Pretty Little Liars

Leia reviews e textos relacionados à Pretty Little Liars , a série baseada na obra de Sara Shepard, que é mais crocante entre todas no planeta, com mistérios sem fim, muita cretinice e que anda mudando a forma de se assistir à TV.

Teen Wolf

Leia reviews e textos relacionados à Teen Wolf , o maior fenômeno da MTV americana, com as histórias mais bizarras e com o maior número de sambadas por metro quadrado.

Falling Skies

Leia reviews e artigos relacionados ao Falling Skies , o sucesso da TNT que vem para responder se o Darth Vader é um aliado ou um inimigo? (Como se ninguém soubesse a resposta).

Under the Dome

Leia reviews e textos relacionados a maior aposta de verão da CBS, Under the Dome , baseada no livro homônimo do icônico Stephen King.

The Killing

Leia reviews e textos relacionados a série que foi cancelada, mas posteriormente descancelada pela AMC. Venham ver The Killing ! Agora com co-produção da Netflix.

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Being Human US - 03x12/13 - Always a Bridesmaid, Never Alive / Ruh-Roh (Season Finale)

Gata, eu falei que ia dar merda. Muita merda.

Finales de Being Human se caracterizam por serem um caos completo para todos. Nada dá certo e tudo tende a dar errado. Mesmo que encarassem os medos, os pesadelos ainda retornam para assombrar. E, resumindo em pouquíssimas palavras a suma do todo: PUTA QUE PARIU.

O terceiro ano de Being Human é impecável. Quer dizer, quase. Ainda não perdoei completamente aquele segundo episódio, mas todos os outros doze são incrivelmente perfeitos e souberam conduzir todos os arcos durante seu meio tempo. Aliás, se tem uma coisa a ser louvada nesta temporada de Being Human é a continuidade e a manutenção do ritmo, sempre eletrizante e nunca deixando a peteca cair.

E o melhor de saber que este é o fim de mais um ano de Being Human é que o ano que vem tem mais. A série se transformou em uma das maiores audiências da SyFy desde a conclusão de Battlestar Galactica, e através dos números também vem comprovando com qualidade. Ganhamos a renovação e o quarto ano para muitas outras aventuras dos nossos monstrengos preferidos tentando viver uma vida humana.

O primeiro destes dois episódios finais, “Always a Bridesmaid, Never Alive” narra o ápice e o fim do embate envolvendo Sally e a bruxa Donna. Chegamos a um ponto em que somos levados até a uma dimensão diferente, onde tudo pode acontecer e tanto Aidan e Josh, que embarcaram na jornada, enfrentam parte de seu passado ou de seu interior.

Aliás, tudo foi muito bem conduzido. Enquanto Josh resolvia suas pendências com o zumbi (ou não) de Ray, num combate injusto de lobo contra humano (com vitória do humano, é claro), vimos Sally e Aidan tentarem encarar a bruxa com um feitiço que apenas mostrava a real face da dita cuja.

E nunca vimos tantas reviravoltas em uma cena como ocorreu por ali. Uma hora era Donna por cima, outra era Aidan, depois Donna consegue matar Sally (!!!) e depois Sally retorna explodindo a bruxa. E, no fim, tudo dá certo. Inclusive temos a aparição de Emily, que consegue ver seu irmão se casar em uma cerimônia residencial.

Só que nem tudo são flores. Nunca que a série terminaria desta forma (e, aliás, se terminasse seria de excelente bom tom). Being Human precisa fazer uma implosão e nos levar junto em um episódio fantástico.

“Ruh-Roh” consegue ser ainda melhor e mais eletrizante do que a finale da temporada anterior. Agora fomos colocados em situações de completo desespero para todos os personagens. Nora e Josh, que foram aprisionados por Liam, tiveram de limpar essa abominação criada e originada a partir da mistura dos vampiros com o sangue dos lobisomens (olha os vampiromens de Vampire Diaries aí gente!).

O que vemos com Liam sendo morto por Aidan é a segurança de que Josh não poderá nunca mais ser humano novamente, e seu fim transformado em plena luz do dia e em posição de ataque à Nora é desesperador. Gente, cadê este quarto ano mesmo?

Falando em Aidan, este é o que eu acho que tem o melhor potencial e um aproveitamento reduzido pelos roteiristas. Sempre espero mais de onde vem a sua história. Agora, não entendi ainda a necessidade por manterem Kenny vivo, mas minhas teorias já começam a serem trabalhadas, assim como o retorno da tal mulher dos flashbacks de Aidan. A sua ex-mulher que teria sido supostamente morta. Suzanna. Outro gancho que eu tenho esperanças de que renda bons momentos na próxima temporada.

E tudo nos leva, como sempre, à Sally. Pra mim, o grande destaque deste terceiro ano. Meaghan Rath foi perfeita em seus arcos e sua história como zumbi foi fantástica. Mas e agora? Tivemos um cliffhanger muito similar ao do segundo ano, com ela sendo aprisionada em uma outra dimensão, só que desta vez isto é obra de Donna.

Donna aparentemente arrastou a nossa fantasminha camarada pelo mesmo local de sua morte e, em mais uma reprodução da morte, vimos ela ser engolida por um buraco. Meu pensamento (baseado do meu pouquíssimo conhecimento da versão original) me fazem pensar e imaginar ser o Purgatório. Mas esta será só mais uma de muitas perguntas a serem respondidas na próxima temporada. Até lá.

Being Human US - 03x10/11 - For Those About to Rot / If I Only Had Raw Brain

“Me come” – Aidan.

Nunca fiquei tão feliz por acompanhar uma série tão subestimada e esquecida do grande público como eu vejo a versão americana de Being Human. Este terceiro ano da série só pode ser definido como “fodasticamente perfeito” ou “perfeitamente fodástico”. O que importa é que a ordem dos fatores aqui não altera o produto.

E mesmo em seu episódio mais morno comparado aos seus antecessores, “For Those About to Rot” cumpre excelentemente seu papel e encerra bem o arco de personagens como Stevie e Nick, amaldiçoados pelo acaso e transformados em zumbis por questões desconhecidas trazidas pela bruxa avulsa.

