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Teen Wolf

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Falling Skies

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Under the Dome

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The Killing

Leia reviews e textos relacionados a série que foi cancelada, mas posteriormente descancelada pela AMC. Venham ver The Killing ! Agora com co-produção da Netflix.

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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Glee - 05x02 - Tina in the Sky with Diamonds

A redenção da idosa.

Não sei quanto a vocês, mas eu não estou curtindo este início de temporada de Glee não, início que tem mais cara de meio de temporada e que serve de remédio para o luto dos envolvidos na produção da série.

Mas nem tudo tem sido ruim, é verdade, porque no momento de escassez criativa dos roteiristas e produtores da série, quem ganha espaço e se redime é uma personagem contestada e previamente odiada por todos.

Sim, posso ter criticado Kitty e as escolhas do roteiro por querer omitir o relacionamento dela com Artie na semana passada, mas este episódio a transforma em uma das poucas coisas que tem se salvado neste começo de temporada. Quem diria?

Mas isso fica para outrora, porque começo falando de Sam e sua nova crush, a enfermeira que não é enfermeira. Confesso não gostar da inserção de uma nova personagem, assim como achei toda a cena um pouco forçado demais e completamente desnecessário. Inclusive a aplicação de injeções em salsichões. Por favor.

Depois do núcleo palhaço do episódio,temos o núcleo mais lindo da série. Titia, desta vez, acertou em tudo em Nova York. Quer dizer, quase tudo, se explodisse o Kurt eu ficaria mais satisfeito. Mas, como dizem, nem tudo pode ser como queiramos que seja. O que é uma droga, verdade.

Rachel conseguiu o papel em Funny Girl e Kurt se juntou a ela e a Santana na cafeteria trabalhando como garçonete, mas este ainda não foi o ponto alto do episódio, e sim o meu novo shipper lésbico mais lindo desse mundo: Dani e Santana. Dantana.

Não tem como não amar menina Demi Lovato. Meu respeito por ela só tem crescido desde aquele filme perdido na Disney com os irmãos Jonas e alcançado o ápice com ela se tornando praticamente a Paula Abdul da nova geração ao se juntar a Simon Cowell na versão americana de The X Factor.

Aliás, menina Demetria foi puro amor. A cena dela com Santana cantando "Here Comes the Sun" foi tão ingênuo, puro, simples e romântico que não tem como não gostar. Aliás, é ridículo sequer não amar essa performance.

E pra deixar as coisas em Nova York ainda mais lindas, me enfiam uma montagem editada no meio de "Let it Be", que exala paixão entre Dani e Santana, e os laços de amizade de Rachel e Kurt.

Enquanto isso, no McKinley, tem uma asiática. Essa asiática se chama Tina. E como eu nunca odiei Tina tanto na minha vida. Acho que hoje ela só perde para Mercedes e Kurt no meu índice de ódio mortal por personagem chato em Glee, o famoso IOMPPCG.

Ela quis passar por cima de tudo e todos só pra se tornar a rainha do baile e ainda rejeita Samzinho. Não se faz isso com Samzinho. E por isso que quando rola aquela trollada monstruosa no começo do episódio cortando sua apresentação eu ri, e ri mais ainda quando ocorre seu momento Carrie, A Estranha. Quis até beijar a Cheerio Chocolate por sua ousadia.

E não, nem cantando "Hey, Jude" diminui meu ódio por Tina, e sim só aumenta meu amor e respeito por Kitty, que não precisa mais ser baixa ou bicha má megaevil.

Porque nós já temos a nossa nova bicha má megaevil, e ela se chama Cheerio Chocolate. Roz quis até ser ética, mas nossa rainha suprema Sue Sylvester deu carta branca para Cheerio Chocolate botar o terror no Glee Club. Porque assim como o Superman precisa do Lex Luthor, o New Directions necessita de uma Cheerio bandida.

Preparem-se, semana que vem estaremos todos desidratados de tanto chorar. Peguem seu balde vazio e preparem para enchê-lo de tanto chorar.

Músicas do episódio:
  • "Revolution", de The Beatles, interpretada por Tina Cohen-Chang (Jenna Ushkowitz);
  • "Get Back", de The Beatles, interpretada por Kurt Hummel (Chris Colfer);
  • "Something", de The Beatles, interpretada por Sam Evans (Chord Overstreet), Ryder Lynn (Blake Jenner) e Jake Puckerman (Jacob Artist);
  • "Here Comes the Sun", de The Beatles, interpretada por Danielle (Demi Lovato) e Santana Lopez (Naya Rivera);
  • "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band", de The Beatles, interpretada por Ryder Lynn, Jake Puckerman, Marley Rose (Melissa Benoist) e Wade "Unique" Adams (Alex Newell);
  • "Hey, Jude", de The Beatles, interpretada pelo coral de New Direction;
  • "Let it Be", de The Beatles, interpretada por Danielle, Santana Lopez, Rachel Berry (Lea Michele), Kurt Hummel e pelo coral do New Direction.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Glee - 05x01 - Love, Love, Love (Season Premiere)

Glee ensina: como, definitivamente, não se fazer uma premiere.

Produtores e roteiristas de plantão, peguem tudo o que Glee apresentou em seu primeiro episódio do quinto ano e tomem como lição. Uma lição a não ser seguida.

Eu sei que titia Ryan precisou reformular todo o enredo e que tudo seria, possivelmente, diferente se não fosse pelo fatídico episódio que marcou o fim de uma era, que foi a morte de Cory Montheith, cujo qual não quero entrar nos méritos ou discutir neste texto - quero fazer isso única e exclusivamente no episódio tributo.

O ponto, e única coisa que devemos avaliar neste retorno, é sobre o episódio em si. Toda a concepção e a ideia em homenagear a banda mais icônica do planeta é boa, na verdade, excelente. A questão proposta, no entanto, para abrir um ano em que as pessoas esperaram por mudanças sai como um tiro no próprio pé.

Todos os arcos soaram degastados. Assim como o elenco, que ainda aparenta estar meio abatido pela perda de um ente querido. E o roteiro não funciona. Por mais que titia tentasse engrenar alguma coisa, titia não conseguiu.

A começar pela história de Artie e Kitty. Primeiro fato: Artie é o maior pegador do McKinley High. Se aparecer um poste na frente, é capaz de ele levantar da cadeira e traçá-lo também. Mas a promiscuidade do garoto nem é o ponto a ser discutido e sim o arco, e partimos para o segundo fato.

Depois de cinco anos, depois do que o New Directions construiu, retornar a plot de namoro escondido é repulsivo. Independente de querer manter status, desculpa sociedade, mas Artie é maior do que qualquer coisa que a Kitty ou qualquer outra avulsa das Cheerios (Quinn, Santana e Brittany não inclusas) conseguiram ser nos últimos anos. Digo em todas as vertentes acadêmicas do caso. Se aparência for o ponto, tudo volta a ser necas. Como se os feitos não fossem nada. Hoje, sem Sue, o que as Cheerios são mesmo? Pelo que me lembro, elas perderam até as regionais delas, não?

E isso é exposto por Tina, que a cada semana parece querer herdar o posto deixado por Rachel Barry. Até o figurino da personagem de Lea Michele parece ter sido assaltado pela personagem da Jenna Ushkowitz.

Agora, o ponto da dúvida sobre o estrelismo de Rachel Barry em Funny Girl. A inexperiência da moça sendo massacrada pelos tubarões da indústria. Este é, talvez, o único ponto que a dosagem de realismo e ficção melhor se encaixa, fazendo de "Yesterday" o grande ponto alto do episódio.

P.S.: Desconsideremos toda a performance com Santana no café em que trabalham, aquilo foi ruim e ponto.
Voltamos, então, ao grande ponto central do episódio: o pedido de casamento de Blaine para Kurt. E não, não sou obrigado a comentar o que foi aquela performance horrorosa de ruim de "Got to Get You into My Life". Me nego.

Todos sabem minha opinião a respeito deste pedido: eles são muito novos pra tomar qualquer posição do tipo. É bonitinho querer falar de amor e da beleza de amar alguém? Sim, é, mas quero ver quando tiverem um problema de casal como vão resolver. Como farão para se sustentar. Como farão para viverem juntos. E todos estes pontos que as pessoas fazem vista grossa na hora de dizer "sim" e que simplesmente fogem pedindo divórcio no primeiro perrengue que enfrentarem. É por isso que muitos dos relacionamentos não funcionam.

Não sei se titia pretende explorar isso, mas deixo aí minha opinião registrada antes que qualquer ideia surja na cabeça megaevil dessa bicha megalomaníaca.

A cena e a construção do pedido é cheio de auto-referências ao próprio mundo de Klaine, o que enriquece tudo e faz da cena algo lindo de se ver, mas não algo que eu aprove, enfim. Ver os Warblers e o Vocal Adrenaline, além do coral dos surdos daquele episódio horrível da primeira temporada, "Hairography", ainda tornam a coisa mais divertido de se acompanhar.

Por fim, deixo a única coisa que ganhou meu total respeito neste episódio: Sue Sylvester. Essa mulher, em seu retorno triunfal, conseguiu o cargo de diretora depois de plantar provas que incriminaram o diretor Figgins de uma série de irregularidades e ainda samba de salto alto na cara do próprio coitado, agora zelador do McKinley High.

Para semana que vem, Glee segue em sua homenagem dupla aos britânicos dos Beatles e eu, sinceramente, espero que melhore e muito, para fazer, no mínimo, algo que faça jus ao nome dos reis do rock.

Pontos nada importantes mas que a gente fala mesmo assim 1: vamos dar os devidos créditos, quem escreveu essa porcaria foi Brad Falchuk, culpem ele, e não titia.
Pontos nada importantes mas que a gente fala mesmo assim 2: cadê Demetria nessa coisa? Queremos ver cena de cola-velcro, produção!
Pontos nada importantes mas que a gente fala mesmo assim 3: Pra quê ter 500 pessoas no elenco se nem metade recebeu falas nesse episódio? Marley, Jake, Ryder, Unique, etc. mandaram um beijo.
Pontos nada importantes mas que a gente fala mesmo assim 4: falando em gente sem fala, Sam na única foi preciso. Gente boa faz bem até mesmo na dificuldade, não é Chord?

