por uma mulher que era um
affair do avô de uma nova amiga do Jake, ou seja, graças a nosso trollzinho e o
complexo de correr pra lugares estranhos Martin agora vai ficar mais próximo do
caminho até Amelia.
Falando em Jake, parece que o menino está ficando com más
influências. Ele está se aproximando de uma garotinha só pra ajudar o papai a
encontrar Amelia, porém vemos já como Jake melhorou desde o inicio da série e
ficou mais estranho e inteligente. Tá precisando dar um pulo em PLL pra ajudar
as liars a serem mais espertas.
Deu pra ver que a Aster Corp não está de brincadeira,agora
ela enviou um cara no estilo Scarface pra acabar com todos os justiceiros. Já
foram dois. E ainda a empresa tentou matar Vikash um empresário que agora apóia
Calvin, que tem Amelia em sua “posse”.
Enfim, foi isso que Touch nos apresentou e confesso que estou
gostando muito! Até a próxima!
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Touch - 02x01- Event Horizon (Season Premiere)
Sou lindo e troll demais pra poder falar! 2bjs.
Gente que isso de Touch! Discordem de mim, mas digo que na
minha humilde opinião Touch voltou com tudo, pronto pra trollar os coleguinhas.
Antes de começar pra valer a review tenho que destacar a atuação sempre
brilhante de David, o interprete de Jake, e por falar em Jake, o garoto é um exemplo
de que tamanho não corresponde a nível de trollação. Já Keifer (meu eterno Jack
Bauer) foi incrível como sempre, e não conseguiu resistir a uma cena de ação e heroísmo.
Clássico dele.
Enfim, esse episódio serviu pra nos mostrar mais sobre a
busca de Amélia e sobre o perigo que Jake irá correr por conta da Aster Corp.
Agora foi nos revelado que a Aster Corp tem o Jake em sua
lista e que sua morte está próxima, mas não se preocupem Martin salvará ele,eu
espero. Enquanto isso a busca por Amelia continua, e o papai Martin agora tem a
ajuda da mãe da garota e como dizem 2 cabeças pensam mais que uma. Fomo
trollados achando que os dois teriam encontrado a garota,mas não foi isso, eles
só acharam a sósia dela. Vimos ainda que Amelia se encontra na guarda de Calvin
um antigo trabalhador(que me é familiar) da Aster Corp, e ele na minha opinião
está usando a garota pra fazer seqüência numéricas e ganhar créditos por ela.
Gostei bastante desse episódio que explorou bastante a Aster
Corp e colocou Martin em ação fazendo com que ele tivesse que invadir a empresa,pra
descobrir o plano dela pra seu filho e aí ele acaba descobrindo que Jake corre
grande perigo. Agora nos resta observar e ver que rumo isso vai tomar.
Fiquem comigo pra acompanharmos Touch!
P.S: O review do episódio
02x02 já vem!
terça-feira, 5 de junho de 2012
Touch - 01x11/12 - Gyre (Season Finale)
‘Cause every little thing, gonna be alright…
Um episódio duplo para encerrar uma temporada todinha construída para
introduzir muito lentamente toda a sua mitologia. Verdades sejam ditas, Touch por muitas vezes se superestimou e
durante estes 12 episódios apenas nos introduziu ao que queria apresentar.
Entre muitas coisas que poderiam ser ditas a respeito deste final de
temporada duplo, concordo que ele poderia muito bem ser compactado e
apresentado em quarenta minutos, assim como esperava um enfoque total ao enredo
principal da série, abandonando o padrão e o caso semanal em sua segunda parte.
Uma coisa que eu realmente gosto da série é David Mazouz, o garoto que
interpreta Jake consegue ser frio quando preciso e, com auxílio do sempre muito
preciso roteiro em suas narrações, ser uma grata surpresa durante esta primeira
temporada.
Kiefer Sutherland é um capítulo a parte, sempre fez e muito bem o que
lhe era exigido em cena. Enquanto ao Tio Tim Kring, teremos de esperar pra ver
se ele não vai destruir tudo o que construiu com a mesma maestria que o fez com
Heroes.
Falando rapidamente sobre os casos, vimos na primeira metade de “Gyre” um homem que, por ter estado
presente no tsunami, recolhia objetos devolvidos pelo mar em uma praia da costa
oeste americana esperando que seus donos entrem em contato com ele. Resolução
bonitinha e simples, ligando uma história que contou sobre uma mulher, com o
menino das embaixadinhas e a espada do samurai. Nada muito brilhante ou
diferente do que a série já fez.
No segundo episódio, ainda mais aleatório e esquecível, vimos um cara
andando pelo mundo para fazer músicos cantar o clássico de Bob Marley, “Three Little Birds”. Resultado, uma
história sobre aceitação, troca de sexo e encerramento da temporada com um
clipe de músicos (inclusive vários do Brasil) cantando a canção.