Stevie precisou ser morto como reflexo de defesa Zoe, agora acho que chegamos a um fim para a enfermeira mediadora, pelo menos não consigo ver um funcionamento para ela após a morte do ex-namorado.

Já a história de Nick foi bacana, ainda mais por proporcionar o dinamismo entre Sally e Josh, coisa que não víamos há bastante tempo dentro da série. Josh obviamente vai ajudar, ainda mais por ter, mesmo que indiretamente, uma parcela de culpa na situação dos nossos tão amados zumbis.

A decisão de sua morte é levada em patamares extremos, depois de ele até tentar atacar Josh e ter até um braço devidamente guardado dentro do armário para fazer um lanchinho depois. O diálogo e a intensidade da cena é bonita, mas o que chama a atenção é a porta.

Sally foi esperta e conseguiu captar a mensagem rapidamente (coisa que eu nunca faria, verdade seja dita). Reparou a semelhança entre as portas de Nick e Stevie, e agora terá esse empecilho para resolver. O enigma do que acontece com quem atravessa a tal porta: o estômago da bruxa.

No mais, temos um enigma. Aidan começou a dormir e acordar em lugares inexplicável, mas o seu maior destaque foi para um flashback avulso e completamente desnecessário, aparentemente. Eu não entendi lhufas da intenção da equipe de produção com aquilo, mas enfim.

Já “If I Only Had a Raw Brain” é um pouco melhor estruturado e seu desenvolvimento mexe na dinâmica da trama central. Primeiro, com o lance de Kenny finalmente sair da sua bolha de isolamento e encarar seu último dia como humano, antes da transformação, mas o que realmente é válido destacar é no resultado: Emily descobrindo a verdade sobre o irmão.

Quem acompanha os textos sabem como Sem é, entre todos os personagens secundários, uma das que eu mais gosto, e eu realmente louvo por finalmente iluminarem a mente da mulher e ela descobrir que Nora é lobiquenga, que o irmão é quase-lobisomem e que Aidan é um vampiro. As circunstâncias do descobrimento não abala nada diretamente, mas resulta na conversinha que eu acho que Josh estava devendo à ela há tempos.

Voltando a falar de Aidan, a peguete e amiga de Nora, Kat, viu seu ex-namorado-professor retornar dos mortos depois de ser inexplicavelmente morto e transformado pelo Aidan, em uma das suas dormidas obscuras em becos mais obscuros ainda. E agora isso deve acontecer à Kenny, só resta saber como irá atingi-lo, na verdade.

Para finalizar, restou Sally. Com Nora tentando antecipar o casamento para que a amiga ainda estivesse em carne (em decomposição, registra-se) e osso, e com a nossa ex-fantasma-agora-quase-zumbi-em-decomposição se aproximando do seu leito de morte, lá foi Sally dar adeus ao Max. Ele foi um personagem de apoio que serviu bem durante a temporada para o crescimento de Sally e sua profissão meio que colaborou para momentos divertidos e pontuais dentro da série.

Sally ainda procurou aquela exorcista que o Danny tinha contatado em temporadas passadas para mandar seu espírito pra longe, e ela lhe ajudou com um feitiço em latim que promete ajudar a derrotar Donna, a bruxa megaevil. O problema é que Ray (ou o que quer que tenha emergido no corpo dele) voltou dos mortos e já se prontificou em matar a coitada da exorcista boazinha. E eu achando que a série não tinha mais pra onde ir, pois é.

domingo, 17 de março de 2013

Being Human US - 03x09 - Of Mice and Wolfmen

Não sou o Madimbu, mas vou te comer.

Episódio desta semana da versão americana de Being Human prova-se ter quase que um final feliz, diante de tanto desastre e do caos insaturado em seu antecessor. Mas como eu disse, um quase final feliz. Não se engane, este é, provavelmente, o último raio de sol antes da verdadeira tempestade que deve ditar os rumos deste final de temporada e, pra ser bastante sincero, nunca estive tão satisfeito com os rumos apresentados pela série até aqui.

Todos os arcos estão extremamente bem definidos e toda a reclamação daquele segundo episódio que destruiu tudo que a premiere havia criado ficou para trás. Aliás, este episódio especificamente mostra qual era a intenção do roteiro: a de transformar a nossa fantasma em uma nova criatura sobrenatural. Sim, me referi tantas vezes à Sally como sendo uma ex-fantasma-agora-quase-zumbi que nunca cogitei de ela ser uma zumbi na plenitude do ser. Mas era essa a intenção dos roteiristas. E este foi realmente o ponto a que chegamos.

A storyline de Sally é riquíssima e agora é possível compreender a necessidade ao menos de Nick dentro do enredo e trazê-lo juntamente a Sally de volta dos mortos. Claro que com o decorrer da trama, espero que alguém lembre do Stevie e de que também deve estar nesse mesmo processo de transformação. Engraçado também ver como a temática foi abordada. Não esperava que aquele estado de decomposição fosse uma ponte entre a necessidade de comer carne fresca (literalmente fresca, de ser vivo literalmente vivo) com uma transformação em um novo ser sobrenatural.

Agora, Sally vendo que terá de se alimentar destes animais menores, confessa pra Aiden e diz que entrará em um processo de abstinência, ou seja, veremos nossa nova zumbi se decompondo lenta, dolorosa e gradativamente. Se a coitada já estava sofrendo enfiando uma escova na boca e saindo através da bochecha, imaginem agora.

Só que a história dos zumbis não termina aí. Depois de uma conversa com Sally, com Zoe achando que Nick está agindo de forma estranha e arrancando pedaços dela com mordidas suculentas, a enfermeira mediadora chega em casa e se depara com Nick comendo um gato vivo. Mas se você esperava que ela ia falar que está tudo bem, acho que nem tempo pra isso terá. Nick ainda está com fome, e Zoe parece ser o prato principal.

