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Falling Skies

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Under the Dome

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The Killing

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sábado, 25 de agosto de 2012

Suits - 02x10 - High Noon (Summer Finale)

Essa não é a última página da história.

E ainda bem que não! Mas a grande questão mesmo é como ficaremos sem Suits até seu retorno no pavoroso inverno americano, em Janeiro? Pois então, um episódio como esses sem dúvidas é só mais um complicador para a matemática dos seriadores. Episódio perfeito, sem se enrolar e desenvolvendo a história de forma veloz e inteligente, é incrível que mesmo chapada, a série utiliza de sacadas geniais.

Primeiro, Louis Litt explicando muito de sua personalidade citando Game of Thrones, dizendo ser um Lannister. Em outras palavras, um cara prepotente, viciado em poder e que fará de tudo pra sempre jogar pelo time vencedor. Ele pareceu peteca no meio da história, se jogando para o time que sempre estava na frente.

Uma coisa que eu não esperava, no entendo, no episódio é que a série resolvesse logo a questão do vencedor das eleições ao comando da Pearson & Hardman, que decidiu por maioria que Daniel assumiria o posto de sócio majoritário, e você, imagino como eu, esperando pelo próximo ato, agora que Harvey teria de comer e responder diretamente ao Daniel, já que a Jessica estava aceitando muito naturalmente a derrota.

A intercalação no início com a história do Mike foi muito bom, achei que iria me incomodar a forma como ele foi aceitando a situação da morte da avó e a forma que a Rachel meio que ficou empurrando ele a uma forma que não estava se sentindo confortável. Aliás, nem eu estava muito confortável com aquela situação.

A cena do velório foi bonitinha e não entendi, a princípio, a inserção da Tess (que parece um clone loiro da Sarah Rafferty, a.k.a Donna), achei meio forçado - pra você ver, até Suits tem defeitos, coisa impossível! - e gostei menos ainda dela se envolvendo com o Mike só pra empatar, mais uma vez, o lance entre o Mike e a Rachel.

A narrativa da Jessica explicando que são nos momentos de fraquezas que cometemos as maiores burrices foi extremamente bem colocado, uma vez que mostra já na sequência o Mike indo comprar maconha, só para envolver o Harvey que estava numa situação delicadíssima, no 46º andar e fazendo trabalhos designados pelo Louis.

O que vemos em sequência, de forma alucinante, é magnífico, sem tirar e nem por absolutamente nada. Eles contam rapidamente uma história que faz todo sentido, e mesmo sem se munir de provas, conseguem uma virada de jogo sensacional contra o Hardman, isentando Harvey de demissão por uso de entorpecentes e demitindo Daniel por maioria dos votos dos associados.

Agora, me pareceu um final feliz dessa vez, completamente diferente do ano passado, e isso é porque sequer chegamos no final da temporada. Aliás, quando é Janeiro mesmo? Suits retornará com seis episódios para completar a temporada e com a promessa de muita coisa por acontecer ainda.

P.S.1: Muito amor Donna, mais amor ainda é ela declarando seu pacto total de lealdade ao Harvey, mais ainda quando zoa as gravatas borboletas do tiozinho - 11th Doctor (Matt Smith) não iria gostar de sua frase, Donna.
P.S.2: Em janeiro, Suits terá o retorno de Raffinha linda, que voltará de suas férias temporárias para acompanhar a série conforme deveria. Agradeço aos que acompanharam esse meu período por aqui e voltem pra atazaná-la nos comentários, ela não vai ligar. 2bjs.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Suits - 02x09 - Asterisk

O que fazer quando Louis Litt tem voz de comando?

Pois então, agora Suits chega a um patamar crítico, estamos praticamente no grande ápice da temporada, os rumos parecem serem desconhecidos no entanto e tudo nos leva a crer em que algo absolutamente tenso está para ocorrer no decorrer da trama.