Músicas do episódio:
  • "Yesterday", de The Beatles, interpretada por Rachel Berry (Lea Michele);
  • "Drive My Car", de The Beatles, interpretada por Artie Abrams (Kevin McHale) e Kitty Wilde (Becca Tobin);
  • "Got to Get You into My Life", de The Beatles, interpretada por Kurt Hummel (Chris Colfer) e Blaine Anderson (Darren Criss);
  • "You've Got to Hide Your Love Away", de The Beatles, interpretada por Artie Abrams e Kitty Wilde;
  • "Help!", de The Beatles, interpretada por Blaine Anderson e Sam Evans (Chord Overstreet);
  • "A Hard Day's Night", de The Beatles, interpretada por Rachel Berry e Santana Lopez (Naya Rivera);
  • "I Saw Her Standing There", de The Beatles, interpretada pelos garotos do New Directions;
  • "All You Need Is Love", de The Beatles, interpretada por Blaine Anderson e pelos corais do New Directions, dos Warblers, do Vocal Adrenaline e da Haverbrook School.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

[Especial] Remembering Cory


Quem é esse cara? Ele poderia ser um desajustado, um astro de futebol, um cantor de chuveiro, um baterista, um perdedor, a paixão adolescente de uma menina, um cara que não sabe dançar ou cantar, um ícone.

Poucos são os que reconheciam Cory Monteith pelo seu talento, que muitas vezes era ofuscado pelas estrelas de Glee, como Lea Michele e Chris Colfer, mas o papel de Finn Hudson na série era fundamental, afinal, quantas pessoas Finn não inspirou?

Voltando em 2009, quem poderia imaginar ou prever que o quarterback do McKinley High School também tinha dúvidas sobre si mesmo, lutava para proteger sua imagem estereotipada, mas que escondia seu talento e só se revelava cantando que “não podia lutar mais contra esse sentimento” no chuveiro.


É inegável falar que, por mais que existissem atores (e cantores) melhores que Cory na série, sua performance de "Can’t Fight This Feeling" não emociona, porque emociona sim, ele cantou carregado de sentimentos, com paixão e disse que se “esqueceu pelo que começou a lutar”. Desde os 13 anos Cory lutava contra as drogas, o que todo mundo sabe que é praticamente um caminho sem volta, e é triste ver como isso afetava o ator. Colidindo entres os dois mundos, do anonimato ao estrelato, Cory pode ter se esquecido de lutar, ou apenas desistido.

Ninguém disse que seria fácil, que seria um mar de rosas e que no final tudo daria certo. E é uma pena que um artista que tinha tanto para oferecer e tanto pelo que lutar, tenha partido dessa forma, tão abruptamente.
Ao longo das temporadas, Finn foi evoluindo, se tornando mais confiante e era possível ver que na vida real, Cory também se ajustava. E eu, como fã e shippadora forever de Finchel, não poderia ficar mais triste por não ter um final feliz, tanto para o casal na série, quanto o da vida real.


Mas no pouco tempo em que Finn bobão esteve na minha vida de Gleek, posso dizer que aprendi muito com ele, aprendi que independentemente do que você aparenta ser, quase ninguém chega a conhecer (e valorizar) o que você realmente é. Que não importa o quão difícil esteja a situação, sempre vai ter alguém a seu lado te dizendo para continuar aguentado, que quando parecer o fim, sempre terá alguém que não irá desistir.


Nós agora temos que dizer adeus tentando não chorar, e lembrar (assim como Chris Colfer cantou) da força que Finn Hudson nos deu e de como ele salvou alguns. E se olharem para o céu, lembrem-se que lá há uma estrela chamada Finn, e que sempre que você, eu (e Rachel/Lea) nos sentirmos solitários, ele estará olhando por nós, não importa onde ele esteja.

Cory Monteith vai desse mundo para outro, levando sua alegria, seu sorriso torto e suas passadas desajeitadas, se juntar a um time de grandes artistas que, seja lá por quais motivos, não conseguiram aguentar, mas mesmo assim não deixaram de acreditar. Ele vai levando um pouco de cada fã e deixando muito dele nas memórias, e eu não digo que ele morreu, ele apenas pegou um trem à meia-noite indo para qualquer direção.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Glee - 04x22 - All or Nothing (Season Finale)

Tudo ou nada… Está mais pro meio termo.

Glee caiu em qualidade. Fato. Em sua reta final, no momento em que a série deveria atingir um clímax, o que vimos foi um declínio bisonho em qualidade, que surpreende, afinal, eu não esperava estar escrevendo este texto tão sem dar a mínima para o que aconteceu nestes quatro últimos episódios quanto estou agora.

Claro que, ao todo, o trabalho empregado e desenvolvido pela quarta temporada é, ainda, muito acima das minhas expectativas (e aqui estou analisando única e exclusivamente os meus gostos pessoais) criadas antes do começo da mesma, quando todos estávamos incertos a que rumo a série tomaria diante das mudanças criativas provindas por titia Ryan Murphy.

Não sei o que dizer deste episódio, além de que foi tão morno e tão fraco para um final de temporada que apenas fica uma sensação de vazio e de que nada atingiu o esperado. Aliás, talvez esta seja a expressão que melhor se aplique a estes quatro últimos episódios: não atingiu o esperado. O que não exprime a qualidade da temporada inteira em si, porque mesmo com estes tropeços, a série se manteve sólida e, talvez, mostrou uma das temporadas mais consistentes desta última Fall Season.

Os rumos criativos deste episódio me pareceram fracos e conservadores, sem serem ousados e sem querer responder a quase nenhuma das perguntas que possamos ter desenvolvido ao longo da temporada. A começar com o primeiro arco da finale, o callback de Rachel e sua excelente interpretação de "To Love You More". Apenas Rachel pra cantar Celine Dion e não estourar meus tímpanos. Obrigado.

E ficamos por isso. Apenas isso. Desculpa, mas eu realmente gostaria de ter o resultado deste callback, pra mim não faz sentido segurar o resultado por meses como um cliffhanger, assim como também não acho que o resultado seja um cliffhanger forte suficiente para sustentar o interesse até setembro, quando Glee retornar para o quinto ano.

E, aí, tivemos a competição. E sem nenhuma emoção. Sem nenhum conflito. Sem nenhum problema. Quer dizer, tivemos Ryder criando caso ao descobrir quem era a pessoa que se passava por Katy, mas não durou muito tempo. Ainda que tivéssemos Jessica Sanchez do outro lado do ringue, nem no resultado tivemos emoção.

Aliás, o composto de Frida, personagem de Sanchez, que cantou "Clarity" e "Wings" foi ainda superior ao New Directions em suas interpretações (que incluía uma avulsa original escrita pela Marley), mesmo que não chegue no dedinho do pé do Vocal Adrenaline (aliás, sdds Vocal Adrenaline). Só que, novamente, não vimos nenhuma ameaça ao resultado ou ao título do New Directions.

E, surpreendentemente, a música original escrita por Marley que dá título ao episódio, "All or Nothing", é muito melhor do que qualquer outra coisa já escrita pelos músicos responsáveis por Glee (depois de "My Cups", é claro). Até me surpreendi ao ver que gostei de tudo, inclusive da execução, por mais que não melhore em muita coisa os números fracos do New Directions com "Hall of Fame" e "I Love It".

Agora, falando sobre os arcos que rodearam Lima e as Regionais, tivemos uma despedida lindíssima envolvendo Brittany, talvez o melhor momento do episódio, certamente o mais emocionante de todo o episódio. A despedida é extremamente bem colocada e consegue muito bem envolver todos os personagens, principalmente Santana e Sam, por mais que a história dela no MIT seja completamente absurda de tão bizarra.

E Blaine ainda alimente as esperanças em pedir Kurt em casamento, mas com o casamento surpresa de Will e Emma, porque é melhor falar logo "eu aceito" do que ter uma noiva em fuga novamente. Achei bonitinho, mas apenas também.

Por fim, temos o encerramento da história entre Ryder e do tal 'catfish'. E era Unique. Aliás, alguém duvidou disso em algum momento? Em algum segundo? A resolução é previsível e cheguei a conclusão que a demora foi tanta que a história já estava desgastada e, no fim, não resultou de forma totalmente positiva.

Para o quinto ano, eu realmente espero que as coisas voltem a serem realmente bacanas e todo o conjunto funcione. É a única coisa que eu espero.

P.S.: Último Foundue For Two com Sue Sylvester e professor Schue genial. Aliás, quando Brittany não é genial?

Músicas do episódio:
  • "To Love You More", de Celine Dion, interpretada por Rachel Berry (Lea Michele);
  • "My Cup", canção original, interpretada por Brittany S. Pierce (Heather Morris) e Artie Abrams (Kevin McHale);
  • "Rainbow Connection", de Paul Williams feat. Kenneth Ascher, interpretada pelo coral The Waffletoots (Whiffenpoofs da Yale University);
  • "Clarity", de Zedd feat. Foxes, interpretada por Frida Romero (Jessica Sanchez) e pelo coral The Hoosierdaddies;
  • "Wings", de Little Mix, interpretada por Frida Romero e pelo coral The Hoosierdaddies;
  • "Hall of Fame", de The Script feat. will.i.am, interpretada por Jake Puckerman (Jacob Artist), Ryder Lynn (Blake Jenner), Sam Evans (Chord Overstreet), Joe Hart (Samuel Larsen), Artie Abrams (Kevin McHale) com o coral New Directions;
  • "I Love It", de Icona Pop feat. Charli XCX, interpretada por Kitty Wilde (Becca Tobin), Tina Cohen-Chang (Jenna Ushkowitz), Brittany S. Pierce e Wade "Unique" Adams (Alex Newell) com as garotas do coral do New Directions;
  • "All Or Nothing", canção original, interpretada por Marley Rose (Melissa Benoist) e Blaine Anderson (Darren Criss) com o coral New Directions.

Glee - 04x21 - Wonder-ful

Um tributo a Stevie Wonder. Pena que o episódio não teve o nível do pobre Stevie.