Enquanto isso, Aidan estava morrendo. E Nora meio que finalmente quis fazer as pazes com ele. A lopiranha loira só decide quando o moço está em leito de morte e quando ele limpa a barra dela lá com o puro-sangue bandidão. Conveniente pra ela, não? Mas amém que esse, com o perdão da expressão, cú doce de Nora, finalmente chega ao fim.

Aidan, enquanto passa pelos processos finais da morte causada pelo vírus, vai se lembrando de Suzanne, sua provável primeira mulher e mãe de Isaac, seu filho biológico. Não tenho certeza pra que servirá num futuro este flashback ou se foi uma coisa providencial neste episódio para explicar uma decisão, que o levou a se deixar levar (redundante? imagina) por ficar com Kat, com a bênção da amiga Nora, é claro.

Mas Aidan não estava morrendo? Estava. No passado. A saída utilizada pelo script é boa, apesar de um pouco cômoda. Como Aidan bebeu sangue da Erin e teve uma convulsão (assim como lá na primeira temporada ao beber o de Josh), o seu sangue se tornou auto-imune ao efeito do vírus, lhe causando uma nova convulsão e o curando. Com isso, lá foi ele atrás da vampiranha Blake que persegue o menino Kenny, que viu seu acordo com o Aidan ir pro saco, ligou pra vampiranha avulsa e fez um novo. Ela ouviu o que queria ouvir, descobriu como Aidan se curou e agora será a vez dos vampiros caçarem os lobisomens. É claro.

Enquanto isso, Josh vai tentando se conectar com seu lobo interior como dica de um cara completamente insano encontrado por Nora assim que acordou de sua noite de Lua cheia. O grande lance de toda a narrativa aqui, com Pete e o fato de ele e do seu lobo serem vegetarianos, é exatamente essa, fazer Josh lidar bem o processo de re-transformação, através de muito ioga e meditação. Assim, esperaremos por um novo episódio com as decorrências deste, principalmente com os arcos abertos na história de Sally e de sua nova forma zumbi. Mal posso esperar.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Being Human US - 03x08 - Your Body Is a Condemned Wonderland

Quando tudo começa a dar errado para todo mundo.

Esta semana, Being Human vem completamente insana e condenando todos a um possível fim. Quer dizer, para alguns, seus dias podem estar contados e a morte poderá ser seu fim, mas para outros, as coisas deverão mudar. Mudar até mesmo para o que já havíamos visto antes. Só que há, ainda, para outros, um estágio incompreensível, que está totalmente obscuro no momento.

Pra começo de história, vemos Aidan tentar se aproximar de Nora pelo bem da convivência de todo mundo. Curioso que Nora fala que matou Brynn por auto-defesa, mas Aidan não pode usar essa desculpa? Quer dizer, antes morrer empanado com uma estaca no meio do peito do que se defender de um projeto mal-sucedido de lobiquenga? Nora, amiga, pelo visto você não achou o tanque de roupas sujas durante o tempo do episódio passado... Volte a procurar e dá uma passadinha na pia e vá lavar uma bela montanha de louças.

Continuando a falar de Nora, que está em luto e somos lembrados constantemente sobre isso durante o episódio, Josh finalmente tomou vergonha na cara e pediu a moça em casamento em uma cena que estava sendo avulsa até o pedido, visitando uma casa alheia, para eles imaginarem como o futuro deles poderia ser. Mas você que acompanha a série por três anos já deve saber que nada é o que eles imaginam que será. Nunca foi assim. Algum twist destrutivo está por vir e vai mudar isso rapidinho. É questão de tempo.

Kat vem ganhando espaço nos últimos dois episódios, apesar de não ter sido nada expressivo, mas sua aproximação com Aidan deverá gerar problemas para todos os lados, ainda mais com Nora que não quer ver sua amiguinha do coração dando comidinha para o Vampiraidan. Assim, Aidan tenta desmarcar o encontro com a professora de história americana, mas, em uma cena bem divertida, ela não aceita o possível cancelamento do encontro.

Mas o encontro é cancelado por outros motivos: Liam. O puro-sangue megaevil que descobriu que Connor foi morto por Aidan na semana passada veio com sangue nos "zóio" e com sede de vingança, além de, é claro, saber onde diabos Brynn se enfiou. A cena de tortura, apesar de ter sido bem rápida, acaba causando consequências drásticas.

Liam conseguiu infectar Aidan com o vírus. Liam conseguiu arranhar Josh. Liam é um completo desgraçado. Fato. Em resumo, temos o nosso vampiro infectado com o vírus mortal e a cada segundo que passa, ele estará mais próximo da morte. Para Josh, era claro que era questão de tempo esse mar de rosas que vivia. Vai virar lobisomem. Eu já esperava por isso. Afinal, nenhum humano dura muito por aqui mesmo.

E dando sequência ao fato de estar perdendo tufos de cabelo (e partes do couro cabeludo em si), Sally vai atrás de Nick, que também foi reanimado junto a ela e ao Stevie, lá no primeiro episódio da temporada, para saber se é apenas ela que está "derretendo" e se isso faz parte do processo de ressurreição, comparando até ao que acontece com as pessoas envolvidas em quimioterapia.

Mas Nick fala que não, que só ela está derretendo, que é algo anormal e restrito à ela, mas é um baita caô. Mente na cara dura e também está perdendo pedaços da pele, na região da barriga (pelo menos a camisa esconde, diferente de Sally que tem que andar com um chapéu), mas que é reconstruído ao comer gatos. Pausa dramática. Nick é chegado em um belo churrasquinho legítimo de gato. Socorro.

Sally, no entanto, busca outro meio de reconstruir sua pele. Através de muita máscara de formol e com ajudinha de Max, que descobre que Sally é uma ex-fantasma-agora-quase-zumbi-em-estado-de-decomposição, mas mesmo assim fica lá do lado dela, ajuda a arrumar o pedaço de testa que estava faltando, mas que ainda é privado do segredo dos outros, uma vez que vê Aidan e Josh chegando em um estado, no mínimo, caótico.