O tom de dramacidade aumentou, foi muito mais centrado e com pouquíssimas tiradas, o episódio precisou elevar a um tom mais sério e se levar a sério, e os roteiristas conseguiram ter êxito no trabalho, sem contar que sustentar em apenas no drama o episódio é dificílimo, e a série, mais uma vez, apresentou êxito.

A melhor notícia e que não demorou muito a acontecer foi o retorno de Donna, que funcionou bem apoiando o Harvey durante o episódio, servindo para descobrir o segredinho entre Louis Litt e Daniel Hardman, contar tudo para Jessica e ter saído no momento propício para dar espaço para o desenvolvimento da trama a partir dali.

O caso avulso do Mike e do Harvey foi para condicioná-los para o futuro e pra mostrar que, apesar dos baixos que o Specter vinha tendo, ele está em forma para enfrentar os pepinos que aparecerem na firma, mas o mais interessante foi tudo que envolveu Mike e, consequentemente, a Rachel.

Faltava esta dose específica de romance em Suits, Mike e Rachel funcionam bem como casal e a tensão entre eles é notória, mas o destaque foi emocional com toda a história do apartamento e, principalmente, com a morte da avó do Mike, até eu senti a barra que o personagem enfrentou.

Mas o episódio foi centrado em Louis, desde a sua promoção cheia de intenções de Daniel Hardman até o momento em que ele confronta tanto Jessica quanto Daniel para tentar escolher um lado para apoiar na reunião dos sócios seniores da Pearson & Hardman.

Para qual lado ele vai optar apoiar? Essa será a grande questão. A força e o poder de Hosana Jessica e Harvey, ou o lado escuro da força de Daniel? É uma das questões a serem respondidas pelo summer finale de Suits e mal posso esperar para que ele chegue.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Suits - 02x08 - Rewind

Episódio flashback de encher os olhos.

Eu amo de paixão episódios flashbacks, que dão embasamento à história, que cria um ponto fixo na trama que diversas vezes é citado e lhe põe na história de forma mais presencial, além de estruturar os futuros arcos e criar ainda mais a empatia pelos personagens, e isso é só o começo do que eu tenho pra dizer o que foi esse excelente episódio de Suits essa semana.

Este episódio foi perfeito pra poder permear os novos rumos da série, afinal, com o encerramento do "Caso Tanner", os holofotes voltam-se todos para a guerra anunciada no começo da temporada entre Jessica Pearson e Daniel Hardman. E os corredores da Pearson & Hardman não serão mais os mesmos, ainda mais da forma que a série se encaminha.

Este episódio foi bastante introdutório, aliás, ao contexto que os dois últimos episódios irão narrar. Não me incomodou o fato de a série diminuir o ritmo, se reestruturar, tomar fôlego e mudar a dinâmica que vinha tendo para te posicionar na posição real da situação e entender melhor o ódio todo de Jessica por Daniel.

Primeiro coisas irrelevantes, como a história do Mike e do Travis (aquele amigo idiota) e como a forma que eles conheceram Jenny e os motivos que o levaram a receber para fazer o vestibular de Harvard por outras pessoas. Já era perceptível a tensão sexual entre o menino Mike e a loira, o Travis que foi um babaca e, enfim.

Daí partimos para o arco realmente relevante. Jessica descobriu que alguém estava roubando dinheiro dos clientes da firma e deixou Harvey com a tarefa de descobrir quem seja, caso ele conseguisse, ele seria promovido à sócio senior, que era o cargo disputado entre ele e o Louis.

Falando em Louis, ele nunca foi mal-intencionado, mudou sua "posição" somente por ter visto que alguém que, segundo ele, "se esforça menos que ele" ganhar o cargo almejado. E parece que ele será o ponto chave para o futuro da Pearson & Hardman, a promo do próximo episódio já deixa bem claro que a decisão dele pode mudar absolutamente tudo em Suits.

Sobre a estratégia do Harvey colocar o Mike para ir atrás de Monica Eaton e fazer o show com Jessica nos corredores me pareceu óbvia e previsível, já estava esperando no momento em que eles revelariam isso, o que foi ao fim do episódio.