Mais um episódio muito abaixo das minhas expectativas por envolver o nome da lenda da música soul e pelo nível do que a temporada até então vinha apresentando. "Wonder-ful" é um episódio que prepara os pupilos do New Directions ao mesmo tempo que abre espaço para Mercedes. E como eu odeio Mercedes mais do que tudo neste planeta.

Não sei qual é a dos produtores de Glee ou se é porque ela tinha alguma cláusula contratual que exigia no mínimo dois solos pra personagem de Amber Riley, mas como eu odeio absolutamente tudo e qualquer coisa vindo dela! Sério, não consigo suportar dez segundos com esta mulher na tela e, talvez, este tenha sido o maior problema do episódio para mim.

Mercedes foi o destaque por retornar como "a melhor vocalista que o New Directions já teve", como se fosse verdade. Aliás, se tem uma voz que eu odeio entre todas do elenco de Glee, é a de Amber Riley. E depois de proferir todo meu ódio para a personagem completamente dispensável à minha sanidade, não preciso dizer que ela nunca sobreviveria à indústria fonográfica americana.

Primeiro pelo seu estilo old school que, por exemplo, custou a vida no setor à Jennifer Hudson, por exemplo, que apenas sobreviveu graças ao seu talento (que é um infinito e mais um abismo superior ao equivalente de Mercedes) e ao seu trabalho como atriz, reconhecido pelo Oscar. Além disto, uma pessoa que se diz artista e se negar a mostrar o colo em uma sessão de fotos é pedir pra ser atirada na vala e vender o seu álbum no semáforo.

Mas voltando à Glee e ao que interessa, Mike Chang também retornou, mas apenas pra fazer um dueto (?) em dança (?) com "I Wish", e apenas. Outro que retorna à Lima é Kurt, mas para acompanhar seu pai na consulta se diria como anda o tratamento de câncer do Burt e se os produtores e roteiristas de Glee ainda teriam outra oportunidade pra tentar matar o Burt futuramente.

O câncer retrocedeu e fim.

Mas ainda não acabamos a história de Kurt por aqui, afinal, Blaine teve a brilhante ideia de querer pedir a mão dele em casamento. Parece que essas crianças não aprendem nada com o erro dos outros, 2bjs Finnchel. Ele ouviu conselhos do Burt, mas aparentemente tentará a oportunidade no próximo episódio. Seguiremos acompanhando.

Pulamos para outra pessoa, Kitty, que apenas faz cara de nojo para o recalque de Mercedes. Aliás, é bizarro ver Mercedes criticar a "falta de atitude" de Kitty, quando a mesma sequer teve uma postura profissional durante a sessão de fotos do encarte do seu álbum. Kitty fazendo cara de nojinho é a mesma cara que eu fiz durante todas as performances de Mercedes, é claro.

Ainda em Lima, tivemos Arite sendo aceito em uma escola de cinema em Nova Iorque (parece que o elenco inteiro quer mudar pra NY, aliás, quem não quer?), mas é Kitty que tem que mostrar pra recalcada da Mercedes como agir e ir até a mãe do garoto para incentivá-lo a aceitar a bolsa de estudos. Acho justo e digno, mostrando o quanto o aproveitamento da personagem é o melhor dos novatos até agora neste quarto ano.

Falando em Nova Iorque, por fim, vemos Rachel aguardar sua performance para o callback de sua audição para a reedição do musical Funny Girl na Broadway. Achei genial a ligação dela pro Will, lhe agradecendo antecipadamente caso esquecesse de mencioná-lo no discurso de aceitação ao Tony, a maior premiação do teatro mundial.

Mas o melhor mesmo é o encerramento de sua história com Cassandra July, personagem da delícia da Kate Hudson. Foi muito legal ver o apoio depois dos perrengues que a garota enfrentou durante as aulas da professora e com o namoro com o Brody, apesar deste último por ela querer mesmo o corpo nu do moço na cama dela.

Mais uma vez, outro episódio um pouco abaixo das expectativas, por mais que encaminhe a trama para o encerramento no próximo episódio. Ainda temos muitas coisas para serem tratadas e espero que a série feche com chave de ouro e não nos apresente outro final de temporada ruim, como foi no segundo ano (que foi totalmente ruim por si só).

Músicas do episódio:
  • "Signed, Sealed, Delivered I'm Yours", de Stevie Wonder, interpretada por Kitty Wilde (Becca Tobin);
  • "Superstition", de Steve Wonder, interpretada por Blaine Anderson (Darren Criss), Mercedes Jones (Amber Riley) e Marley Rose (Melissa Benoist);
  • "I Wish", de Steve Wonder, interpretada por Jake Puckerman (Jacob Artist);
  • "You Are the Sunshine of My Life", de Steve Wonder, interpretada por Kurt Hummel (Chris Colfer);
  • "Uptight (Everything’s Alright)", de Steve Wonder, interpretada por Cassandra July (Kate Hudson);
  • "Higher Ground", de Steve Wonder, interpretada por Mercedes Jones;
  • "For Once in My Life", de Steve Wonder, interpretada por Artie Abrams (Kevin McHale).

Glee - 04x20 - Lights Out

Apagão.

"Lights Out" é um episódio daqueles que me remetem àquela segunda temporada horrível de tão mal-feito e tão mal-cuidado. O episódio leva uma ideia tão interessante de aproveitar um blecaute e termos uma semana de músicas em versões acústicas (unplugged), mas peca na edição e com o cuidado em relação aos cortes de cena e tratamento de transição.

Coisas técnicas que só podem ser definidas como um apagão. Ou não. Todos sabemos que Cory Monteith teve um problema e entrou em reabilitação, o que explica, em partes, alguns cortes e transições completamente mal editadas, mas não absolve em absolutamente nada o desastre que foi este episódio.

E pra completar o desastre, temos a história do Ryder. Algo que poderia ser tão bem desenvolvido, mas que acaba se tornando algo bizarro e completamente sem sentido, e o pior, sem ter um desenvolvimento plausível. A história de que foi abusado quando mais novo poderia ser bem trabalhado, mas acaba passando por um tom superficial, ainda mais quando, por opção de roteiro, vemos o melhor personagem da temporada e aquele que mais cresceu na mesma ter uma fala horrível e fora do condizente ao que lhe foi construído ao longo dos quatro anos.

Sim, Sam, assim como Jake e Artie, assumem uma postura que beira o ridículo, ao acharem que serem abusados quando crianças por uma babá é algo a ser louvado e comemorado. E a sequência abre ponto pra Kitty também dizer que foi abusada. O que me faz me perguntar em como chegamos até aquele ponto? Todas as tramas pareciam simplesmente jogadas na tela e a cargo do telespectador entender em que pontos tudo se encaixava. Novamente, um trabalho porco em edição.

Quem finalmente apareceu neste episódio foi a personagem da segunda colocada da décima primeira temporada do American Idol, Jessica Sanchez (minha favorita na temporada vencida por Phillip Phillips), interpretando a nova ameaça ao New Directions, Frida Romero. Ainda não sei o que dizer sobre Frida como personagem em si, só que espero que tenha um desenvolvimento superior ao de Charice, hoje esquecida no limbo (e recentemente longe de Nárnia ao sair do armário e assumir sua sexualidade - e seu look à lá Yudi do Bom Dia & Cia.).

No mais, ainda temos Blaine tentando investigar e dar sentido aos derradeiros acontecimentos daquele tiroteio do mágico e incrível episódio, "Shooting Star", com direito até a volta de Sue Sylvester em roupas de colã e muita aeróbica avulsa, coisa que amamos em Glee. Por conta da má edição e da retirada de Finn dos planos deste final de temporada, esta é outra história que sofre com desenvolvimento e cuidado da edição.

A história, em si, não anda em nada, apenas que vemos Sue retornando ao McKinley High e vê suas Cheerios sob o comando da treinadora Roz. A cena é bonita e bastante bacana de se acompanhar, ainda mais com a excelente interpretação da canção "Little Girls".

Em Nova Iorque, no entanto, a história funciona como o episódio: parte do nada e se caminha pelo nada e finaliza no nada. A história do balé é bizarra e completamente desnecessária, por mais que encaminhe a personagem de Naya Rivera. Tudo que acontece é sem nexo e sem conexão, assim como o episódio por si só.

Minha preocupação é por ver a série crescer, fazer um episódio deste tipo em uma reta final é um tiro no pé, se ninguém retomar as rédeas de Glee as coisas só podem tender a ir ao erro e encerrar uma boa temporada de forma fraca e muito ruim.

Músicas do episódio:

  • "The Star-Spangled Banner", canção popular, interpretada por Frida Romero (Jessica Sanchez);
  • "You've Lost that Lovin' Feelin'", de The Righteous Brothers, interpretada por Sam Evans (Chord Overstreet) e Ryder Lynn (Blake Jenner);
  • "Everybody Hurts", de R.E.M., interpretada por Ryder Lynn;
  • "We Will Rock You", de Queen, interpretada pelo coral do New Directions;
  • "Little Girls", do musical Annie, interpretada por Sue Sylvester (Jane Lynch);
  • "At The Ballet", do musical A Chorus Line, interpretada por Isabelle Wright (Sarah Jessica Parker), Rachel Berry (Lea Michele), Santana Lopez (Naya Rivera) e Kurt Hummel (Chris Colfer);
  • "Longest Time", de Billy Joel, interpretada pelo coral do New Directions.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Glee - 04x19 - Sweet Dreams

As loucuras de Idi & Ota, ao som de “Harlem Shake”.

Depois de lidar com um tema delicadíssimo, era óbvio e esperado que Glee abordasse algo mais superficial e menos impactante, fazendo algo com uma pegada mais cômica e que tentasse apenas servir de entretenimento em sua total duração. No entanto, “Sweet Dreams” passou longe de ser um bom episódio.

O foco excessivo na escolha do setlist para as Regionais não chega a ser desnecessário, afinal, como competição, eles deveriam estar se preparando há um bom tempo (e não decorando músicas em quartos com duas horas de antecedência – coisa que já vimos aqui mesmo em Glee).