Sally, Aidan e Josh entram no novo estado da série. Sally correndo o risco de se decompor e virar um grande monte de pedaços de carne exposta. Aidan infectado e podendo morrer logo, logo. No fim das contas, o único que está em um estado "menos pior de ruim" é Josh, que se transformará novamente em lobisomem. Pois é, imagina o quão insano deverá ser o próximo episódio...

P.S.: Max fazendo piadinha falando que vai fazer isso dar certo "pedaço por pedaço". E eu achando que as minhas piadas eram ruins.
P.S.: Nora deve ter ido para a floresta ou para os armários onde se transforma, afinal, a mulher deu linha na pipa na hora do vamos ver. Nora, passivona assim não dá.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Being Human US - 03x07 - One Is Silver and the Other Pagan

Não dá mais para brincar de casinha, Nora.

Essa semana, na versão americana de Being Human, não tivemos grandes desenvolvimentos a nível de história e, de forma geral, foi um episódio que se resume em poucos momentos específicos, onde o todo não é levado em grande relevância, porém, é impossível dizer que este foi um mal episódio.

Longe disso, o episódio consegue entreter e se sustentar com os seus arcos apresentados e a dinâmica é funcional, as atuações estão realmente impressionantes e a adição de Xander Berkeley ao elenco vai se tornando um grande trunfo nas mãos dos roteiristas, e me arrisco a dizer que ele deverá levar, muito provavelmente, o seu arco como o principal a ser desenvolvido durante os episódios finais.

No episódio anterior, vimos Aiden, após tomar um dos seus frascos de sangue, que estava contaminado por Erin, ficar agoniando no chão, enquanto a teen wolf da nossa série esperava por Liam para dar o golpe de misericórdia e matar o nosso vampiro, só que Josh chega a tempo... de ver Aiden no chão de um lado, e Erin inconsciente do outro.

Nesta cena eu fiquei realmente incomodado em ver que Josh escolheu saber antes de Erin ao Aiden, ainda mais depois de tanto tempo cultivando essa amizade e de tudo pelo que sofreram juntos. Pois é, mas sabe como é, Josh ligou o botão "o papai chegou" e seu instinto paterno ficou aflorado, vamos absolvê-lo... Por enquanto.

Josh acredita na versão de Aiden e ainda assim se impõe em frente a Liam mandando-o ficar longe de sua família, mas sabemos como Percy é megaevil (leitores de Nikita entenderão). Ele foi lá, enquanto Nora e Josh conversavam e faziam cena pros shippers do casal ficarem felizes, e assassinou Erin em uma cena novelesca barata, mas enfim.

Em outra vertente do episódio tivemos Aiden, que, como sempre, tem sido pontuado pela história do vírus da gripe, da sede por sangue e da quase extinção dos vampiros. Sabíamos que Kenny queria virar um vampiro para finalmente conseguir sair da "bolha", mas não esperava que ele tentaria isso através de outro caminho.

Uma coisa que eu gosto de ver em Being Human nesse momento e que falta em outras produções do gênero é que a questão de sirebonding (a ligação entre o criado com o criador) é realmente levada a sério. Aiden já fez parte dos dois extremos da história. Sua ligação a Bishop, e a ligação de Henry a ele. É isso que explica Aiden ao garoto, que tenta através da vampira Blake conseguir sua meta de se transformar.

Blake, em pouco tempo, conseguiu mostrar seus interesses, drenando praticamente Kenny inteiro e alimentando não só a ela (afinal, a quantidade que ela estava tirando de Kenny era bem mais que suficiente para um única pessoa), me fazendo pensar em um possível grupo que se esconde às sombras. Mas os dias de Blake também estavam contados, não só Aiden jogou areia em seus planos, mas como Liam, que a seguiu e conseguiu pegá-la.

Só que Blake sabe de um segredo que apenas Aiden, Josh e Nora sabiam: que Aiden é o assassino de Conor. Se Liam já tinha uma vontade doentia por matar Aiden, imagina agora sabendo que um de seus filhos foi assassinado por ele. As coisas vão pegar fogo.

Fogo não é bem o que eu posso dizer sobre a história de Sally. Depois de querer e ir reencontrar com Bridget (aquela amiga doidinha que ela possuiu lá na primeira temporada para desmascarar o Danny), foi levada pela tal para uma reunião mequetrefe de espiritismo onde dois fantasmas estavam dispostos a atormentar e bagunçar um pouquinho as coisas.

O curioso de toda a sequência é que foi tudo bem dosado e engraçado, até mesmo nas cenas em que Sally confronta os dois fantasmas e os ameaça com o castiçal (após provar pela segunda semana seguida que o talismã tailandês realmente funciona). Falando no talismã, ela deu para Bridget e pediu (ou seria "aconselhou"?) que elas não se vessem mais.

Só que depois de tudo isso você acha que "agora tudo vai ficar bem, mesmo que papai puri-sangue queira matar Aiden", certo? Pois errou e muito. A cena que mais chocou e me deixou realmente encabulado foi deixado para o fim. Sally sem um tufo do cabelo e perdendo um pedaço da pele do couro cabeludo. Eu não sei se o que senti foi nojo, repulsa ou incredulidade com a situação, mas que porra foi aquela? Não vou conseguir esperar até semana que vem para descobrir, droga!

P.S.: Irmã do Josh deu o ar de sua graça, mas senti uma pontinha de avulsidade e desnecessidade mesmo. Se fosse pra trazê-la de volta, que fosse em outras circunstâncias, e não pra trazer o anel de noivado da vovó, por favor.
P.S.: Menino Max some por um episódio e eu sinto falta, significa que o personagem está funcionando na série. Que bom.
P.S.: Nora, quando você decidir voltar a ser legal, eu penso em te citar novamente, ok? Estava chatíssima fazendo mimimi no episódio por causa da Erin. Vai caçar um tanque de roupas pra lavar, lobiquenga!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Being Human US - 03x06 - What's Blood Got to Do With It?

Isso é o que você ganha ao vender sua alma pra uma bruxa afrodescendente.