E Monica Eaton pode parecer outra personagem que pode contribuir com Suits, a amante de Daniel durante o sofrimento da mulher com câncer e a utilização do dinheiro roubado dos clientes para "patrocinar" a mordomia foi um bom arco e explorado de forma bastante bacana pela série.

Mas, por fim, o que todos amam: Donna e Harvey. É muito boa a interação entre os dois personagens e eles souberam dosar com maestria os momentos cômicos, os cômicos e ao mesmo tempo sério, e os restritamente dramáticos. Divino.

Faltam dois episódios para o final da temporada, eu tenho a sensação que a finale vai revelar o segredinho do Mike para toda a firma, mas ainda este é um campo de hipóteses. Resta esperar e torcer. E, pra não perder o costume, #savedonna. (Adorei o Harvey reivindicando Donna como sua secretária para a Jessica).

P.S.1: Eu olho pra Jenny e ela olha pra mim, daí eu penso: "ainda não acredito que você tá toda montada na bitch em Pirulitolaiars, sua linda".
P.S.2: Se eles quiserem usar a Zoe em todos os seus episódios para ficar me seduzindo com aquele sotaque lindo, eu agradeço.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Suits - 02x07 - Sucker Punch

You were right Mike, that was awesome.

Suits já é a minha série indicada em campanha pra liderar o ranking das melhores desta summer season. Uma coisa que eu venho elogiando desde o episódio 3 ainda é uma das qualidades mais gritantes da série: sua estabilidade e seu controle absoluto sobre a história e a forma como consegue ser regular em todas as nuances de sua história.

Mas este episódio me deu um nó completo na cabeça, mostrando que Suits não é uma série montada numa fórmula "segura" e "sem chances para erros", Suits é na verdade um turbilhão de imprevisibilidades que, quando você espera por uma coisa, acontece exatamente o oposto e de forma completamente natural.

O grande mérito no episódio foi mostrar um "teste" preparatório para Harvey e Jessica em relação ao "caso Tanner" e se desenvolver a partir dele. A participação do Louis Litt assumindo o posto da acusação, sendo "Tanner" foi muito bom. Tudo que ele estava guardando não só pra Harvey, mas para a Jessica e todos os outros sócios da empresa, ele simplesmente botou pra fora, isso além de apresentar bem seus pontos e acusações perante ao processo.

O ponto principal da acusação será, obviamente, a condução do interrogatório da Donna, então era mais do que necessário a participação dela no "julgamento-teste", por pensar em quais seriam os possíveis pontos e as possíveis estratégias adotadas por Tanner no provável julgamento.

O problema, a princípio, foi levar Donna até o tal do pseudo-julgamento, depois tudo deu errado. E tudo me leva a crer que a estratégia de mostrar Harvey fraco por conta da sua antiga colega de firma que voltou à Pearson & Hardman como consultora nesse específico caso, me parece ter saído pela culatra e ter sido o motivo do encerramento do episódio.

O aceitamento de Harvey como voto de minerva depois da votação de todos os sócios da firma por um acordo com Tanner depois de Daniel e Mike utilizarem da estratégia do próprio Tanner (procurar um podre e suborná-lo) me pareceu muito mais como um ato de proteção não só à sua carreira, mas principalmente por proteger a Donna. O que evidencia ainda mais o possível relacionamento entre eles.

Só que a votação não parou por aí. Agora que Daniel ganhou os louros por ter conseguido um acordo que assegurasse a segurança e a integridade da Pearson & Hardman, ele convocou uma reunião para votarem a capacidade de Jessica como Sócia Majoritária, e quer de volta o cargo que ela tomou dele anos atrás.

Mike e Rachel funcionaram como âncoras do arco principal e ficaram de lado em meio a uma guerra travada na falsa corte da firma, não lhe sobraram muitos afazeres a não ser ajudar na constituição da "grande peça" de Jessica, Harvey, Daniel e Louis.