O problema maior esteve sim na execução das canções originais. Glee sofre um grave problema criativo quando se trata delas especificamente. A primeira delas, “You Have More Friends Than You Know”, parece aquelas composições conjuntas especiais feitas para programas carentes e que a verba de sua produção é totalmente redirecionada para causa. Só que, diferentemente de alguns clássicos, a lírica é falha e a letra é mais melosa que um caramelo mergulhado em mel e açúcar. Dá até dor de barriga só de pensar.

E “Outcast” tem um problema ainda maior. Um problema estrutural gravíssimo na canção. Apesar de a melodia ser mais contemporânea, que buscasse tocar nas atuais rádios americanas, a música tem uma letra tão ruim, com rimas tão estúpidas, que se fosse escrita por uma criança de quinta série eu não acharia estranho. No nível de produção de Glee, querer fazer nós comprarmos uma música de lírica tão ruim dessas é pedir pra se dar um tiro na testa (com licença em relação ao episódio anterior). Já o plot que engloba as duas canções é ainda mais um saco maior, ninguém quer ouvir suas músicas, Marley. Get over it!

O mediano do episódio ficou com a interação entre Puck e Finn na faculdade, os dois imbecis curtindo a vida adoidada, sem se preocuparem com nada e apenas quererem curtir e festejar. Claro que há um lado meio cretino em todas as cenas, e fica um pouco difícil de comprar a situação, mas Puck põe Finn na linha e nos estudos pra se tornar professor.

Mas Finn ainda tem a barra de ter de conversar com Cornoschue, que fala tanta abobrinha só pra ter o moço de volta apoiando como ajudante no New Directions que você vira a cara, sabe que ele está de volta e segue em frente sem nem ao menos pisar no freio pra ler o que a placa de sinalização dizia.

O bom do episódio ficou por Rachel, no entanto, que teve de encarar sua primeira grande audição, para estrelar o musical “Funny Girl” em sua primeira reedição na Broadway desde que o mesmo revelou Barbra Streisand para o mundo. Os preparativos para a audição trouxeram Shelby, a mãe de Rachel, de volta dos mortos para fazer um dueto avulso – da excelente canção “Next to Me” – e apenas pra dizer que ela precisa ser original e não ser uma cópia. Coisa que o próprio Kurt poderia fazer e nos poupar de parte gasta a toa (mas aparição de Idina Menzel é sempre bom, e ponto).

Rachel, depois de conversar com Finn por telefone, decide reeditar a queridinha “Don’t Stop Believin’” e este foi o melhor momento do episódio. Para os fãs fieis de Glee, que acompanham desde aquela exibição especial do piloto em meados de 2009, sabe o quão bacana foi ver essa reedição do número. Não preciso nem explicar a perfeição do momento. Rachel garantiu o call-back para o papel, como já era de se esperar.

Outro ponto bom do episódio é o retorno de NeNe Leakes, a nossa amada treinadora Roz, que voltou mais possuída do que nunca, ateando seus quotes geniais pra cima de Frutinha e Robin Adulta, mas que faz Blaine perceber que a história do tiroteio está mal contada e que Becky sabe mais do que conta. Resta esperar pra ver onde isto vai dar.

P.S.: Genial e totalmente sem noção o plot de Samzinho tendo um irmão gêmeo australiano.

Músicas do episódio:
  • “Next to Me”, de Emeli Sandé, interpretada por Rachel Berry (Lea Michele) e Shelby Corcoran (Idina Menzel);
  • “(You Gotta) Fight for Your Right (To Party!)”, da banda Beastie Boys, interpretada por Finn Hudson (Cory Monteith) e Noah “Puck” Puckerman (Mark Salling);
  • "You Have More Friends Than You Know”, canção original, interpretada por Marley Rose (Melissa Benoist), Blaine Anderson (Darren Criss), Wade “Unique” Adams (Alex Newell) e Sam Evans (Chord Overstreet);
  • “Don’t Stop Believin’”, da banda Journey, interpretada por Rachel Berry;
  • “Outcast”, canção original, interpretada por Marley Rose, Wade “Unique” Adams, Blaine Anderson, Sam Evans, Jake Puckerman (Jacob Artist), Ryder Lynn (Blake Jenner), Kitty Wilde (Becca Tobin), Artie Abrams (Kevin McHale) e Brittany S. Pearce (Heather Morris).

Glee - 04x18 - Shooting Star

Não foi apenas mais um episódio de Glee.

“Shooting Star” foi épico dentro de sua proposta. Foi preciso, precioso e perfeito dentro do que Glee normalmente se enfia, de dar à sua obra um caráter crítico-social e demonstrar uma profundidade que muitas vezes é superficial em sua sumária história. “Shooting Star” é um episódio atípico para a série, e, talvez, para o contexto da televisão americana atualmente.

O problema do episódio não esteve no episódio, se é que deu para entender. O problema do episódio é para o que ocorre no entorno. Das críticas que o roteiro ousado e polêmico de titia Ryan (mais precisamente de Matthew Hodgson) enfrentaria por abordar um tema tão delicado quanto este.

E o problema é que tem gente que não sabe compreender o fator dramático e que se faz à televisão. As mesmas críticas que este episódio hoje sofre, foram sofridas pelo “With Tired Eyes, Tired Minds, Tired Souls, We Slept” (3x16) de One Tree Hill, quando a série assumiu o seu enfoque de criticar e reproduzir a realidade, claro, com seu enredo central bastante diferente e com outro tipo de enfoque.

O tiroteio aqui apresentado não foi o enfoque central, e sim as causas que levaram ao fatídico fato. Enquanto em One Tree Hill o atirador era vítima de bullying, em Glee a história foi sobre insegurança e como esse “evento” afeta muito mais do que as pessoas comumente acham que afetam.

E é aqui onde Glee mais acerta. Este episódio, por ser posto de uma forma em que colocasse os personagens principais em situação de provável risco mexeu com os sentimentos do telespectador. Conseguiu movê-lo para dentro da trama e, acima de tudo, conseguiu comover com atuações lindíssimas e extremamente bem pontuadas.

A começar por Heather Morris. Quem se lembra daquela ex-dançarina da Beyoncé, convidada por Ryan Murphy para ensinar o Chris Colfer e o resto do elenco a dançar “Single Ladies” lá no começo da primeira temporada nunca imaginaria o seu desenvolvimento até aqui, não só da personagem Brittany, mas também da atriz. Brittany presa no banheiro foi uma das cenas mais emocionantes e com maior carga dramática do episódio inteiro, e muito disso tem mérito da moça HeMo.

Outro que esbanja talento nesta temporada é Chord Overstreet. Extremamente exigido nas cenas cômicas e com um talento incrível nas dramáticas especificamente deste episódio. O desespero de seu personagem para ir atrás da Brittany que estava fora de seu alcance foi tão comovente quanto.

Aliás, comoção é a palavra que mais se aplica ao enredo de Hodgson. Outra dupla que funcionou bem foi Marley e sua mãe, e o fato de não terem nenhuma notícia da outra e terem de ficar escondidas sem saber das condições da outra. A relação mãe/filha que pouco tinha se estabelecido nesta temporada (apenas lá em seu início) foi extremamente bem aplicada de uma única vez neste episódio.

E aí entra outros fatores que fazem deste episódio um marco em Glee. Tudo parecia absolutamente normal, mais um dia de aula comum e mais uma tarefa estúpida na sala de música do Glee Club. Mas não era.

Agora é onde entra Becky e sua insegurança. O seu medo de encarar o mundo, principalmente pelo que ela é e o que ela representa. A personagem com síndrome de Down se põe ao mesmo nível dos outros alunos, apresenta os mesmos medos, mas sua reação é diferente.

A questão do episódio não era apenas mostrar “quem é o atirador?”, uma pergunta tão vazia para o que representa o episódio, mas sim a complexidade do que se passa na mente de um adolescente com medo de encarar o mundo. Uma adolescente que acha que com um revólver pode resolver todos os seus problemas.

Diferentemente da questão do suicídio visto com Karofsky há algum tempo, este episódio é um primor. Sue assume os disparos para defender Becky de maiores problemas. Põe seu cargo e suas honras para proteger uma aluna. E ainda tem gente que acha que Sue Sylvester não tem um coração. Depois do ocorrido, ficará difícil para os alunos retomarem a rotina e verem seus dias voltarem ao normal em McKinley High, e apenas o tempo fará a ferida do medo desaparecer ou diminuir.

No mais, o episódio também é certeiro com Ryder descobrindo que algum de seus amiguxos de coral é o responsável pela moça que mandou mensagens para ele (e todas as apostas ficam em Unique, certo?), além de uma performance que encerra bem o episódio.

Espero que outras séries se proponham a fazer algo ousado e desafiador como Glee, de conseguir criticar a sociedade e fazer episódios polêmicos e com seu fundo de verdade. Enquanto isto, espero que tenhamos um episódio um pouco menos dramático pela frente, meu coração não aguentaria dois a este nível seguidos.

P.S.: Sequência do vídeo gravado por Artie é lindíssima, como um possível "adeus". É de arrepiar.

Músicas do episódio:
  • "More Than Words", de Extreme, interpretada por Sam Evans (Chord Overstreet) e Brittany S. Pearce (Heather Morris);
  • "Your Song", de Elton John, interpretada por Ryder Lynn (Blake Jenner);
  • "Say", de John Mayer, interpretada pelo coral do New Directions.

Glee - 04x17 - Guilty Pleasures

Expondo sua vergonha alheia.

Glee foi por muito tempo considerado uma série de “prazer culposo”, um “guilty pleasure” de marca mor que baseava sua história na vida de adolescentes deslocados dentro de um clube de coral. E, depois de quatro anos, a série passou por tantos momentos e vive em uma fase de aclamada pela crítica e começando a ser esquecida pelo público.

Hoje a série não passa mais o sentido de ser um “guilty pleasure”, mas ainda em sua veia, traz um episódio delicioso e recheado de elementos vergonhosos para diversos gostos musicais (e um culto àqueles que louvam Duran Duran e outros músicos vergonhosos).

E como a função principal de Glee é entreter, mesmo que as músicas sejam de gostos, no mínimo, duvidosos, este episódio foi feito exatamente para isto. Para divertir e servir de passatempo em uma noite perdida de quinta-feira, com músicas escrotas e plots sem noção.