Martin Bohm passou por vários apuros nestes dois episódios. Depois de
Sheri entrar com o pedido de custódia do filho do ex-repórter para o governo,
mas que todos sabiam que ele ficaria a mercê da Aster Corps e teria um destino
parecido com a de Amelia: uma morte falsa.
Aliás, Jake foi tão sacana neste episódio que mesmo sabendo que seu pai
seria colocado para morrer nos trilhos do metrô, nem se mexeu ou tentou avisar
algo do tipo “olha, não sou de falar muito, mas meu pai tá prontinho pra morrer
se você não fizer nada”.
Algo que não gostei foi de Cleo no episódio, ficou apagadinha e no pouco
tempo que teve só soube fingir que traiu a confiança de Sr. Bohm, para depois
mostrar que traiu foi a Sheri e ajudar Martin a fugir com Jake.
Uma coisa muito boa neste segundo episódio, apesar de bastante
previsível, foi Randall, o cara que causou no piloto da série e que esteve com
Sarah Bohm durante os atentados ao World Trend Center no fatídico 11 de
Setembro.
Ele foi preciso para Martin durante a sua fuga com Jake até Los Angeles,
dando-lhe o carro e servindo perfeitamente para o sucesso de sua escapatória
para um lugar em que a Aster Corps não conseguirá encontrá-lo.
A única função dos casos desta semana foi trazer Maria Bello para
emprestar todo o seu talento como a mãe da garota Amelia. Lucy, personagem de
Bello, foi previsível durante todos os minutos dos dois episódios e o
encerramento mostrando Lucy, Jake e Martin em Los Angeles olhando para o
horizonte é apenas, aparentemente, o marco para iniciar uma segunda temporada
com a função de explicar e se aprofundar nos mistérios deixados em abertos por
esta.
Jake pegando na mão do Martin foi bonitinho, e pelo que foi mostrado no
vídeo a respeito de Amelia, ele só irá falar quando quiser dar uma de troll
master e, quando perguntarem a ele por que nunca falou, responder que “não era
necessário”.
Enfim, espero que a segunda temporada aprofunde na mitologia que foi
construída. Nós não sabemos absolutamente nada sobre a Aster Corps e muito
pouco sobre o poder destes 36 soldados da religião judaica. Então, até lá.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Touch - 01x10 - Tessellations
Ok, Tio Kring, este episódio não foi lá muita coisa.
Touch tem se
consolidado como uma das poucas unanimidades da crítica americana como uma das
melhores séries a estrear no último ano. Depois deste episódio começo a
discordar um pouquinho. Foi muita enrolação para resultar em algo que todos já
sabiam.
O meu problema esteve no fato de a série não conseguir entregar algo
mais denso e, mesmo tentando introduzir sua mitologia, rodou no mesmo ponto e
nos depositou como pista para seus mistérios algo que todos já tinham certeza
do que era.
Aster Corps é a empresa em que a tia de Jake trabalha, uma empresa
ambiciosa e repleta de recursos, tanto econômicos quanto políticos. A única
coisa que mudou de posição foi que Sheri, a diretora do instituto onde Jake
está sob tutela, não é uma peça muito importante no jogo, ela apenas sabe dos
interesses, mas é apenas um peão no tabuleiro.
A grande dúvida ficou em descobrir com quem ela falava. Presidente da
Aster Corps? Deve ser. E só posso dizer que adorei ver como o Jake fez para
ajudar Cleo conseguir o notebook da chefa para obter algumas informações. Ele
pegando o tablet para separar as crianças e criar uma distração foi
sensacional, até o sorrisinho cretino de vitória ele fez. Muito amor por esse
menino.
A dinâmica entre Martin, Clea e Jake tem sido muito boa, e acho que o
tiozinho judeu precisa ajudar um pouquinho mais. Ele sabe muito bem das coisas
e fica fazendo suspense e dando pouquíssimas informações para o nosso trio.
Uma coisa que ainda é um completo mistério é Amelia, todos sabem que ela
foi um alvo das pesquisas e sofreu com isso, mas ainda não conhecemos a
personagem em si e todo o seu poder de previsão. Só aqui, temos dois dos 36.
Amelia e Jake. Preciso de maiores informações.
O que anda me surpreendendo ainda é a força do Jake em mudar as
histórias, mesmo longe, ele conseguiu fazer com que o padrão andasse e com que
Martin fosse atrás solitariamente.
O caso da semana, no entanto, foi o que fez do episódio um completo pé
no saco. Nada de brasileiro pra ficar rindo do roteiro ridículo em português,
mas sim judeus e palestinos, tráfico de pessoas e tentativa de roubo frustrada.
Chato.
Pois então, faltam duas semanas e dois episódios. Como eles farão o
andamento para o final da temporada? Faço a mínima ideia.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Touch - 01x09 - Music of the Spheres
Aquele momento que eles abordam uma história com brasileiros e você faz
cara de ué.