Comentário inútil 1: Gamei no sotaque britânico de Jacinda Barrett, que interpretou a Zoe, muito amor. Me lembra dos tempos áureos de Billie Piper em Doctor Who. *-*
Comentário inútil 2: Agora que vi o trabalho de Gina Torres (a Jessica Pearson) em Firefly e no filme Serenity, só posso dizer: "Dá pra alguém dar uma arma na mão dessa mulher pra ela explodir os miolos do Daniel? Ficaria grato". Até semana que vem.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Suits - 02x06 - All In


You owe me”.

O que Suits tem de melhor? Regularidade. É inacreditável como a série consegue apresentar de bom e manter o nível, mesmo quando o episódio apresentado não tem, em partes, nada a ver com o conteúdo que estamos acompanhando e aguardando para ser desenvolvido.

O “Caso Tanner” fica um pouco de lado, esquecemos um pouco as acusações gravíssimas que Harvey Specter e o escritório Pearson & Hardman enfrentam e pegamos algo mais light. E mesmo assim, vimos um pouco dos riscos que o Harvey está disposto a tomar, não importa o que estiver em jogo.

Tudo começa quando um cliente e amigo próximo decide, simplesmente, assinar um contrato em um guardanapo oferecendo a empresa dele por fichas de US$ 3 milhões para alimentar o vício. Foram radicais as tentativas dentro e fora da corte para conseguir a empresa de volta e a adaptação de Mike para a frase do Harvey quem mudou totalmente as coisas e o rumo das negociações.
Você sempre diz sobre ter uma arma apontada para a sua cabeça, mas e se tirássemos nossa jaqueta e mostrássemos que temos uma bomba em nosso peito?
Decidir num jogo de pôquer o futuro da companhia de um cliente além de arriscado é um ato bastante negligenciado e, apesar de concordar com a bronca que o Harvey tomou de Jessica, ela também não seria a pessoa mais adequada para dar o sermão.

Afinal, Jessica Pearson simplesmente depositou dinheiro nos fundos de campanha da juíza que negou o pedido de sigilo do “Caso Tanner” somente para, caso a juíza não mudasse de opinião, alegar em corte conflito de interesses. Uma jogada não muito limpa, por isso achei a bronca dela para o Harvey como um pouco exagerada, vinda de quem vindo.

Em compensação, vimos um lado diferente de Jessica, uma postura diferente sobre o caso e que ela também segue a linha do Harvey de simplesmente destruir o seu oponente. Foi isso que fez com a tal juíza na época da faculdade, só para tirá-la do caminho em busca de um cargo almejado por ambas.

E como Rachel está deslocada na série sem seu envolvimento com Mike Ross, está sendo divertido ver sua interação com o Louis. Não é algo que torcemos para que vire um casal, mas eles formam uma boa dupla. Um bom time. Assim como Specter e Ross.

Achei que o Harvey não saberia que o Louis quem contou ao Hardman sobre o “Caso Tanner”, muito menos esperava o tom de ameaça do Harvey, mas finalmente descobrimos como as pessoas ficam devendo uma para ele.

Enfim, episódio excelente como sempre, comprovando um excelente ritmo e uma história muito bem endossada e trabalhada de forma brilhando pelos roteiristas. Claro que queremos saber o que vai acontecer, mas ainda falta muita coisa pra acontecer e, claro, estaremos aqui para discutir sobre.

P.S.1: Eu não sou Harvey, mas sigo de luto por Donna. #savedonna
P.S.2: Outra coisa que somente Suits tem como excelência: Referências. Sempre boas e bem colocadas.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Suits - 02x05 - Break Point


Estou de luto.

Não sei se fui só eu que fiquei muito revoltado por ficar impotente e não poder fazer nada para consertar esse episódio. Mas fiquei, e apesar de tudo, Suits entregou outro episódio em que prezou a maestria de seus roteiristas com uma qualidade incomensurável.

Esse foi um episódio fatídico pra todos que, além de simpatizar pela secretária mais eficiente dos EUA, sofreu nas mãos dos roteiristas com um dos finais mais tristes dos últimos tempos.