O único plot com algum desenvolvimento ocorreu em Nova Iorque, com Rachel dando um basta em seu relacionamento. Vi que teve gente que não gostou da forma como Rachel agiu, jogando dinheiro na cara do rapaz, praticamente, fazendo alusão à “profissão” do moço, mas, convenhamos, queria ver você na situação de menina Rachel como reagiria. Término ao som de “Creep” foi legal, mas só.

Ainda em Nova Iorque, tivemos Kurt com uma obsessão bizarra por um travesseiro de braço, que serve para ele como seu companheiro de barra na ausência dos bracinhos de menino Blaine. Mas o melhor é ver mesmo que tanto Rachel e Santana, na ausência de seus machos (er... ou será Santana o macho da relação?), também aderirem ao braço/travesseiro.

No mais, a cretinice ficou por conta do McKinley mesmo, com muita música vergonhosa seguindo o tema da aula: “guilty pleasures”. O destaque maior, é claro, ficou por conta do tão esperado cover de uma canção das Spice Girls. Claro que “Wannabe” não foi, nem de perto, a melhor coisa da temporada, mas foi um prato recheado para os fãs da maior girlband de todos os tempos. E por isso tivemos o retorno do tão amado e aclamado “Foundue for Two”, a websérie mais amada da face da Terra, com mais uma aparição divina de Lord Tubbington, é claro.

Claro que ainda tivemos tempo pra dilemas sobre Brown’s alheios. As garotas repudiando Jake por ele querer cantar uma música do Chris Brown, quando na verdade o ódio deveria ser à Rihanna por querer o marronzinho de volta. Mas daí ele troca de Brown e canta Bobby Brown, pra decepção alheia, já que ele foi quem levou Whitney Houston ao caminho das drogas e, eventualmente e indiretamente, à morte. Poesia linda esta provinda de Glee.

Só que nada supera a interação entre Blaine e Sam. Eles dois juntos, nesse clima de amizade, é a melhor coisa que ocorreu neste quarto ano. É indiscutível como Blaine cresceu como personagem e deixou de ser só “o namorado do Kurt”. E mais bacana ainda é ver o crescimento de Sam, e como Chord Overstreet é dono do melhor personagem da temporada, aceitando tudo que vem pela frente e enfrentando a vergonha alheia de seus plots bizarros com a cabeça erguida.

No fim, mas não menos importante, “Mamma Mia!” fecha bem o episódio e ainda consegue ser um número ainda melhor do alguns outros que vimos durante os 40 minutos desta preciosidade cômica, permeando bem o momento de Rachel em Nova Iorque, com os absurdos do tema da semana do McKinley High.

Músicas do episódio:
  • "Wake Me Up Before You Go-Go", da banda Wham!, interpretada por Sam Evans (Chord Overstreet) e Blaine Anderson (Darren Criss);
  • "Copacabana", de Barry Manilow, interpretada por Sam Evans; 
  • "Against All Odds (Take a Look at Me Now)", de Phil Collins, interpretada por Blaine Anderson;
  • "Wannabe", das Spice Girls, interpretada por Marley Rose (Melissa Benoist), Brittany S. Pearce (Heather Morris), Tina Cohen-Chang (Jenna Ushkowitz), Wade “Unique” Adams (Alex Newell) e Kitty Wilde (Becca Tobin);
  • "My Prerogative", de Bobby Brown, interpretada por Jake Puckerman (Jacob Artist);
  • "Creep", da banda Radiohead, interpretada por Rachel Berry (Lea Michele) e Brody Weston (Dean Geyer);
  • "Mamma Mia!", da banda ABBA, interpretada pelo coral do New Directions, Rachel Berry, Kurt Hummel (Chris Colfer) e Santana Lopez (Naya Rivera).

domingo, 24 de março de 2013

Glee - 04x16 - Feud


Nicki Minaj versão girafa com oncinha e sem a bunda.

E eles fizeram. Glee dedicou um episódio inteiro a falar sobre embates e guerrinhas de fãs, briguinhas conhecidas e trouxe ao episódio o tema para abordar, como ninguém, os confrontos declarados e não-declarados entre os personagens da série.

Aliás, este episódio não é só apenas sobre isso. Glee pode ser uma série de temática teen, mas sempre tem de trabalhar com temáticas delicadas e plots considerados como polêmicos. Já vimos o homossexualismo, o bissexualismo, até uma tentativa de suicídio. Desta vez foi tratar sobre o transexualismo.

Mas antes disso, claro, falaremos sobre os confrontos épicos apresentados neste episódio. A começar pelo principal deles, entre Finn e Cornoschue, que ainda está #xatiado por ser corno e fica deliberando tarefas absurdas para o coitado do Finn. Claro que pra um embate como este, teríamos de ter o embate perfeito. Nada melhor do que a rixa entre ‘N Sync e Backstreet Boys, é claro.

Claro que não tem absolutamente nada a ver a temática com as letras das músicas em si, mas o número recriando os clipes de “Bye, Bye, Bye” e “I Want It That Way” ficou bastante bacana, mesmo que não resolva a briga gerada pelo famigerado beijo entre Finn e Trairemma. Entretanto, acho importante este momento pra mostrar que Finn precisa crescer e qual seria o próximo passo. Já vimos o seu lado de liderança e seu tempo no New Direction como professor dita bem qual é o seu próximo passo. Passo sugerido por Marley, aliás.

Porém, o grande ápice do episódio foi a primeira performance de Sue Sylvester, é claro, enfrentando Blaine. Aliás, como não amar a genialidade e a surrealidade de ver Sue bancando Minajão e mandando “Super Bass” ao lado das Cheerios enquanto atropelava menino Blaine que tentava impressionar cantando Mariah Carey. Aliás, genial ver que Glee pega literalmente o trem do American Idol e faz o embate declarado entre Onika Maraj (google it!) e Mariah. Resultado? Blaine de volta as Cheerios. Só que por fim vemos que o plano foi meticulosamente arquitetado por Sam e Blaine para destruir as Cheerios por dentro.

Só que as coisas entram em uma tonalidade mais delicada, quando entramos no mérito de Unique ser ou não uma mulher, e como é complicado para o Ryder entender isso, mesmo em um chat em conversa disléxica com uma mulher misteriosa.

Glee já abordou Unique desta forma, mas nunca havia demonstrado uma solução, digamos assim. Já havíamos visto eles mostrando e se perguntando em qual banheiro Unique precisaria frequentar. E agora posso dizer que definitivamente, pra quem ainda precisava de mais alguma noção, Unique é uma mulher. Quer dizer, nasceu presa em um corpo errado, se sente mulher, age como mulher, portanto, é uma mulher.

No mais, após isto aqui, o que nos resta a tentar descobrir é a quem pertence a identidade da moça (ou do moço) por trás da pessoa que conversava com Ryder. Desde o princípio eu havia desconfiado de Unique e pensei que fosse, até o último minuto de episódio, quando Ryder é questionado dos seus sentimentos pela Marley e diz que superou, fazendo a tal pessoa desconectar e ficar off-line, dando a entender ser a própria Marley. Enfim, resta esperar pra descobrirmos.

Já em Nova York, Santana estava disposta e tentar provar sua teoria bizarra de que Brody era um traficante e que ela estava certa, mas isto acarreta mais e mais problemas para a nossa quenga fofa preferida, que é colocada pra fora por Rachel e Kurt, ainda mais quando decide invadir NYADA, entonar Paula Abdul e sambar na cara de Brody, falando que ainda revelará seu segredinho.

Segredinho que nos é apresentado, mais uma vez, só que desta, porém, com mais um número musical que tem a participação dos vocais de Rachel Berry, que ainda está mantida no escuro. Só que não será por muito tempo, é claro.

Santana descobriu a verdade e, já que ninguém acredita muito lá no que ela fala, decidiu pedir uma ajudinha ao Finn, que delicadamente quebra a cara do rapaz e o manda ficar longe de sua futura esposa. Depois desta, até eu me mandava do apê da moça.

Músicas do episódio:
  • "How to Be a Heartbreaker", de Marina and the Diamonds, interpretada por Brody Weston (Dean Geyer) e Rachel Berry (Lea Michele);
  • "The Bitch Is Back / Dress You Up", de Elton John / Madonna, interpretada por  Ryder Lynn (Blake Jenner) and Wade "Unique" Adams (Alex Newell);
  • "Cold Hearted", de Paula Abdul, interpretada por Santana Lopez (Naya Rivera);
  • "Bye, Bye, Bye / I Want It That Way", de 'N Sync / Backstreet Boys, interpretada por Will Schuester (Matthew Morrison) e Finn Hudson (Cory Montheith);
  • "I Still Believe / Super Bass", de Mariah Carey / Nicki Minaj, interpretada por Blaine Anderson (Darren Criss) e Sue Sylvester (Jane Lynch);
  • "Closer", de Tegan & Sara, interpretada por Ryder Lynn e Jake Puckerman (Jacob Artist).

Glee - 04x15 - Girls (and Boys) on Film

Um, dois, três… ação!

Episódio mais que especial em Glee nesta semana, afinal, não é sempre que um musical atinge sua quingentésima apresentação (pro leitor mais lerdinho, é a apresentação número quinhentos, ok?) e ainda estar em uma fase tão bacana de episódios, mantendo um bom ritmo e sustentando bem todas as histórias que têm sido abordadas.

Aliás, é estranho ver que Glee é uma das pouquíssimas séries que têm mantido sua estrutura, sabido trabalhar seus arcos e ter um desenvolvimento de enredo louvável nestes últimos meses. Mais bizarro ainda é saber que ttiia Ryan Murphy anda inspiradíssima e só vem exibindo coisas de excelente tom e utilizado bem dos recursos que tem em mãos.

E este episódio é ainda mais especial. A série não só faz uma homenagem a ela mesma, mas também a filmes e aos clássicos números musicais em filmes. E, confesso, odiei o número de abertura do episódio. Porque conseguiu reunir meu personagem mais odiado, com uma música chata e uma performance nada impressiva. Mas ok, seguimos em frente, afinal, é o desenvolvimento a partir daí que fica interessante.