Touch vem se
consolidando como uma série extremamente convincente e que Tim Kring vem
tentando consertar todos os seus erros com Heroes
com esta série. Tenho que dizer que a cada semana a série cresce, mesmo que de
forma bastante lenta, e se desenvolve para um dos maiores mistérios da TV – nem
eu imaginaria que diria isto.
Esta semana, o episódio parecia que viria abordar mais uma história um
pouco avulsa e desconecta e, com muita pretensão, acabou nos introduzindo a um
mistério que, se trabalhado de forma bem feita e for muito bem amarrado, tem
tudo para consolidar a série.
A pergunta deixada é quem são estes 36? A explicação para os Salvadores
do planeta e a manutenção positiva dele, dizendo que Jake pode ser um deles, é
algo de uma grandiosidade gigantesca e tenho medo de que Kring se perca, da
mesma forma como perdeu a mão com Heroes.
Não quero me preocupar com isto neste momento da série, que foi renovada
para a segunda temporada e já retorna em Setembro, para acompanhar Fringe nas sextas-feiras negras da Fox.
O que me interessa por ora é a história abordada.
E eu tenho que falar que na hora que eu ouvi os personagens falando português
eu fiquei sem entender, toda vez que a série aborda um país estrangeiro eu olho
automaticamente na legenda para tentar entender alguma coisa.
Demorei pelo menos dois minutos até entender que eles estavam falando em
português. De verdade, tenho que dizer que as atuações em si foram muito fracas
e que o roteiro não foi lá dos mais próximos ao que nós nos habituamos. A
linguagem utilizada foi totalmente bastante diferente do que nós dizemos e
mesmo o português (o tiozinho, e não a língua) não foi fiel à realidade.
Não implicarei muito porque a história toda foi muito previsível e acho
que o formato da série tem aberto pouquíssimo espaço criativo para os
roteiristas que vêm trazendo histórias com relativa obviedade.
No mais, a trama dos meninos de Nova Iorque abandonados pelo pai, onde o
mais novo precisa alimentar o mais velho por sua deficiência, custando o que
custar. O envolvimento do guarda da condicional. A loja de música. A loja
brasileira. O português tentando conquistar a brasileira. Enfim, obviedades
foram poucas em um roteiro pouco criativo.
Mas o fato é que os produtores conseguiram introduzir um mistério maior
para a série, mesmo que os telespectadores mais desatentos sequer se tocaram ou
perceberam. O judeu que dividia aquele apartamento onde Teller guardava suas
pesquisas e o conhecimento mais a fundo sobre Amelia fizeram com que o episódio
não fosse um desperdício.
P.S.: Perceba na foto que o Jake adicionou os números 160455124 na sequência, sendo 1604 o número do episódio anterior, que nem o Martin conseguiu revelar, e o 55124 é o deste episódio.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Touch - 01x08 - Zone of Exclusion
Um encontro casual do Metropolitan com o Louvre.
Algumas pessoas estavam incomodadas com o fato de Touch fazer suas
conexões com números e o didatismo ao tentar traçar e relacionar o número com a
história, pois bem, foram ouvidos e a série, sem um número como referência,
apresentou um padrão para ser seguido e ditar o ritmo e os rumos do episódio.
Eu achei um episódio regular, nada de esplêndido e tolerável, mas creio
que o meu problema é tentar responder quais são os interesses que estão em
jogo, quem é Amelia e quem são os grandes peixes a serem pegos na rede de
conexões de Jake Bohm.
E talvez pelo fato da série seguir uma fórmula processual/procedural, as
respostas demorarão a vir, então keep
calm, força na peruca e let the story
tell us. Cada história conectada foi bacana, amarradinha e girou apenas uma
história, a da família indiana que tiveram gêmeas, precisou “vender” uma delas
e se arrependeu do fato que voltou a assombrá-la.
O que eu mais gostei foi ver Jake interferindo efetivamente para que o
encontro ocorresse e que a garota que estava no Louvre – ou pelo menos no
chroma-key bem mal feito, por sinal – vesse sua mãe no Metropolitan Museum of
New York.
Simrin, a mãe das crianças, acabou caindo num dos jogos de ligações de
Jake e, depois de ter o telefone celular trocado com Martin pelo filho do
ex-jornalista, acabou ficando cara-a-cara com Veronique, a filha vendida, no
telão da sala do museu.
E as conexões não param quando Martin tem de ir atrás de Jake e encontra
Nandu, a irmã que ficou com a família, trabalhando em um hotel e a convence a
ir ao encontro no museu com sua irmã.
A história não para por aí, colocando até o pai, um taxista, para se
envolver com o Dr. Knox, o responsável por vender Veronique. Mas o obstetra
corrupto foi devidamente preso e a história teve um final feliz.