Depois daquele fraquíssimo segundo episódio, vamos por em fatos, esta temporada de Being Human cresceu e a trama engatou, mesmo que sejamos mantidos em total escuridão quanto ao futuro de alguns arcos abertos, mas, de forma geral, o enredo e as histórias começam a ficar cada vez mais intensa para cada um dos roommates.

Essa semana, demos sequência ao cliffhanger proposto com a descoberta de que Aidan é um vampiro por Kenny, além de algumas consequências para outros que podem desencadear sacrifícios desconhecidos para outros personagens, além de, é claro, aquele drama básico que a busca pela humanidade, ou o mais próximo dela, pode trazer aos seres que habitam aquele duplex.

Por falar em seres que habitam aquele duplex, já faço a ponte perfeita para falar sobre o novo proprietário: Robbie Malik, irmão de Sally (interpretado pelo Jesse Rath, irmão de Meaghan Rath), em que ela desconfie de que seja mentira (uma vez que Robbie sempre se enfiava em confusões), mas não pode encontrá-lo por conta de sua condição ex-fantasma-agora-quase-zumbi, já que pode matá-lo em um possível encontro.

Mas por mais que ela evite (e saia fantasiada de -A pelas ruas, toda encapuzada), o encontro acaba acontecendo, que faz com que Sally tome medidas desesperadas. Ela, junto à Josh, vai confrontar Donna, a bruxa mais megaevil do que os últimos vilões da série juntos, e acaba prometendo sua alma à bruxa, assim que morrer, em troca de que qualquer pessoa que ela encontrar de seu passado não sofra as consequências de Trent.

Por falar em Josh, ele e Nora seguem discutindo a respeito de matar ou não Aidan, principalmente de ter dado a entender de que Nora faz parte da alcateia de Liam e, todos sabem, a ligação entre o lobo alpha (no caso Liam) e seus betas é quase que de obrigação. Então, não me surpreenderei se isso for abordado futuramente.

Porque, no agora, a coisa se restringe à Erin. A nossa "teen wolf" (sem referências alheias) ficou encarregada de seguir um plano de Liam. Ser implantada na casa novamente, procurar o estoque de sangue de Aidan e infectá-lo com seu próprio, para que o Liam cuide do resto. É um plano simples e previsível, mas que funciona e deve ditar os acontecimentos do próximo episódio.

Porque neste, o resto de tempo ficou para Kenny lidando com o fato de Aidan ser um vampiro. A reação não é de espanto. Não é de medo. Pelo contrário, ele acaba até lidando bem com a situação e acaba transformando os seus diálogos em uma, literalmente, Entrevista Com o Vampiro.

Só que as dúvidas e as perguntas são com segundas intenções, mas eu acho que são intenções nobres. O rapaz viveu por 17 anos dentro de uma bolha porque qualquer exposição ao "mundo" poderia causar-lhe a morte, nada mais justo do que dar a ele a chance de conhecer esse mundo fora da bolha. Só que aí teremos um outro problema: quem alimentaria tanto a ele, quanto a Aidan?

Being Human US - 03x05 - Get Outta My Dreams, Get Into My Mouth

"Bloqueador de alma, sua vaca! Ponto pra Tailândia".

Essa semana, mais do que nas outras, o tema em primeiro plano foi a questão da tentação. Principalmente quando nos referenciamos ao Aidan e a sua sede de sangue. E a questão foi devidamente pontuada neste episódio de Being Human, com, basicamente, todo o trio central tendo de enfrentar a sua própria tentação.

Aidan, desde que foi libertado de sua prisão debaixo da terra, não tem se alimentado direito por conta do vírus que se espalhou pelos humanos e que é mortal aos vampiros, por conta disto, começa a sentir a pressão da sede. As alucinações com as duas garotas mortas lá no começo da série traz tanto um ar saudosista ao roteiro, como também é funcional para a estrutura e proposta do episódio.

Graças aos espasmos de ilusões em Aidan, acaba com que o personagem acabe ganhando mais espaço dentro do episódio (coisa rara ultimamente, onde víamos Josh e Nora liderarem bem as narrativas), e acaba sendo bom para a condução do episódio de forma geral. Apesar de todos sabermos onde o seu arco daria, não há como negar que foi bastante bacana o seu tratamento como todo.

Por conta de suas necessidades, Aidan acha que conseguiu a "presa" perfeita: Kenny, um garoto que mora confinado dentro de uma bolha devido a uma doença em que qualquer mínimo contato com o exterior, poderia matá-lo, em outras palavras: o garoto não pegou o vírus e seu sangue é mais do que apto para ser drenado por Vampiraidan.

Apesar de toda a história de sangue e do fato do garoto viver em uma "bolha", a dinâmica entre eles funciona melhor do que eu esperava, os diálogos são bem escritos e plausíveis dentre as circunstâncias, e as cenas dele desconfiando que Aidan é um vampiro são ainda mais divertidas. Mas as suposições acabam se confirmando, como cliffhanger, deixando a história em aberto para a semana que vem.

Enquanto isso, Sally engata em seu serviço na funerária e as coisas começaram a ficar mais... quentes. Por incrível que pareça, enquanto eu achava que o plot romântico entre ela e o Max não funcionaria, as coisas acabam se encaixando perfeitamente. Claro que até eu fiquei assustado com a piranhisse alheia de tirar a virgindade do moço, mesmo que ele tenha 28 anos. É um absurdo! Ok, já tinha passado da hora dele dar comidinha em alguém...

Voltando ao foco, a história toma um rumo inesperado quando o espírito de Linda, mãe de Max, começa a implicar com o relacionamento acelerado entre ele e Sally, levando-a a possuir a nossa ex-fantasma-agora-quase-zumbi e sambar na cara de menino Max. A pequena discussão entre Sally e Linda posterior a isto (com direito à talismã tailandês da Zoe - morri de rir com Sally vibrando ao ver que funcionou) e umas verdades na cara (com um quase exorcismo), Linda parece deixar as coisas fluírem entre Max e Sally.