Não sabia onde recorrer, o que procurar, se gritava pra tela da televisão ou se chorava junto com a personagem. Fato é que a Donna se transformou numa essência importante para a série e, apesar de eu ter a sensação de que vem um twist mais a frente, é impossível não sentir um turbilhão de emoções com tudo que aconteceu no episódio.

Eu avisei nos episódios passados que o grande rival de Harvey Specter veio preparado desta vez para a batalha, e este é o temor que todos os fãs de Suits vão encarar pelos episódios que vão se estender essa batalha, que extrapola genialmente, todo o arco central da temporada que anunciava a guerra civil dentro da Pearson & Hardman.

Quando Harvey, confrontando Donna no banheiro, diz que, apesar de tudo, a aparição do memorando o beneficiaria durante o caso e depois ver tudo se desmoronar por conta de um ataque desesperado de autoproteção por conta de outra confrontação, desta vez diante da advogada contratada por Daniel para representar a firma, que a levou a destruir o memorando.

A demissão da moça não só foi um golpe duríssimo de acompanhar como também foi muito triste pela forma como tudo aconteceu.  Se ela tivesse levado o memorando e assumido o erro antes, se o Mike tivesse dito a verdade com maior antecedência, se...

Enfim, ainda estou tentando recolher todos os meus pedaços que o episódio fez questão de explodir e sequer chegamos na metade da temporada. Agora, Jessica será a pessoa a tentar salvar a Perason & Hardman, e principalmente Harvey, do colapso. Bem, “in Jessica we trust”. Só tenho isso a dizer.

Enquanto o episódio se concentrou na estratégia que a firma iria adotar e nos empecilhos alastrados por Donna, Mike teve a chance de sair da barra do Harvey e resolver um caso sozinho, como também vimos a barra do bichano do Louis, que foi consolado por Rachel (quem não queria?).

Bom, espero muito pela forma como a série vai resolver o problema, se é que vai resolver. Então, se juntem a força enquanto o próximo episódio não vem. #WeWantDonnaBack

P.S.: Como se o momento já não fosse difícil, Suits ainda precisa ter uma trilha sonora dessas pra ilustrar o momento ainda mais. Perfeito.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Suits - 02x04 - Discovery

Ai Donna, justo você foi mijar fora do penico?

Episódio dessa semana de Suits foi mágico, perfeito, sem sequer sombras de dúvidas, o melhor de toda a segunda temporada até aqui. Apesar de ter recebido muitos traços dramáticos e ser um pouco mais carregado e denso do que seus antecessores, este episódio foi um show de maestria dos roteiristas do seriado.

Pra falar a verdade, me surpreendi em bastante coisa, principalmente ao caso de certa forma. E apesar do caso ter tido uma solução, suas consequências serão desastrosas não só para a Jessica, mas principalmente para o Harvey.

Foi muito bom ter o retorno de Travis Tanner para a trama, que sabe como ninguém a descarrilhar o trem chamado Harvey Specter e sempre tenta derrotá-lo, nem que pra isso ele necessite sujar as mãos, como da última vez que decidiu jogar contra o maior negociador de Nova Iorque.

E, de fato, desta vez ele ressurgiu com um caso muito melhor estruturado e com evidências muito mais sólidas do que da última vez que veio e simplesmente agiu fraudulentamente contra a centena de clientes que a Pearson & Hardman representava.

Mas não dessa vez. Neste episódio ele pegou o que Harvey deixou passar e além de apresentar uma representação multimilionária contra a empresa que utilizava a firma Pearson & Hardman como sua representante, apresentou um caso de arquivamento de provas pelo escritório. Acusação grave, e até então errônea.

Mas, como disse, não dessa vez. E o erro foi da Donna. Ai Donna. Justo a mais eficiente secretária do mundo foi cometer um pequeno deslize que põe não só a carreira de seu chefe  em xeque, como também põe a firma inteira contra a parede. E esse será assunto para o próximo episódio. E posso adiantar que estou muito curioso não só pra ver como o Harvey vai agir com Donna, como quais serão as consequências a serem enfrentadas a partir deste empecilho.