Final feliz quem deve comemorar é o astronauta italiano Gio, que teve a
sorte de sua companheira de missão espacial, Allegra, conseguir fazer um
contato via rádio com o chefe dos taxistas, o chefe do pai de Veronique e
Nandu, e evitar grandes estragos e trazê-lo de volta para a base espacial por
conta de um aumento de CO2.
Adorei ver Clea possuída e enfrentando Sheri, a sua chefa e aquela que
guarda as principais informações sobre o quarto 6, Amelia e o assassinato/morte
de Arthur Teller. Ela até mentiu para ajudar o Martin, mas foi afastada do caso
Jake.
Agora, Bohm sem uma aliada próximo e ficando cada vez mais a mercê de
Sheri e do sistema americano, tem tudo para perder a guarda de Jake, então
“sebo nas canelas” para o próximo episódio.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Touch - 01x07 - Noosphere Rising
Orações na proeminência de um inimigo.
Depois de dois episódios excelentes de Touch, me senti meio perdido no meio
deste, não que as interconexões de tramas ou que os plots tenham sido geniais
ou emaranhados de forma que te deixe perdido por complexidade, mas o problema
foi a ausência de um arco forte e bem estruturado para seguir narrando os
futuros acontecimentos da série.
A “sequência de Amelia” parece ser o que vai ditar a sequência dos
acontecimentos da temporada, tanto é que a junção dos números sortidos neste
episódio foram adicionados por Bohm à sequência anotada por Arthur Teller.
Não entendi a relação da narrativa em overvoice do início e repetida ao
final do episódio por Jake com os acontecimentos no episódio, a concepção da
oração com o que foi apresentado não ficou evidente neste episódio, até se
fosse utilizado no episódio “Kite Strings”
iria fazer mais sentido.
As interconexões de tramas foram simplórias, como o arco perseguido por
Martin Bohm encontrando o riquinho metido da Austrália que precisava montar em
um cavalo chamado Zeus para tomar posse da herança deixada por seu pai, ou a
história do videoblog se encontrando na cafeteria que Martin havia acabado de sair.
Para falar a verdade, a única coisa que me chamou atenção nas tramas
secundárias deste episódio foi o reaparecimento das japonesas do piloto. Ainda
acho que Tim Kring guardou alguma história maior para elas, não é a toa que
elas seguem encontrando repetidamente as histórias traçadas por Jake.
Cercando a história principal com Jake, vimos o aparecimento de sua tão
odiada tia, que lhe presenteia com um tablet que sequer saiu no mercado e foi
desenvolvido pela empresa que trabalha.
O que chama a atenção é a necessidade dela de tomar posse da guarda do
garoto, com a intenção de protegê-lo de uma conspiração maior, a mesma que
apagou trechos da fita que mostra a suposta Amelia numa cadeira de rodas ou que
supostamente matou Arthur Teller.
No fim das contas, vamos considerar que este episódio foi necessário
para que Martin Bohm encontrasse o lugar onde Teller armazenava seus estudos
numéricos, pois de resto, não posso dizer neste momento que foram de extrema
necessidade.
A não ser mesmo o fato de que Cleo Hopkins está a fim de ajudar Martin a
permanecer com a guarda de Jake, além de encontrar nas imagens de segurança o
fato que poucos deram importância quando Teller contou.
P.S.: Aos desatentos, a atual “sequência de Amelia”: 318 3287 5296 9522
975 1188.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Touch - 01x06 - Lost and Found
O melhor episódio até aqui.
Touch conseguiu atenuar sua mitologia com uma qualidade impecável,
mostrou e interligou todos os elementos do episódio de uma forma bastante
incomum e “fora do padrão” ao que nos acostumou.
Talvez seja aqui onde mora o grande mérito do episódio, o roteiro foi
denso e da mesma forma ágil, conseguiu ser intrigante das mais diversas formas
possíveis, utilizou de recursos e elementos recorrentes ao já apresentado e
ainda entregou, com tamanha perfeição, um bom drama e diálogos interessantes.
As coisas como tudo ocorreu foi muito bem abordado, partimos de uma
conversa no aeroporto e intersectamos em uma história que começou com um
sequestro de uma criança.
Todos os pequenos arcos foram imprescindíveis a mostrar a Clea que os
padrões que Jake enxerga a interconectou a todas as tramas e lhe explicitou
algo que Martin vinha martelando-a a algum tempo.
Agora, por mais que o Estado e o Juizado tente tirar a guarda de Jake de
seu pai, Clea vai ser fundamental a apoiar a causa, mais até do que já vinha
apostando. Finalmente conhecemos a tal mal falada mãe da personagem e ela foi o
agente direto das causas do episódio.
Já nos fora dito inúmeras vezes que ela sofre de esquizofrenia e ela
raptou a criança de um casal que estava doente, por isso acabou sendo presa,
levada ao hospital, que entrou em contato com Clea, que viu sua mãe após 6 anos
e depois viu ela fugir novamente.