Já Josh e Nora entraram em uma situação delicada, quando Liam vê que o suposto vampiro que nocauteou seus amiguinhos de alcateia em um beco mora na casa do ex-lobisomem e de Nora, exigindo que eles o mate, mas fazendo com que Josh vá visitar Liam com uma arma em punhos e dizendo que Aidan faz parte da família.

E se você achava que era agora que o Josh voltaria a ser lobisomem, se enganou, afinal o plano de Liam aparentemente é maior e ainda mais simples do que simplesmente transformá-lo. Fiquei com a sensação clara de que Erin está acomunada com ele e que ela é a chave pra matar Aidan, em uma espécie de agente duplo. Bom, resta esperar pra vermos onde essa história vai dar. 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mega News - 10/02/2013

Domingão, carnaval ta aí e eu aqui. Mega News a todo vapor no estilo "dançando dan dan dan dançando" da Titia Ivete, Rainha do Carnaval, Rainha do Brasil! "Mas se você quiser pode dançar LARGADINHO, LARGADINHO, LARGADINHO"...""""bitch! please."""".

Hoje tem: Amazon, Go On, The Killing, Do No Harm, The Big Bang Theory, Two and a half men, Elementary, The Vampire Diaries, Beauty and the beast e Being Human. 

Amazon, série sobre a origem da Mulher-Maravilha, não deve estrear na próxima temporada da TV americana. Segundo o Deadline, a emissora americana CW está avaliando oito projetos com potencial para virarem série de TV, mas decidiu não encomendar o episódio piloto de Amazon. De acordo com a publicação, o programa foi adiado pois exige um tempo maior para ser desenvolvido, mas se o roteiro final agradar o canal o piloto pode ser produzido fora de época, recebendo sinal verde antes da temporada 2014-2015. Apesar do contratempo, Amazon permanece como prioridade para a CW por conta do sucesso de sua outra série de super-herói, Arrow. A sinopse ficaria assim: “Em Amazon, Iris (nos quadrinhos, ela é Diana) é oriunda de uma terra remota e isolada, onde passou a maior parte de sua vida como guerreira e líder no campo de batalha. Por causa desse estilo de vida brutal, Iris olha para nosso mundo com admiração e espanto, incluindo os aspectos do nosso cotidiano, como arranha-céus, trânsito e sorvete. Guerreira valente com o coração de uma romântica, ela batalha até a morte para tornar o mundo seguro para os inocentes.”. A atriz escocesa Amy Manson (Torchwood) está sendo sondada para o papel principal. Já quero logo essa série e vocês?

Confirmado! Courteney Cox vai fazer uma participação em Go On. Relembrando os velhos tempos de Friends com o seu ex-amigo de elenco Matthew Perry. O personagem de Cox vai interpretar um novo interesse romântico de Ryan, personagem de Perry na série. O episódio vai ao ar em Abril nos Estados Unidos. Todos ficam na espera!

Péssimas notícias pra quem começou assistir Do No Harm. A série foi cancelada pela NBC após a exibição do segundo episódio. No lugar, a emissora colocará reprises de Law & Order: SVU. Desde a estréia nos EUA, o programa vem conquistando os piores recordes que a emissora já teve (desde 1987). A audiência do primeiro episódio foi 3,1 milhões de telespectadores e o segundo episódio teve 2,2 milhões. Péssimo não é? Essas médias seriam boas se fosse na CW, mas como não é...A primeira temporada de Do No Harm tinha recebido encomenda inicial de 12 episódios.

Max Fowler vai participar da 3ª temporada de The Killing.Seu personagem Twitch, é descrito como um “adolescente de boa aparência, charmoso, malandro e manipulador”.A série trará de volta Mireille Enos (Sarah) e Joel Kinnaman (Stephen) nos papeis principais. A sinopse dessa temporada foi divulgada: “No início do terceiro ano, Sarah Linden abandona a profissão de detetive, mas quando as buscas de seu ex-parceiro Stephen por uma garota fugitiva o conduzem a uma série de assassinatos macabros, que estão conectados a uma antiga investigação de Linden, ela é atraída de volta para a vida que pensou ter deixado para trás.”. A resolução do caso deve acontecer no decorrer dos 12 episódios, ao contrário da primeira temporada, que só revelou o assassino de Rosie Larsen no final do segundo ano. Por enquanto, não há previsão de estréia.

Being Human vai acabar na 5ª temporada, foi o que disso o canal britânico BBC3. Faltam ainda 4 episódios para o fim da trama. Triste não é?


Vamos falar sobre a audiência dessa quinta feira?

The Big Bang Theory (18.98 milhões) e Two and a Half Men (14.12 milhões) continuam bem na audiência. (fizeram 6,2 e 4,1 na demo).

Elementary mesmo sendo exibida após o Super Bowl não teve seus índices de audiência aumentados. Ficou com os mesmos 10.84 milhões (mesma média dos demais episódios anteriores).

The Vampire Diaries (2.50 milhões) e Beauty And The Beast (1.48 milhões) cairam um pouco na audiência. Glee aumentou seus números para (6.03 milhões)
Se alguém quiser saber da audiência de alguma série, favor pedir nos comentários ou via twitter @fabiomaial que na próxima coluna do Mega news eu indico. Mesma coisa para notícias e novidades.
E a ressaca vem e acaba com a nossa vida, mas depois continuamos e talz...
Amanhã tem mais Mega News. 
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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Being Human US - 03x04 - I'm So Lonesome I Could Die

Aidan, o eterno forever alone.

Era uma vez Rebecca. E depois foi-se Bishop. Logo em seguida acabou-se indo Suren. E mais recentemente se foi Henry. Pois é, todos que cruzam o caminho de Aidan parece ter um fatídico destino nas mãos: a morte. Não importa se é com uma estaca no coração ou se foi por beber de um sangue contaminado, todos que se envolveram com Aidan acabaram no mesmo bote: aquele rumo ao limbo.