Enquanto isso, Mike Ross foi castigado por zombar de uma banda antiga apreciada por Harvey para trabalhar com Louis Litt. E nisso vimos além de uma excelente interação entre o garoto com o Louis, como a prova de que ele só quer ser reconhecido por seus esforços, mas quem disse que a amizade seria duradoura? Por conta de uma omissão do Mike a respeito do problema vivenciado por Harvey, além de ter sido escorraçado pelo advogado quando foi lhe oferecer ajuda, abriu logo a boca para Hardman que irá intervir nessa história toda.

Então assim, seguiremos aguardando o próximo episódio. Com a pergunta para a questão de que consequências a Pearson & Hardman e o Harvey enfrentaram, assim como a pobre Donna, que mesmo cometendo o erro, é a minha personagem preferida.

P.S.: Rachel é uma gostosa mulher muito atraente, mas, não que eu esteja reclamando (pelo contrário, super apoio), espero que encontrem para ela algum arco que seja mais interessante que ficar interagindo com o panaca do Harold.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Suits - 02x03 - Meet the New Boss

Produtores de plantão, como fazer um episódio hilário e sério ao mesmo tempo? Suits te ensina.

Suits consegue me surpreender a cada semana com uma qualidade inquestionável de episódios, é, provavelmente, uma das séries que passam neste período do cano com a maior regularidade de episódios e com o melhor desenvolvimento dos arcos e de personagens. Claro que, como em todas as séries, apresenta alguns problemas quando tenta infringir algumas barreiras naturais, mas, sem dúvidas, consegue manter uma consistência bastante surpreendente.

Como o título sugestivo bem anunciava, chegou finalmente a hora de entendermos o ódio alimentado por Harvey e Jessica, que por vezes pareceu até exagerado e eloquente, por Daniel Hardman e eu até que demorei pra compreender tamanho ódio, mas me junto ao time e veremos muita história ainda de guerrinhas internas e o assunto delicado: Mike Ross.

O que deu pra perceber dos vídeos do próximo episódio é que teremos a descoberta sobre a fraude que Mike Ross é, mas isto é assunto para debatermos mais futuramente, com o antigo "rival" de Harvey também retornando para mais uma participação na série.

Por ora, vimos um episódio que começou com um caso simples e que acabou se desenvolvendo em um complexo emaranhado de conduções diferentes do mesmo caso. Enquanto Harvey ostentava e queria arrancar do meritíssimo juiz uma coisa, Daniel Hardman interveio encaminhando o caso para outro rumo, e usando até o coitado do Mike como brinquedinho no meio da história.

O caso todo na verdade foi uma mostra da guerra que deverá ser instaurada. Hardman quer mostrar o porquê de ser seu nome na faxada da firma, mas Hardman também quer provar o porquê de ser o melhor advogado que a firma já viu. Ou seja, muitos embates ainda estão por vir.

O melhor do episódio, em minha opinião, nem ficou no caso em si e no desenvolvimento central da trama, mas sim nas tramas paralelas e que funcionaram como alívio cômico para o desenvolvimento do episódio. Enquanto víamos uma trama densa e pesada sendo levadas por Hardman, Ross e Specter, o elenco de apoio brilhou intensamente com cenas cômicas que extrapolaram absolutamente tudo.

A começar com Louis Litt e seu brilhantismo sensacional com sua "versão feminina". A avaliadora da Havard deu show e foi excelente em todos os seus minutos de cena, mas o grande momento de Louis foi em sua interação com Harvey com ele gravando o "you're the man!" e repetindo inúmeras vezes.

Outras duas que estiveram acima da média foram Donna e Rachel, que se empenharam em ir a boates fingindo mesmo ser quem não eram e inventando nomes e profissões alheias. Melhor parte? Quando Donna diz ser "Harriet Specter" e Rachel ser "Michelle Ross". Ri litros.