A percepção rápida de Martin Bohn foi bastante importante para que eles
ligassem a coisa toda e perceber que ela era a pessoa que raptou a criança. O
curioso, no entanto, foi a forma como as coisas nos levou até a outra história
que ocorria em paralelo.
Ver que uma mulher avulsa acabou tendo problemas com sua bagagem e
acabou fazendo com que o cara que acabou de conhecer no aeroporto, após uma
breve divagação sobre cruzadas, ocupasse seu assento no voo e salvando-a da
morte, já que o avião caiu.
Eu fiquei tentando por diversos minutos entender como apenas ele havia
sobrevivido ao evento e, aparentemente, não contar a ninguém do fato. Não houve
nada do tipo “ah, meu avião acabou de cair e eu ‘tô’ bem e não sofri nenhum
arranhãozinho”.
Ele seguiu agindo como um louco por jazz, foi tentar salvar o prédio que
nos anos 20 abrigou os maiores nomes do ritmo musical e acabou salvando mais
uma vida, a da mãe da Clea.
Mas engana-se que ele não sofreu nada com a queda, ele perdeu muito
sangue em um ferimento no abdômen e, após a sua cruzada por tentar evitar a
queda do prédio, caiu no chão e morreu.
Até aqui eu já vinha gostando como tudo foi devidamente trabalhado, mas
ainda arranjaram tempo para que aquela mulher avulsa do aeroporto escolher este
homem, o tresloucado que sobreviveu a queda de um avião, a ser o doador de
sêmen para a geração do seu filho com sua companheira.
E a história foi além, criou um bom plano para ser trabalhado ao fundo
do episódio e introduziu com maestria algo que aparentou por muito tempo. Dr.
Arthur Teller foi até Jake para entender como ele estava se entendendo com a
“sequência de Amelia”, a provável paciente do quarto número 6 e que vinha sendo
o grande mistério da série até aqui.
A diretora da casa
onde o Jake tem sido guardado tem envolvimento direto, não me surpreende, mas o
que me pegou desprevenido foi a morte do Dr. Arthur. Ele vinha sendo de grande
ajuda para Martin entender Jake e, agora, as coisas tendem a ficar mais sérias.
domingo, 15 de abril de 2012
Touch - 01x05 - Entanglement
E, de repente, Touch vira Pokémon e mostra Jake evoluindo.
Em mais um excelente episódio, Touch nos mostra que vai além de números e mostra que Jake Bohm ainda tem muito a evoluir em relação a sua comunicação e ao enxergar padrões de uma forma como ele nunca havia feito antes. Através de padrões, agora Martin terá de se desdobrar para entender o que o menino Jake quer dizer.
Foi dia de avaliação psiquiátrica e psicológica de Jake, era óbvio e mais do que certo que o Martin acabaria se perdendo no meio do processo por conta de mais um padrão a ser seguido conforme as vontades de Jake, o problema é que a ausência dele pode colocar em xeque todas as suas pretensões de demonstrar que é um bom pai e assegurar a guarda do filho.
As histórias que seriam tocadas e entrelaçadas pelo episódio foram de um tom mais sutil, principalmente a forma como as coisas se encaixaram umas nas outras e as relações foram minimizadas, comparadas com os episódios anteriores.
Desta vez, Jake ficou ausente de toda a correria de Martin através da perseguição do número 22, que na verdade foi colocada como forma do "destino" e lhe levou para um ônibus com uma maluca armada pronta para estourar os miolos de um rebelde de El Salvador, responsável pelas mortes de seu pai e de seu irmão.
Ele acabou parando no ônibus depois de ter sido roubado por um chinês que estava em busca de um presente para sua filha que completava mais um aninho de vida, o que Martin não sabia, era que a partir dali, as coisas tomariam uma proporção diferente e que acabou quase como um efeito dominó ajudando todas as tramas soltas do episódio.
Era evidente que a menina no ônibus seria de fundamental importância para o desenvolvimento das tramas, que foram de Nova Iorque ao Oriente Médio, dando uma passadinha pelo Canadá. Pra ser bastante franco, a única história realmente interessante no meio de tudo isso foi a desta menina.
Ela pegou a sua raiva, apesar da cena e dos diálogos serem um prato cheio de clichê, e queria matar o homem que supostamente lhe tirou as coisas mais importantes para ela. O encerramento do arco dela com o clichê de que "matá-lo não ira fazê-la melhor, e sim fazê-la ser igual a ele" e revelando que seu irmão estava vivo e necessitando de uma doação de medula óssea após desenvolver leucemia mieloide aguda.
No mais, as histórias tiveram importância menor: a menina que relutou contra os preceitos de casamento armado, que seria com o enfermeiro do hospital que estava atrás da doadora para o menino citado acima e que se apaixonou por uma moça no metrô.