Sim, é assim que Will Schuester retorna em sua função de orientador do New Direction. Sonhando e tendo a brilhante ideia de fazer músicas de filmes. Mas não é isso que serve como prato principal ao episódio, e sim a revelação, finalmente, do beijo entre Finn e Emma. Depois de serenatas, conversas sobre recomeços e uma tentativa de entender o processo de insegurança da Trairemma (oi?), Cornoschue ouviu de seu quase padrinho de casamento que ele beijou a noiva. Ou ex-noiva, tanto faz. Claro que Cornoschue iria ficar doido do orifício anal, e isso renderá muitas coisas para o episódio seguinte.

Porque, afinal, não é só de cornos, chifres e traidores que vive Glee. Quer dizer... Marley também entrou na história de traição por conta do beijo dado por Ryder anunciando seu amor pela moça, fazendo do projeto de Puckerman outro corno na história. Espera, eu estou ficando tonto com tanta gente chifrada nessa história.

Engraçado e, talvez, o mais revelador da sequência é ver que Marley não está assim tão indecisa. Ela pode demonstrar que sente algo pelo Jake, sequer toca no moço na sequência recriada de Ghost, enquanto pegava com todas as suas forças no chinelo do menino Ryder. Marley, sua linda, você tapeia o Jake, mas não a mim.

Falando em gente traída, temos Rachel lá em Nova York em um processo de traição diferente. Talvez ainda pior. Santana, agora em Nova York, chegou pra mudar um pouco essa dinâmica entre Rachel e Kurt, além de trazer a cota bitch da série que andava em falta. É Santana revirando gavetas, procurando dentro de meias e revirando armários que chega a brilhante conclusão de que Brody é um traficante ao encontrar um pager e maço de dinheiro.

Ainda em Nova York, temos mais de Kurt querendo demonstrar que superou Blaine quando, na verdade, fica sonhando com uma reprodução de “Come What May” com seu ex-namorado, enquanto tem lá menino Adam debaixo do mesmo teto preso por uma nevasca que atingiu a cidade.

Eu odeio Kurt (talvez mais que o Mr. Schue), e todos sabem disso, odeio mais ainda o casal Klaine, e ainda juntam com um número musical que eu não sou lá muito fã (ainda não entendo essa superestimação de Moulin Rouge!) e pronto. Resultado pra odiar todo o arco. Menos Adam, que tem meu apoio depois daquela conversa verdadeira com Kurt.

E, voltando ao McKinley, claro que fomos recheados com performances divertidas e bacaninhas de acompanhar, como a tão esperada performance de “Shout”, a número quinhentos da série. Mas não foi só isso que rolou, afinal, tivemos mais uma competição de mash-ups, que nunca tem vencedor, mas que existe só pra criar mash-ups sem precisar de desculpas. Eu aprovo essa ideia, aliás.

Mas pra encerrar, como uma cereja em cima de um bolo, temos “Footloose”, é claro. Um excelente número musical que fecha bem o episódio e a temática proposta. Próximo episódio, temos praticamente um campo de batalhas, com duelo de boyband e até Sue Sylvester cantando. Como diria Woody, “sebo nas canelas, Bala-no-Alvo!”.

P.S.: Finn e Artie fingindo serem ruivos pra arrancarem dos pais de Emma onde ela estava. Genial, com assinatura de cretinice por titia Ryan Murphy.

Músicas do episódio:
  • "You're All the World to Me", do filme The Royal Wedding, interpretada por Will Schuester (Matthew Morrison) e Emma Pillsbury (Jayma Mays);
  • "Shout", de The Isley Brothers, interpretada por Blaine Anderson (Darren Criss) e Brittany Pierce (Heather Morris) com o coral New Directions;
  • "Come What May", do filme Moulin Rouge!, interpretada por Blaine Anderson e Kurt Hummel (Chris Colfer);
  • "Old Time Rock and Roll / Danger Zone", de Bob Seger / Kenny Loggins, interpretada por Blaine Anderson e Sam Evans (Chord Overstreet) com os homens do coral New Directions;
  • "Diamonds Are a Girl's Best Friend / Material Girl", do filme Gentlemen Prefer Blondes / Madonna, interpretada por Wade "Unique" Adams (Alex Newell) e Marley Rose (Melissa Benoist) com as mulheres do coral New Direction;
  • "In Your Eyes", de Peter Gabriel, interpretada por Will Schuester e pelo coral New Directions;
  • "Unchained Melody", de The Righteous Brothers, interpretada por Jake Puckerman (Jacob Artist) e Ryder Lynn (Blake Jenner);
  • "Footloose", de Kenny Loggins, interpretada por Sam Evans e Artie Abrams (Kevin McHale) com coral New Directions.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Glee - 04x14 - I Do

Bem me quer, mal me quer.

Episódio especial de Dia dos Namorados em Glee e qual é a conclusão em que chego depois destes 40 e tantos minutos? Amor. Muito amor por um episódio ágil, divertido e intenso, me fazendo mudar de opinião e repensar sobre quase todos os casais da série a amar cada pedacinho dessa insanidade chamado Circo de Titia.

Ryan Murphy nunca acertou tanto em um episódio, entrando pra minha listinha de preferidos de toda a série. Há ainda aquelas pessoas que acham que o episódio foi avulso, sem sentido e que deveria ser sobre Will e Emma, mas, sério, alguém quer mesmo saber destes dois?

Tudo parecia que ia finalmente nos levar a hora em que Emma iria subir ao altar e dizer o tão esperado "sim", mas devido ao beijo com Finn, as coisas mudaram um pouquinho de rumo e, claro, Sue Sylvester estaria lá pronta para fazer do casamento uma grande piada, acompanhada de Becky, que, por favor, roubou quaisquer holofotes do estúdio com aquela entrada linda, é claro.

Enquanto ríamos com Becky, o casamento flopado de Cornoschue, deixado no altar por Traíremma, rendeu muita coisa, como o absurdo de seguirem com a recepção mesmo sem casamento, porque, afinal, os Pillsbury já que gastaram, queriam comemorar o não-casamento da filha. Acho justo.

A começar com Kurt e Bçaine, que agora andam se pegando nos bancos traseiros de carros alheios e devem seguir nessa "amizade com benefícios", mesmo que Kurt esteja interessado nas maçãs do menino Adam, mas ainda se faça de namorada ciumenta ao ouvir que Tina vipo-violentou Blaine. Morri de rir.

Fiquei, no entanto, com muita peninha do garoto Ryder. Tá certo que ele não é nenhuma Havaianas, mas é ele quem realmente dá valor à Marley, enquanto Jake simplesmente abusa da boa vontade de Ryder. A concepção da "semana dos namorados", com um presente a cada dia, é tão absurdo pra ser idealizado por alguém que tenha o sobrenome "Puckerman" que Marley desconfiou desde o princípio, ouvindo por fim a declaração de Ryder.

Artie, em um arco ainda mais separado  de toda a história, recebeu Ali Stroker (The Glee Project), a sobrinha Betty de Emma, e lhe fez companhia. Devido as circunstâncias propostas, a história é legal, plausível e ainda rende piadas contra a beleza de Artie. Mais um absurdo, sinta a ironia.

Porém, o melhor do episódio eu deixo pro fim. Não pro Finn, isso é depois, ah, você entendeu. O que falar de Quinntana? A ideia me parecia tão absurda, tão sem noção, e que no fim das contas é o que teve o melhor desenvolvimento dentro da trama. Santana e Quinn funcionam como duas quenga separadamente, juntas funcionam melhor ainda. Melhores cenas do episódio, vieram da interação entre as duas, Dianna Agron e Naya Rivera.

Quer dizer, quase todas, porque ainda teve uma que me conquistou e eu nem sei como. Finchel. O casal que eu mais detono semanalmente. Me faz mudar de ideia completamente ao me fazer notar que o problema foi resolvido. A cena de "bem me quer, mal me quer" é a coisa mais fofa em toda a série.

E como teve tanta gente se pegando e atracando nos quartos do local da festa, pode ser que há um bebê vindo por aí. Pois é, negada, Rachel pode estar grávida e a cria deve ser mesmo de Finn (povo que não presta atenção, Rachel olha na agenda e está no mês de março, dando a entender que se passou praticamente um mês desde que deu comidinha pro Finn).

O mais interessante na história da possível gravidez de Rachel é em quê isso acarretará. Todos se lembram que Shelby (mamãe de Rachel) a abandonou por querer seguir sua carreira artística, e isso poderá acontecer com a cria de Rachel dependendo do caminho pelo qual ela escolher seguir. Esse conflito interno da personagem deve ser um dos assuntos já do próximo episódio.

Mas engana-se quem acha que Brody não acrescentou nada ao episódio, que isso, o rapaz foi apresentado no maior estilo Deuce Bigalow como um gigolô australiano perdido em Nova Iorque. Pois é, menino Brody é michê e vamos ver por quanto tempo ele guardará o segredinho (ainda mais agora que Santanão está em NY).

P.S.: Glee entra em hiato por conta do American Idol e retorna apenas no dia 7 de março, com um episódio dedicado ao cinema e a apresentação #500 da série. Imperdível.

Músicas do episódio:


  • "You’re All I Need To Get By", de Marvin Gaye & Tammi Terrell, interpretada por Jake Puckerman (Jacob Artist), Marley Rose (Melissa Benoist) e Ryder Lynn (Blake Jenner);
  • "Getting Married Today", do musical Company, interpretada por Will Schuester (Matthew Morrison), Emma Pillsbury (Jayma Mays) e Mercedes Jones (Amber Riley);
  • "Just Can't Get Enough", de Depeche Mode, interpretada por Blaine Anderson (Darren Criss) e Kurt Hummel (Chris Colfer);
  • "We've Got Tonite", de Bob Seger, interpretada por Rachel Berry (Lea Michele), Finn Hudson (Cory Monteith), Kurt Hummel, Blaine Anderson, Jake Puckerman, Marley Rose, Quinn Fabray (Dianna Agron), Santana Lopez (Naya Rivera), Artie Abrams (Kevin McHale) e Betty Pillsbury (Ali Stroker);
  • "Anything Could Happen", de Ellie Goulding, interpretada pelo coral New Directions.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mega News - 10/02/2013

Domingão, carnaval ta aí e eu aqui. Mega News a todo vapor no estilo "dançando dan dan dan dançando" da Titia Ivete, Rainha do Carnaval, Rainha do Brasil! "Mas se você quiser pode dançar LARGADINHO, LARGADINHO, LARGADINHO"...""""bitch! please."""".