Como disse, ainda tem muito para acontecer em Suits, estamos ainda no terceiro episódio e tivemos uma excelência espetacular, como sei que o ritmo irá permanecer o mesmo, vou esperar para aproveitar cada pedacinho da trama que os roteiristas estão tecendo.

P.S.: Peço desculpas pela demora na review, foi feriado estadual em São Paulo e o povo aqui decidiu fugir pro campo (leia-se: fim de mundo interior), onde nem o celular funciona.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Suits - 02x02 - The Choice


A escolha pelo cavalo vencedor.

O episódio dessa semana é só o primeiro passo para o desenvolvimento de toda a guerra civil que vem sendo criada e preparada para ganhar o tempo dos próximos episódios no decorrer da temporada e acabar crescendo nesse meio tempo.

De fato, o que vamos vendo é uma lição dos produtores de Suits na forma em como contar a história até então. O episódio em si foi construído completamente para narrar as decisões de cada um dos personagens fixos da série. Desde a relação amorosa de Mike e Rachel, até o lado que Louis Litt vai estar durante a batalha entre Jessica Pearson e Daniel Hardman.

E, de fato, Louis Litt é uma peça importante para a Jessica não perder para Daniel no meio de todo o embate que deverá se estender pela temporada. Mesmo sendo quem é, o cara é um dos seus colaboradores mais importantes e comanda todos os associados da agência. Ou seja, tem praticamente o controle sobre todas as ações movidas pela firma.

O mimo dado por Hardman pode ter sido uma desculpa para ele seguir na firma depois de receber um bom convite, mas também deixa praticamente claro que ele está disposto pra lutar por Hardman. O que, pra mim particularmente, já era esperado.

Outro momento bom do episódio, como sempre, é ver Donna contando exatamente tudo para a Jessica sobre o Harvey, além de sua passada pelo escritório e um excelente diálogo com Louis, que rendem até um convite para uma sessão de leitura.

Agora, a relação amorosa entre Mike e Rachel foi literalmente um foguete que lançou voo, entrou em órbita e, de repente, entrou em colapso com a atmosfera e acabou “colidindo” com o solo. Aliás, metáfora perfeita para descrever como tudo aconteceu.

O começo rápido com a troca de beijos e carícias e as tentativas engraçadas de Mike disfarçar o relacionamento dentro da firma, a estabilidade do primeiro encontro e a decisão de não dar um passo maior que a perna até a decisão de lhe contar a verdade, ser impedido por Harvey e praticamente obrigado a viver uma outra mentira ou abandonar o navio, que por fim foi a decisão do garoto Mike.

O caso da semana teve relação direta com as escolhas que Harvey e Jessica estão tendo de tomar para manter o controle da firma. Harvey e, consequentemente, Mike assumiram o controle do cliente de Paul, um votante do conselho da Pearson & Hardman e que lida com falências, para firmar contrato de declaração de falência por ele.

Já dava pra imaginar o que ia acontecer: Harvey e Mike fizeram um trabalho incrível, salvaram a pele do cara e, como não era parte do acordo entre Harvey e Paul, rolou aquele estresse básico entre o nosso protagonista marrentinho e a superchefe desesperada por apoio.

Suits começa bem a sua temporada e tenho dúvidas de que poderemos ter um final feliz na guerra que está por vir. Mike é uma fraude e uma bomba relógio prestes a explodir, e Jessica e Harvey sofreram os efeitos colaterais por uma descoberta de Hardman. Enfim, o que quero mesmo é ver o circo pegar fogo e acompanhar outra temporada perfeita dessa série que subestima qualquer elogio que lhe for feita.

P.S.: Depois de tantas metáforas, prometo que semana que vem tentarei me conter.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Suits - 02x01 - She Knows (Season Premiere)


Ela sabe, mas quem disse que vai fazer alguma coisa?

Antes de qualquer coisa, tenho que falar que eu estou virando o carrasco de vocês durante essa summer season e além de substituir a Raffaela em Jane by Design, aqui estou eu para substituí-la em Suits. Pra quem ainda não sabe, a nossa colaboradora linda está passando pela fase de vestibulares e ficará ausente durante algum tempo, mas don’t worry, eu juro que vou tentar ser o Mike Ross da relação, ou seja, o bonzinho.