Só que um pouco distante de tudo, vimos Dr. Arthur, o especialista em números e que anda ajudando Martin a se comunicar com o filho, mostrar basicamente o óbvio e se revelar deter o mesmo dom de Jake e sua loucura psicótica para estudar os efeitos neurológicos.
A busca incessante pela ajuda da filha para conseguir uma ressonância mostrou um lado dele que eu já desconfiava, mas que foi bem explorado e confesso que quero saber o que ele causou no passado quando começou a estudar esse dom.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Touch - 01x04 - Kite Strings
O caçador de pipas.
Tim Kring sambou na minha cara e até agora tem apresentado a série mais convincente, melhor estruturada e de melhor qualidade na TV americana. Tinha achado um exagero a Entertainment Weekly dizer que a série era "phenomenal, incredible and the best series in 2012", mas hoje posso assegurar que Touch está entre as melhores.
A série consegue condensar toda a sua trama e faz com que ela passe pelas mãos do menino Jake Bohn e sua fixação por números e renova arcos que houveram devida conclusão em episódios anteriores (neste caso, trazendo novamente personagens do piloto) para serem utilizados como guias e alças para alavancar o arco secundário de maior importância.
É realmente genial a forma como as coisas corram, mas Tim Kring necessitará de criatividade para movimentar a história por muito tempo. Tudo começa a parecer ser parte de uma escala de ações muito maior do que pareceu nos episódios inciais da série.
Neste episódio é a primeira vez que eu gostei da interação com a numerologia e a este detalhe na trama. Tudo girando em torno da combinação entre os números 9 e 5, o último por vezes utilizados como meio (0.5). Os elementos foram bem feitos e introduzidos e acho que isto ainda beneficiou o episódio.
No arco central, vimos Jake correr meticulosamente atrás de uma pipa lançada às 9h50 e que nos levou aconhecer Bobby, um velho estudante de Sarah e que tanto gostava dela pelo fato de ter sido ela a responsável por alavancar a vida de Bobby, que deu à sua filha o nome da ex-esposa de Martin Bohn.
O desenvolvimento com diálogos francos foi de belíssima interpretação tanto por Kiefer Sutherland, quanto pelo ator convidado, ele sempre quis uma espécie de redenção perante à Sarah e conseguiu através de Martin ao salvar o nosso garoto Jake.
Como seguiam diversas histórias paralelas, este ponto foi onde todas acabaram que se conectando. Desde a parte no Afeganistão, trazendo o quase-menino-bomba do piloto, fissurado por Chris Rock e que sustenta o famoso "sonho americano" de volta para a trama, além de introduzir a novos personagens que serviram para abrir um lado da série que alguns poderiam ter esquecido.
O "salvador" do episódio piloto, o vencedor da loteria que utilizou uma combinação significativa que representava os últimos instantes de vida de Sarah Bohn viva dentro da torre oeste do World Trend Center antes do segundo avião terrorista entrar em contato com o edifício. Ele ainda tem serventia para a série, não foi descartado, e ficará ao encargo de uma igreja, já que o padre atacou tudo pro alto e foi em busca da soldada americana ferida no Afeganistão, amiga de Abdul (o fanboy de Chris Rock) e internada na Alemanha após ser encurralada para os lados de Bagdá.
Por fim, o mais interessante foi mostrar o significado do título do segundo episódio da série e sua representação para a série, a soma "1 + 1 = 3" e que foi gravada na aliança em desuso por Sarah para representar o enlace entre ela e Martin, que por fim gerou Jake. A simples matemática do amor.
O desenvolvimento com diálogos francos foi de belíssima interpretação tanto por Kiefer Sutherland, quanto pelo ator convidado, ele sempre quis uma espécie de redenção perante à Sarah e conseguiu através de Martin ao salvar o nosso garoto Jake.
Como seguiam diversas histórias paralelas, este ponto foi onde todas acabaram que se conectando. Desde a parte no Afeganistão, trazendo o quase-menino-bomba do piloto, fissurado por Chris Rock e que sustenta o famoso "sonho americano" de volta para a trama, além de introduzir a novos personagens que serviram para abrir um lado da série que alguns poderiam ter esquecido.
O "salvador" do episódio piloto, o vencedor da loteria que utilizou uma combinação significativa que representava os últimos instantes de vida de Sarah Bohn viva dentro da torre oeste do World Trend Center antes do segundo avião terrorista entrar em contato com o edifício. Ele ainda tem serventia para a série, não foi descartado, e ficará ao encargo de uma igreja, já que o padre atacou tudo pro alto e foi em busca da soldada americana ferida no Afeganistão, amiga de Abdul (o fanboy de Chris Rock) e internada na Alemanha após ser encurralada para os lados de Bagdá.