Hoje tem: Amazon, Go On, The Killing, Do No Harm, The Big Bang Theory, Two and a half men, Elementary, The Vampire Diaries, Beauty and the beast e Being Human. 

Amazon, série sobre a origem da Mulher-Maravilha, não deve estrear na próxima temporada da TV americana. Segundo o Deadline, a emissora americana CW está avaliando oito projetos com potencial para virarem série de TV, mas decidiu não encomendar o episódio piloto de Amazon. De acordo com a publicação, o programa foi adiado pois exige um tempo maior para ser desenvolvido, mas se o roteiro final agradar o canal o piloto pode ser produzido fora de época, recebendo sinal verde antes da temporada 2014-2015. Apesar do contratempo, Amazon permanece como prioridade para a CW por conta do sucesso de sua outra série de super-herói, Arrow. A sinopse ficaria assim: “Em Amazon, Iris (nos quadrinhos, ela é Diana) é oriunda de uma terra remota e isolada, onde passou a maior parte de sua vida como guerreira e líder no campo de batalha. Por causa desse estilo de vida brutal, Iris olha para nosso mundo com admiração e espanto, incluindo os aspectos do nosso cotidiano, como arranha-céus, trânsito e sorvete. Guerreira valente com o coração de uma romântica, ela batalha até a morte para tornar o mundo seguro para os inocentes.”. A atriz escocesa Amy Manson (Torchwood) está sendo sondada para o papel principal. Já quero logo essa série e vocês?

Confirmado! Courteney Cox vai fazer uma participação em Go On. Relembrando os velhos tempos de Friends com o seu ex-amigo de elenco Matthew Perry. O personagem de Cox vai interpretar um novo interesse romântico de Ryan, personagem de Perry na série. O episódio vai ao ar em Abril nos Estados Unidos. Todos ficam na espera!

Péssimas notícias pra quem começou assistir Do No Harm. A série foi cancelada pela NBC após a exibição do segundo episódio. No lugar, a emissora colocará reprises de Law & Order: SVU. Desde a estréia nos EUA, o programa vem conquistando os piores recordes que a emissora já teve (desde 1987). A audiência do primeiro episódio foi 3,1 milhões de telespectadores e o segundo episódio teve 2,2 milhões. Péssimo não é? Essas médias seriam boas se fosse na CW, mas como não é...A primeira temporada de Do No Harm tinha recebido encomenda inicial de 12 episódios.

Max Fowler vai participar da 3ª temporada de The Killing.Seu personagem Twitch, é descrito como um “adolescente de boa aparência, charmoso, malandro e manipulador”.A série trará de volta Mireille Enos (Sarah) e Joel Kinnaman (Stephen) nos papeis principais. A sinopse dessa temporada foi divulgada: “No início do terceiro ano, Sarah Linden abandona a profissão de detetive, mas quando as buscas de seu ex-parceiro Stephen por uma garota fugitiva o conduzem a uma série de assassinatos macabros, que estão conectados a uma antiga investigação de Linden, ela é atraída de volta para a vida que pensou ter deixado para trás.”. A resolução do caso deve acontecer no decorrer dos 12 episódios, ao contrário da primeira temporada, que só revelou o assassino de Rosie Larsen no final do segundo ano. Por enquanto, não há previsão de estréia.

Being Human vai acabar na 5ª temporada, foi o que disso o canal britânico BBC3. Faltam ainda 4 episódios para o fim da trama. Triste não é?


Vamos falar sobre a audiência dessa quinta feira?

The Big Bang Theory (18.98 milhões) e Two and a Half Men (14.12 milhões) continuam bem na audiência. (fizeram 6,2 e 4,1 na demo).

Elementary mesmo sendo exibida após o Super Bowl não teve seus índices de audiência aumentados. Ficou com os mesmos 10.84 milhões (mesma média dos demais episódios anteriores).

The Vampire Diaries (2.50 milhões) e Beauty And The Beast (1.48 milhões) cairam um pouco na audiência. Glee aumentou seus números para (6.03 milhões)
Se alguém quiser saber da audiência de alguma série, favor pedir nos comentários ou via twitter @fabiomaial que na próxima coluna do Mega news eu indico. Mesma coisa para notícias e novidades.
E a ressaca vem e acaba com a nossa vida, mas depois continuamos e talz...
Amanhã tem mais Mega News. 
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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Glee - 04x13 - Diva

Na força da peruca, do laquê e da purpurina, bem-vindos à semana das divas.

Eu não entendo. Não entendo como há pessoas ainda dizendo que esta temporada de Glee está completamente sem sentido e ruim. Muito pelo contrário, diga-se de passagem. Pra mim, nunca vimos roteiros e histórias em processo de continuação tão bem trabalhados pela equipe de titia Ryan Murphy e suas fieis cadelinhas a tiracolo.

E este episódio é mais um daqueles que fazem a linha do bizarro, mas legal. "Diva" tinha tudo pra ser um episódio em que eu iria me incomodar e não iria gostar do que era apresentado, mas foi exatamente o contrário. Assim como no episódio da semana passada, acho que Glee foi feliz no todo e nos presenteou com um episódio magnífico.

Não que a questão de quem é a Diva da série seja importante, porque realmente não é, mas o contexto e seu desenvolvimento foram precisos. O número de abertura casa perfeitamente com a proposta, mesmo que tenhamos de ser obrigados a ouvir babado, confusão e gritaria partindo de Unique. Aliás, essa versão mais dance-pop e menos R&B de "Diva" me surpreendeu, dando o seu devido tom de originalidade, fazendo com que eu gostasse ainda mais de todo o número.

Como o tema foi proposto por Emma, vimos uma interação e uma aproximação entre ela e Finn, já que ela foi "a convidada especial" do clube do coral (ela está lá toda semana, mas ainda assim é "convidada especial") e temos alguns diálogos de Finn perder seu posto com o retorno do Schuester, o que seria natural, afinal, ele só está ali como responsável substituto. Nesse meio de história, as coisas acabaram ficando intensas, já que o casamento entre Will e Emma está próximo, causando um surto na doidinha com TOC e levando Finn a beijá-la. Espera... digere... respira... Agora pode xingar titia Ryan. Como assim, Brasil? Pouparei de demais comentários.

Seguindo o plot romântico aberto no baile Sadie Hawkins entre Blaine e Tina, estamos vendo uma aproximação ainda maior do casal, mesmo que a situação acabe sendo de um amor platônico unilateral de Tina, que depois de cuidar do moço e receber elogios como "você é tão doce, Tina", acaba ficando putíssima, chutando o pau da barraca e mostrando sua diva interior, com uma apresentação muito bacana de "Hung Up", lhe rendendo o Primeiro Prêmio Anual de Diva do McKinley High e piadas de Brittany, pelo fato de Tina nunca ganhar nada. Mijei de rir com isso.

Ainda em Ohio, Santana está de volta. Depois de ser convidada para demonstrar toda a sua atitude e seu perfil diva para encorajar os pupilos do menino Hudson, ela veio confrontar Sam e deixar claro que nunca deixará de lutar pelo amor de Brittany, mesmo que tenha sido ela quem tenha terminado o namoro. O que não faz sentido nenhum. Mas quem espera algum sentido lógico em Glee?

Santana e Sam acabam se enfrentando em um sing-off, mesmo sem vencedor, mas o que é mais cativante é o diálogo que Brittany tem com Santana depois de tudo. Por mais que tenhamos aprendido a amar Brittana e sua relação, não se pode negar que Sam tem feito bem à Brittany. Os dois funcionam como casal e Santana acabou ficando deslocada na situação. Entendam que ela é uma personagem completa, imagina indo pra Nova Iorque e dividindo um apê com Rachel e Kurt? Isso sim será babado, confusão e gritaria.

E já que falei em Nova Iorque e citei as divas supremas do McKinley, não podemos deixar de falar do embate Rachel contra Kurt, revivendo o primeiro diva-off, com "Defying Gravity". Se naquela vez tivemos uma música de Wicked, desta vez tivemos uma música de Les Misérables.

Eu tenho um problema com os agudos do Colfer de uma forma que chegam a me irritar, mas é evidente seu perfeccionismo técnico na interpretação. Da mesma forma como Michele entrega a alma no duelo. "Bring Him Home" é, talvez depois de "I Dreamed a Dream" e "On My Own", a minha música preferida de todo o musical, e eu como fã acabei ficando feliz com o resultado.

Kurt acabou levando a maioria e vencendo Rachel, levando a ter o reconhecimento dos puxa-sacos mor da NYADA, mas colocando-os no devido lugar e, ainda por cima, se reconciliando posteriormente com Rachel, encorajando-a mesmo na derrota. Essa amizade é cada vez mais linda.

P.S.: Espera, eu gostei de "Don't Stop Me Now". Eu gostei de um solo do Blaine. Tá tudo errado.

Músicas do episódio:
  • "Diva", de Beyoncé, interpretada por Brittany S. Pierce (Heather Morris), Wade "Unique" Adams (Alex Newell) e Tina Cohen-Chang (Jenna Ushkowitz), com Marley Rose (Melissa Benoist), Kitty Wilde (Becca Tobin) e Blaine Anderson (Darren Criss);
  • "Don't Stop Me Now", de Queen, interpretada por Blaine Anderson;
  • "Nutbuch City Limits", de Ike & Tina Turner, interpretada por Santana Lopez (Naya Rivera);
  • "Make No Mistake (She's Mine)", de Barbra Streisand e Kim Carnes, interpretada por Santana Lopez e Sam Evans (Chord Overtreet);
  • "Bring Him Home", do musical Les Misérables, interpretada por Rachel Berry (Lea Michele) e Kurt Hummel (Chris Colfer);
  • "Hung Up", de Madonna, interpretada por Tina Cohen-Chang;
  • "Girl on Fire", de Alicia Keys, interpretada por Santana Lopez.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Glee - 04x12 - Naked

Pelado, pelado, nu com a mão no bolso.