Em um episódio em que a estrutura questiona e enfoca todas as prioridades do Aidan, Being Human se mostrou mais humana do que nunca para o "último vampiro de Boston" (pelo menos o último até que provem o contrário). Aqui, a questão a ser tratada não estava apenas na simplicidade de lidar ou não com a morte de alguém próximo, mas talvez o dilema de entrar em estado de mártir e acreditar que sempre estará sozinho.

Contudo, Aidan não está, nunca esteve e nunca estará sozinho. E Sally é esse componente importante pra mostrar o quanto ela e Josh já se dedicaram e abdicaram, muitas vezes, das próprias escolhas para priorizar as dele. A morte de Henry e seu processo de luto através da inevitável morte dele lhe carrega sentimento de culpa. Infundada, afinal, a decisão de drenar sangue contaminado foi do próprio Henry, por mais que tudo tenha começado no momento em que Aidan libertou Emma.

Mas, com isso, ganhamos tempo pra desenvolverem e aprofundarem a história entre Aidan e Sally. A ex-fantasma-agora-quase-zumbi-revivida se esforça pra fazê-lo superar a dor da perda. A dinâmica dos dois funciona perfeitamente. A preocupação dela tentando compreender o ponto de negligência dele  é completamente sensacional.

"Você quer morrer?", Sally pergunta. E ninguém pode entender melhor de morte do que ela. Talvez por isso que eu tenha sentido um discurso eloquente e extremamente verdadeiro por parte dela ao indagá-lo segurando uma estaca quase no coração dele. E a impressão que fica é que Aidan começa a ter um interesse romântico (e esperado, de fato) em Sally, mas um interesse que deverá ser disputado.

Pois é, depois de discutir questões sobre uma identidade nova pra Sally, afinal, ela está oficialmente morta e se quer ter uma nova vida sendo humana necessita de uma nova identidade, ela foi parar na funerária que encontrou o espírito do Trent, e por lá acabou encontrando um emprego. E é certo dizer que o rapaz, Max, está na dela.

Em um arco completamente desconexo, tivemos Josh e Nora, além da nova "house guest", Erin. Nora, no aniversário de sua mãe, quis manter Josh longe da sua família esquisita, mas todos conhecemos Josh e sabemos que nunca que ela conseguiria. E assim vão parar os três lá, afinal, depois da festinha do Sr. Crepúsculo, Nora não confia em ninguém pra ficar de olho em Erin.

Josh estava empenhado a pedir a mão de Nora em casamento, mas claro, como bom partido, foi pedir autorização para o sogro e, confesso, até eu fiquei desconfortável vendo a cena. Desconfortável também por Nora, por ter de ouvir falar de Will, seu ex-noivo megaevil que, mesmo ela não sendo chuva para música da Adele, ateou fogo na moça. Os fortes entenderão.

Nesse diálogo, acabamos descobrindo que Nora não matou apenas Will, mas sim também à Brynn (graças a Deus, desculpa, eu não ia aguentar outra participação da Tracy Spiridakos, atriz ruim que fique em Revolution), questionando, mais uma vez, a questão da culpa, tão pontuada neste episódio.

Mas a culpa, ou talvez a falta dela, é o que nos leva a ação de Erin, deixar se levar pelo irmão de Nora, RJ, e acabarem se pegando no quarto da moça, desencadeando uma briga entre ele e Josh. Uma coisa importante a se notar aqui é que tanto Josh, quanto Nora, assumem o papel de paternidade na situação. Foi assim, com instintos maternos, que Nora agiu ao levar Erin junto a sua reunião de família, pra não deixá-la sobre olhares "irresponsáveis", e foi assim também que Josh agiu ao encontrá-la com RJ.

Apesar de Nora chegar a conclusão de que não estão prontos para assumirem nenhum compromisso mais sério (independentemente do pedido de casamento, adiado por devidas circunstâncias), as suas ações, tanto quanto as de Josh, me fazem crer no contrário. Mas não o suficiente ainda para adotarem crianças em Uganda, isso é um passo mais sério do que eles podem lidar.

P.S.: Desculpa, eu não consigo olhar pro Bobby Campo (o intérprete do Max) e não lembrar dele em Premonição 4, esse sou eu desejando a sua morte desde já. 2bjs.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Being Human US - 03x03 - The Teens They Are a Changin

Sally, uma vadia sem coração que mesmo quando faz o certo acaba fazendo o errado.

Depois de um episódio que demoliu basicamente boa parte das tramas abertas no episódio de estreia da terceira temporada da versão americana de Being Human, eis que nos deparamos com um episódio incrivelmente divertido. Em total essência, é possível dizer ainda que foi um dos episódios com o maior número de piadinhas irônicas e uso de sarcasmo.

Principalmente quando o alvo deste sarcasmo é Sally. A nossa ex-fantasma coitada que não ouve as recomendações da bruxa mágica de magia afrodescendente e saiu passando o rodo em menino Trent. Confesso que estava esperando uma abordagem diferente para o problema e uma dinâmica completamente contrária ao apresentado para a personagem de Meaghan Rath.

Neste episódio, Sally estava se sentindo culpada por ter "acidentalmente" (entre muitas aspas, por favor) assassinado o Trent e, usando isto como pretexto, foi atrás da "alma" do rapaz para ajudá-lo a encontrar a sua porta. A partir do encontro e todo desenvolvimento em questão se torna em uma grande piada, no sentido bom da palavra, ao contrário da semana passada.

Ela explicando que ela seria a responsável pela morte dele e a reação dele a chamando de "vadia horrível sem coração", acompanhado do pedido dele de abrir o jogo pra ex-noiva dele e a conversa de Sally com ela, em si, foram os grandes ápices do episódio.

A grande verdade deste episódio é que Trent nasceu pra ser burro, enganado e traído. Fato. Como se não bastasse pedir pra Sally assumir que ele foi infiel à noiva, descobriu que ela também o traía e, quando sua porta finalmente aparece pronto para levá-lo para o "Além", pobre Trent, foi enganado mais uma vez.

A bruxa má do mal megaevil está de volta. E você pensa, assim como menino Trent, que ali era seu fado, terminar numa cozinha, descascando batata eternamente e fazendo sopinha, e vem a nossa amada bruxa, Donna, detonando o coitado em frangalhos e, pausa para o choque, comendo-o. Refeição com níveis nutricionais elevadíssimos, servindo como fonte rejuvenescedora da mulher.