Quem tem uma memória de minhoca como a minha, já deve, a uma altura do campeonato, ter esquecido completamente o que é a série e como foi o gancho deixado pelo final de temporada anterior, portanto, cabe uma recapitulação rapidinha.

Na série Harvey Specter (Gabriel Macht) é um cara egocêntrico e altamente prepotente que, para virar sócio da firma de advocacia Pearson & Hardman teria de achar um associado formado pela Harvard (exigência da firma). Mike Ross (Patrick J. Adams), no entanto, surge durante a entrevista quando estava fugindo da polícia com uma maleta cheia de maconha, uma enrascada financiada pelo seu melhor amigo (da onça) Trevor (Tom Lipinski).

Mike acaba contratado ao mostrar seu conhecimento em Direito por ter memória fotográfica e ter feito inúmeras vezes a prova de admissão da universidade para pessoas alheias. Durante a primeira temporada acompanhamos a resolução de inúmeros casos, com Harvey sendo o bad-boy e o garoto Mike sentindo sempre uma empatia pela situação.

O problema esteve no momento em que Trevor, sentindo-se traído pelo amigo por ter namorado a Jenny (Vanessa Ray), acaba entregando o garoto, mesmo sem provas, a Jessica Pearson (Gina Torres), a mandatária da firma. E é assim que chegamos a este episódio.

Um dos grandes méritos de Suits em sua primeira temporada esteve em seu humor rápido, além de inúmeras referências a grandes clássicos do cinema e da literatura. A sutileza utilizada pelo roteiro é genuína e por muitas vezes assistimos a interação dos personagens através destas citações.

Outra coisa muito legal é como o roteiro flui com muita facilidade, os quotes cômicos são um ponto alto e o “black don’t crack” logo no começo do episódio foi literalmente épico.

A questão importante de o Mike ser uma fraude e ter mentido em suas informações não virou em algo muito grande, mesmo rendendo bons momentos. O fato de a série manter sua essência e resolver com bastante simplicidade a questão também é algo a se elogiar nesta premiere.

Agora, a série introduziu um arco que promete render durante todos os episódios da temporada, trazer Daniel Hardman (David Constabile) para o jogo como uma ameaça, mesmo demonstrando-se não ser, para Jessica tem tudo e mais um pouco para render ótimos momentos, e Harvey pegou o embalo da coisa e acabou protegendo-se e protegendo Mike de serem demitidos da firma. Ótima jogada.

Outros bons momentos, que devem ser citados em todas as reviews, são a presença de Louis Litt (Rick Hoffman) e da secretária Donna (Sarah Rafferty), que dão um ar cômico e sério ao mesmo tempo para a série. Louis pode virar um grande aliado ou um grande inimigo no que eles chamam de “a guerra civil de Suits” e Donna sempre será a fiel escudeira de Harvey.

Teve também uma demonstração de que a série tentará unir a tensão sexual que existe entre o Mike e a Rachel (Meagan Markle). É claro que isso pode render muita história, além de que deveremos ver muita pegação nos corredores da firma.

Assim, o que posso dizer? A série voltou com um excelente episódio e com uma boa introdução dos novos personagens e da proposta para a temporada, resolveu com bastante tranquilidade seu arco aberto e ainda chega prometendo que virá ainda melhor do que em seu primeiro ano. Estou super-ansioso para ver o resultado.

P.S.1: A review na verdade demorou um pouquinho pra sair porque quem iria substituir a Raffa teve alguns problemas e não poderá cobrir esta temporada, assim, o quebra-galho aqui viu tudo rapidinho, se apaixonou pela série e já está aqui para comentar com vocês.
P.S.2: Desculpe, antecipadamente, pela minha ignorância em relação a alguns termos do Direito, sou completamente leigo no assunto e Suits é só a minha primeira série sobre advogados – desde Boston Legal, é claro.