Ao contrário dos dois últimos episódios, podemos dizer que, sim, finalmente Glee está de volta... de volta ao nível em que a quarta temporada havia se encontrado. Vimos neste episódio o que a série tem de melhor. Momentos engraçados, momentos de drama e, claro, algumas liçõezinhas embutidas por titia Ryan Murphy pra dar aquele ar de seriedade na série.

E pra isso, pro delírio da nossa amada titia nada enrustida, eis que o elenco masculino haveria de tirar a roupa. Claro, pela causa boníssima de arrecadar dinheiro pra levar o New Direction às Regionais, após confirmarem o escândalo de doping no coral dos Warblers da Dalton Academy, que fez com que os nossos pupilos do McKinley High ganhasse a vaga e tentasse a repetição do título nacional conquistado no ano passado por Rachel, Finn e companhia.

Mas como nem todos os moços da atual formação do coral do New Direction tem um corpo tipo CW de qualidade, mas sim algo mais pra PBS (via Artie), claro que abordaríamos o tema como insegurança em relação ao corpo. E é isso que vemos com o arco de Artie, uma insegurança em relação a posar seminu, mas nada do que ter aquela conversinha camarada com Samzinho pra amenizar os problemas e decidirem, os dois, posarem de roupa para um calendário sensual (?).

Falando em Sam, é inegável que ele virou uma versão ainda mais imbecil da Brittany nesta temporada, e o que eu disse é no sentido bom da coisa. Sam é um personagem hilário e que cresceu muito neste quarto ano,  serve como palhaço e suas estripulias são admiráveis. É assim que vemos ele focar em seu corpo e na exposição do mesmo como forma de "compensar" a sua falta de inteligência, comprovada pelo teste SAT, que incrivelmente deu à Brittany um recorde de nota mais alta. O melhor é a justificativa dela em "como preencher o gabarito".

E depois de um bom tempo sem a nossa websérie preferida, eis que Foundue for Two retorna, com Brittany entrevistando a bulímica Marley e com o plot recorrente dos problemas de jogatina do nosso gato amado, Lord Tubbington. Glee sempre impecavelmente ligada à continuidade.

Mas sabe como é, nesse amontoado de plots, é com a música que Marley e Jake acabam se declarando um pelo outro. Vimos um número incrivelmente bom de "A Thousand Years" e outro um pouco mórbido demais pra mim de "Let Me Love You (Until You Learn to Love Yourself)" (próxima vez que me inventarem de fazer uma música com um nome comprido desses, eu sequer citarei), dando por fim com o casal junto.

E nisso, quem sobra é Ryder. Se bem que tem estado tão apagadinho nesses últimos episódios, ficando com uma ou outra palinha em uma ou outra música que sequer faz tanta diferença. Ao contrário de Kitty. Tenho que dizer que essa mulher (deve ter uns 40 anos e ainda paga de cheerleader do high school) está cada vez mais possuída. Morri com todas as caretas dela e pra indiferença que ela fez para o que acontecia ao seu redor, além de, é claro, seu incrível conhecimento em economia.

No mais, no McKinley, Finn e Sue seguem em seu embate de egos e capas de revistas em nu artístico, com gente dizendo por aí que a capa da Penthouse de Sue Sylvester deve ter mais pelos do que em um orangotango. Além de, é claro, da capacidade nula de Finn adoçar um café. Seguiremos acompanhando.

Porque em Nova Iorque o tema de nudez também esteve presente. Com Rachel enfrentando o dilema de uma descaracterização rápida e que foi justificada neste episódio. É incrível ver que titia Ryan Murphy realmente conseguiu amarrar os atos de Rachel nestes últimos três episódios aqui em "Naked". O dilema aqui não foi apenas em mostrar ou não as peitcholas, mas sim em uma questão dentro do psicológico da personagem. Quando é preciso criticar Murphy, assim o fazemos. Desta vez é pra elogiá-lo, eis que o faço.

O "dueto" entre Rachel e a própria Rachel ao som da canção "Torn" foi incrível. E a presença de Quinn e Santana mais ainda. Por mim, juntava essas três e o Kurt em Nova Iorque, esquecia o McKinley e criava um spinoff no maior amor e estilo Sex and the City. E, assim, com uma interpretação incrível de "Love Song" pelo trio Rachel, Quinn e Santana, que esperamos pelo surto de divas da semana que vem.

P.S.: Um absurdo menino Brody andando nu e enfiando sua bunda exposta nas cadeiras de Kurt.
P.S.: Encerramento genial do episódio com a canção "This is a New Year", com direito a Joe e seus dreads bancando a loka, Unique encoxando menino Ryder, Kitty e suas caretas, além de Brittany e Lord Tubbington e muito mais.

Músicas do episódio:
"Torn", de Natalie Imbruglia, interpretada por Rachel Berry (Lea Michele);
"Centerfold / Hot in Herre", mashup de The J. Geils Band e Nelly, interpretada por Sam Evans (Chord Overstreet), Jake Puckerman (Jacob Artist), Ryder Lynn (Blake Jenner) e Kitty Wilde (Becca Tobin) com Blaine Anderson (Darren Criss), Joe Hart (Samuel Larsen) e as Cheerios;
"A Thousand Years, Part II", de Christina Perri & Steve Kazee, interpretada por Marley Rose (Melissa Benoist) e Jake Puckerman;
"Let Me Love You (Until You Learn to Love Yourself)", de Ne-Yo, interpretada por Jake Puckerman;
"Love Song", de Sara Bareilles, interpretada por Rachel Berry, Quinn Fabray (Dianna Aggron) e Santana Lopez (Naya Rivera);
"This Is the New Year", de Ian Axel, interpretada pelo coral New Directions.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Glee - 04x11 - Sadie Hawkins

Elas chamam eles.

Depois daquele episódio - bem ruim, diga-se de passagem - de Natal, eis que finalmente Glee retorna para saciar toda a nossa sede por novos episódios e, avaliando de forma geral, não consigo achar esse episódio nada diferente do que mediano.

Pois é, mediano é a palavra que exprime bem o que não foi só o contexto geral do episódio, como o desenvolvimento de história, mas também para os números musicais e para o roteiro, numa análise básica que pra mim pareceu uma descaracterização por parte de alguns dos personagens, mas que creio que também deva ser levado por um olhar menos crítico.

Sim, isso remete totalmente à zona que virou esses "interesses" amorosos que surgiram neste episódio. Engraçado ver que Tina se apaixonou pelo amigo gay, que gamou no amigo hétero e que está com uma garota que até três episódios atrás era lésbica. Essa salada pluri-sexual só podia ser patrocinada pela mente brilhante de nossa amada titia Ryan Murphy.

E por mais bizarro que isso possa ter parecido, não me incomodou da forma como eu achei e esperava que fosse. Dentro do contexto surreal que Glee às vezes se enfia, até pareceu quase natural, e a forma como exploraram acabou dando certo no fim das contas.

Tenho que deixar registrado que eu ri do sonoro "não, obrigado" que Blaine deu pra Tina, mas, sabe como é, a japoronga não desiste assim fácil das coisas e com sua paciência oriental conseguiu arrastar o moço pro baile. Assim como Marley conseguiu levar Jake, depois de apresentar "Tell Him" e de uma sequência de Brittany sendo, finalmente, apresentada à caloura. Eu ri litros, afinal, a moça começa com "It's Brittany, bitch" e fala absurdos. Como não amar essa mulher?

Falando um pouco sobre Marley e Jake, eles conseguiram ficar tão irrelevantes neste episódio pra mim que eu não fiz nem questão de me atentar muito aos dois, nem mesmo ao ataque contido de invejinha de menino Ryder, que canta aquela baladinha melô nas calças olhando pros dois no maior love.

O relevante é Sam, que em seu surto à lá Sherlock Holmes, conseguiu através de montagens pitorescas implantar a dúvida de que os Warblers da Dalton Academy estão usando o mesmo anabolizante megaevil que menino Jeremias (The Vampire Diaries) anda usando no Toba. Espera, foi tanta referência cruzada a outras séries nesse último parágrafo que eu me perdi. Voltando, Sam e Blaine conseguiram um amiguinho disposto a derrubar Hunter e Sebastian e testemunhar comprovando que os rouxinóis estavam dopados.

E enquanto vemos um destaque em Kitty e Puck se pegando, menina Lauren Zizes retornando participando com Becky, Sugar e outras avulsas do grupo "Jovens demais para ser amarga", fomos parar em Nova Iorque com Kurt fazendo algo que Rachel não conseguiu em 10 episódios: representar e ilustrar os nichos e os grupos da NYADA.

Rachel só ficava querendo saber de dançar com Cassandrinha e de menino Brody que não fez o favor de nos introduzir aos outros ramos da universidade. E além de ter aquela comparação básica e já esperada com o ensino médio, ele nos introduz um bizarro glee club da NYADA. E por mais que eu tenha gostado de Adam, que merda foi a apresentação de "Baby Got Back"? Superando em níveis exorbitantes de cretinice por metro quadrado aceitos por minha pessoa.

P.S.: Rachel dando aloka porque Brody chegou atrasado 45 minutos, socorro, por favor, né.

Músicas do episódio:
  • "I Don't Know How to Love Him", de Jesus Christ Superstar, interpretada por Tina Cohen-Chang (Jenna Ushkowitz);
  • "Baby Got Back", de Jonathan Coulton, interpretada pelo coral The Adam's Apple;
  • "Tell Him", de The Exciters, por Marley Rose (Melissa Benoist), Brittany S. Pearce (Heather Morris) e pelas garotas (+ Wade "Unique" Adams) do coral New Direction;
  • "No Scrubs", de TLC, interpretada por Artie Abrams (Kevin McHale), Blaine Anderson (Darren Criss), Sam Evans (Chord Overstreet), Ryder Lynn (Blake Jenner) e Joe Hart (Samuel Larsen);
  • "Locked Out of Heaven", de Bruno Mars, interpretada por Marley Rose, Wade "Unique" Adams, Brittany S. Pearce, Tina Cohen-Chang e Sugar Motta (Vanessa Lengies);
  • "I Only Have Eyes for You", de The Flamingos, interpretada por Ryder Lynn.