Por fim, o mais interessante foi mostrar o significado do título do segundo episódio da série e sua representação para a série, a soma "1 + 1 = 3" e que foi gravada na aliança em desuso por Sarah para representar o enlace entre ela e Martin, que por fim gerou Jake. A simples matemática do amor.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Touch - 01x03 - Safety in Numbers
O Cavaleiro Invisível dando uma forcinha para anônimos, como sempre.
O episódio desta semana de Touch foi agradável de se acompanhar, apesar de os casos ainda surtirem um efeito artificial. O que fica claro, para a minha surpresa, é que o pequenino detalhe das japonesas do piloto, que comentei da utilidade inútil no episódio anterior, parece estar ligado a algo muito maior.
Realmente não faço ideia de onde a série quer trilhar seus caminhos, nesta altura do campeonato, a série já deveria muito bem ter contado onde quer chegar, e talvez seja por isso que eu goste de Touch, a série te mantém no escuro por todo o tempo do mundo, mesmo, em grande parte, lhe entregar resoluções simples e previsíveis para seus micro-arcos que ficaram abertos durante o episódio.
O grande problema é que na grande maioria das vezes a série te decepciona, e se tratando de Tim Kring você precisa olhar e pensar duas... centenas de vezes antes de entrar de cabeça no que é proposto. Quem se decepcionou uma vez com Heroes, sabe como é o medo de se decepcionar novamente.
Presunções postas, estamos aqui para falar sobre o episódio em si, neste momento. E eu achei que as histórias poderiam ter sido melhor entrelaçadas, principalmente quanto a história decorrente na África, achei que a história de Grace poderia ter sido "tocada" por outra de uma forma distinta da que foi mostrada.
Mas nada que não comprometesse a estrutura do episódio, que utilizou deste arco, para ligar o do irmão dela só para ligar a uma competição de dança avulsa, para evidenciar a ligação maior sendo feita através do "celular voador", aquele mesmo utilizado no piloto para divulgar o trabalho de Kayla Graham (a cantora) e as fotos da filha de Simon Plimpton.
Como arco para Martin Bohn, a série mostrou um caso curioso, envolvendo a história mitológica criada pelo pai do "Príncipe Invisível" e fez ligações de forma inusitada, evidenciando outra pessoa com habilidades similares a de Jake. Resolução simples, inteligente e dentro do proposto. Aliás, não há como não gostar de Kiefer Sutherland, a entregação dele para o personagem está realmente incrível.
Sobre seu filho, aqui temos algo bastante curioso, principalmente quando ele repete os "sons" que a mãe de Clea fazia ao levá-la para pegar o trem, além da história do carrinho e do quarto "6" do primeiro andar do subsolo. Pode ser aqui que more um dos arcos para ser denominado com central, e não me surpreenderia em absolutamente nada ver uma ligação entre este quarto e Sheri (a diretora do instituto que tem cuidado de Jake e onde Clea trabalha) e Arthur (o "especialista de pessoas com dons em números" com quem Martin procura ajuda para entender Jake).
Os episódios da série têm sido densos, com profundidade além do esperado e com ligações que sequer foram fechadas. Quais são os rumos a qual ela pretende percorrer eu não sei, mas espero que a Fox tenha o senso de prosseguir o bom trabalho, até aqui, da série.
domingo, 25 de março de 2012
Touch - 01x02 - 1+1=3
Aprofundando a relação pais e filhos.
Fazendo a irreal matemática de 1 mais 1 ser igual a 3, Touch mostra que o seu caminho a trilhar ainda não está bem definido, uma vez que a cada semana apresenta mini-filmes bem estruturados onde as histórias "tocam-se" entre si.
É muito bonito colocar no papel uma ideia complexa e o grande problema da série será se sustentar em uma história suficientemente capaz de te comover, te emocionar, literalmente te tocar. Só que a virtude, no entanto, deste episódio esteve presente no aprofundamento da relação que Martin e Jake nunca tiveram, e talvez nisto o episódio não tenha só acertado com louvor, mas também como conseguiu colocar em um script através de histórias paralelas conciliações que poderão um dia ocorrer entre Martin e Jake.
Aliás, o personagem de Kiefer Sutherland será o soldado de chumbo de seu filho, indo onde quer que os números lhe levar, utilizando os malditos padrões explicados no piloto para intervir da melhor maneira possível e solucionar diversas histórias ao mesmo tempo.
Outra coisa, a história e a relação entre pais e filhos foram testadas neste episódio, mesmo que para isso precisou utilizar de uma história onde não houvesse essa relação, não de maneira exposta e claramente definida.
A reação de Martin Bohn para defender a vida do dono da loja acarretou inúmeras séries de mudanças, onde, mais uma vez fazendo trocadilho com o nome da série, a vida de pessoas então desconhecidas são tocadas por outras igualmente desconhecidas.
Em relação a amarração das histórias, este episódio foi bem menos complexo do que o caso envolvendo o piloto, entretanto, eu gostei mais deste do que do anterior, mesmo levando a uma conclusão previsível sem fazer previsões e provisões com continhas com a sequência matemática de Fibonacci (chupa, Jake!).
A única coisa desnecessária foram as japonesas, onde eu não entendo a necessidade da aparição delas no episódio, uma vez que foram utilizadas apenas como uma transição de cena para o encontro das vidas da comissária de bordo (elas odeiam ser chamadas de aeromoças) responsável por um cachorro e do indiano com o sonho de espalhar as cinzas de seu pai no estádio de beisebol de Nova Iorque.
As histórias correram bem, ao ponto de tudo ser resolvido, como o menino russo filho do mafioso que cobrava o dono da bola de beisebol e que tentou roubar a loja do cara que tinha-lhe contratado para assassiná-lo, mas por conta do Martin iria tentar se suicidar, impedido pelo encontro com sua filha, levada pelo cachorro dos minutos iniciais solto por Martin, mesmo sem a intenção.
Ponto alto é o ataque de pelancas do menino Jake ao ser "tocado" pelo seu pai, mesmo em condições "desesperadoras". A assistente social, em compensação, presente por pouco tempo no episódio, me pareceu bastante ausente, gostei de sua interação direta com o caso do piloto, acho interessante utilizá-la para os próximos episódios da temporada.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Touch - 01x01 - Pilot (Series Preview)
E eu tinha jurando que não veria mais nada do titio Tim Kring...
Eu preciso fazer uma denúncia comigo mesmo, eu havia prometido a mim mesmo que não assistiria nada que fosse assinado pelo cara que foi o comandante de um naufrágio chamado Heroes, muito menos de alguns outros que assinavam a produção da série mais cara e mais ruim (isso mesmo, mais ruim) do ano passado, Terra Nova.
E queimei minha língua, claro que é apenas o piloto, claro que é só o início e claro que não dá para fazer grandes pretensões quanto ao futuro da série. Kiefer Sutherland é o principal culpado disso tudo, só assisti o piloto por ele e por ter gostado de seu trabalho como Jack Bauer, mas a série me ganhou com 5 minutos de duração.
A introdução narrada pelo menino e astro da série, David Mazouz, com a sequência da abertura simplesmente me animou para acompanhar um piloto de 50 minutos que mal pareceram 25. O grande mérito dele foi por ter pensado em tudo e todos os detalhes, e detalhes que serão os responsáveis pelo futuro da série.
Um detalhe errado ou esquecido pode por a série em cheque, principalmente quando tudo o que é feito precise estar devidamente conectado no final. Uma peça errada, um passo em falso e um esquecimento, mesmo que mísero, pode mudar os rumos da série.
Ao que deu a perceber, sim a série será procedural, mas precisam encontrar uma forma de criar uma trama maior como arco principal para não se basear no simplório. Da mesma forma que aprsentou duas histórias, não necessariamente conectadas entre si, os roteiristas vão precisar criar muitas outras para ficarem em aberto pelo menos até a finale para fechar em grande estilo e com uma história maior.
Na trama, temos Martin (Sutherland), pai do menino Jacob (Mazouz), que é um ex-repórter e agente de bagagens, que perdeu a mulher no fatídico 11 de Setembro e que tem de lidar com a criação de um menino que sequer disse uma palavra e tem o dom de enxergar conexões através de sequências numéricas.
Ainda na base central, conhecemos Arthur Teller (Danny Glover), um especialista em crianças com dons sobre sequências numéricas e que servirá numa espécie de tutor de Martin em relação ao seu filho.
Como Jake tem alguns problemas sociais e anda escalando torres como forma de entrar em contato com Martin, somos introduzidos a Clea Hopkins (Gugu Mbatha-Raw), a assistente social que embarcará nesses roteiros ditos por Jake junto com Martin Bohm para tentar evitar acidentes e outras catástrofes.
A trama do piloto foi conduzida em duas linhas, enquanto a loteria e o acidente do ônibus 318 estavam mais presentes e próximos a eles e foi modificada mais fisicamente por Martin e Jake, havia também a do celular viajante, que foi parar no Afeganistão com terroristas.
Enquanto eu olhava para a primeira e via um bom desenvolvimento e uma boa conexão inclusive com o fato da morte de Bohm no atentato terrorista ao World Trade Center, eu achava que a segunda estava levando a lugar nenhum.
A história foi linda e emocionante até o momento que as fotos foram mostradas nos painéis luminosos no centro de Tóquio, mas achei desnecessária a introdução de uma história com homens-bomba e fogões industriais. Foi over e um tanto forçada, em outras palavras, surreal e irreal.
Touch só estreia oficialmente dia 19 de março, e como exatamente neste dia algumas das séries que eu acompanho chegarão ao fim, não vejo problemas em dar uma carta de confiança a Touch. Se a série for suficientemente capaz de apresentar boas histórias e boas conexões, já vou ficar bem feliz.