E como esse arco inteiro envolvendo Sally e o fundo de história com a Donna são coisas a serem desenvolvidas aos poucos (ainda mais com a mulher desenterrando Ray, ainda não entendi seu interesse com o morto), o nosso vampiro em questão anda a procura de alguém pra ser comido.

Depois de ter libertado Emma, ele teve que arranjar alguém com sangue puro (leia-se: não infectado pela gripe suína matadora de vampiros) para poder se alimentar e alimentar a Henry. E isso não me faz sentido. Se ele teria que ir atrás de alguém pra que lhe dê comidinha, por que libertou Emma então?

Apesar dos pesares, nesse momento temos o melhor momento a nível de interpretação do episódio. Kyle Schmid me impressionou. Muito mais até do que Sam Witwer. A entregação em cena e o desespero estampado em Henry é intenso e verdadeiro, não parece forçado e exala o medo do personagem.

Você compra como se o Henry estivesse realmente morrendo, já que ele, em um ato desesperado, foi até o hospital e acabou "bebericando" de algum sangue infectado, com a desculpa "ah, só uma vez não vai me matar". Pois é, nesse negócio de "só uma vez..." sempre tem neguinho se ferrando. Neste caso foi o francês.

Não sei se veremos Henry morrer, se bem que a morte em Being Human US tem sido bem relativo, afinal, vimos Bishop morrer há eras, mas Mark Pellegrino está sempre aí fazendo pontinha. Não duvido de criarem alguma provável saída, acho que não estou preparado pra ver Henry embora (mesmo que ele mais me irrita do que acrescenta). Enfim, resta esperar até semana que vem para descobrir.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Being Human US - 03x02 - (Dead) Girls Just Wanna Have Fun

Uma coisa que eu pude comprovar com este episódio é: ser humano é chato.

Sim. A condição recuperada de humanidade por Sally e Josh no episódio anterior transformou este em um monótono episódio, após um brilhante começo. Pra falar a verdade, eu fiquei com uma sensação terrível de desnecessidade dos episódios anteriores quando eu dou de cara com este episódio. "(Dead) Girls Just Wanna Have Fun" falha, miseravelmente, com um mau aproveitamento de história e acaba se perdendo em apenas um único plot que foi aberto entre tantos outros em seu episódio antecessor.

O maior incômodo que eu senti durante esses 40 minutos de episódio foi a facilidade criada para sair da situação proposta no episódio anterior, onde vimos Sally, Nick e Stevie entrarem na porta onde, supostamente, os levariam para a reanimação.

Sim, eu fiquei esperando para ver um conflito interno dentro da Sally, com eles revezando como a personalidade principal da pessoa, com piadinhas clássicas quando alguém de um sexo possui/encarna em um corpo do sexo oposto, mais piadinhas com Stevie Nicks (afinal, nunca é demais) e coisas do tipo, mas, ok, eles não fizeram isso.

Eles simplesmente voltaram cada um em seu corpo... E daí eu pergunto: Para a Sally retornar em condições, digamos, completamente inteira, sem nenhum dano no corpo por causa da natural putrefação dentro do caixão, houve toda aquela magia sangrenta, sacrificando o coração do tal Ray e tudo mais. Eles, Stevie e Nick, não possuíram nenhum cuidado "mágico", então eles não teriam de voltar em seu corpo danificado, já que eles retornaram para o seu devido corpo?

Pois é, não faz sentido. E isso me incomoda. E me incomoda mais ainda quando o retorno, tanto de Stevie, quanto de Nick, à vida não agrega nada de interessante, relevante ou com um mísero plot rentável. E qual é a solução para personagens avulsos que perdem a função? Mandam embora.

E no meio da salada toda que fizeram aqui, nada melhor do que Josh e Sally saírem pra comemorar. Sim, comemorar o retorno triunfal da moça do limbo e, finalmente, comemorar a primeira lua cheia do Josh sem a preocupação com Nora desde que voltou a ser humano.

Claro que na baladinha teríamos algumas piadas escrotas e metáforas bizarras envolvendo gatos para Sally não pegar Trent, um amigo do irmão de Sally, sendo que a bruxa de magia afrodescendente Donna avisou para "não encontrar ninguém de sua vida antiga, para não ter consequências". Mas sabe como é, uma fantasma suicida não bate bem da cabeça e faz exatamente o oposto. Resultado? Um corpo caído no meio da rua: Trent.

Mas no meio de tanta coisa perdida envolvendo Josh e Sally, podemos dizer que Aidan e Nora traz um alívio. Sim, ninguém sabe ainda o que aconteceu e como esse vírus humano consegue matar os vampiros, mas temos Henry pra trazer aquele clima nada amistoso envolvendo ele e seu progenitor.

Eu achei previsível e já esperava que Emma estava compelida e que Henry mantinha-a como prisioneira e sua "bolsa de sangue viva", já que ela nunca pegou a tal gripe com o vírus mortal para os vampiros, mas de certa forma foi funcional dentro do enredo. Aidan vem cheio de caráter e moralidade, não querendo se alimentar com Emma e a libertando pode assinar sua sentença de morte... de novo.

Curioso é ver como trazer Sally dos mortos começa a criar um clima e uma tensão sexual eminente entre Aidan e Sally. Parece mais previsível ainda de que eles venham a ter alguma coisa e, quer saber o que eu acho, não ligaria em absolutamente nada.

Mas se você achava que nunca mais teríamos uma notícia dos lobisomens puro-sangue, bem, se enganaram. Liam (Xander Berkeley, Nikita), pai de Brynn e Connor, veio com "sangue nos zóio" e querendo, além de seu deleite em vingança, ter informações onde se encontra Brynn, já que encontrou seu outro filho empalhado como um rato, parafraseando-o, na parede de uma casinha cheia de vampiros.

E lá foi ele atrás de Nora, afinal, Nora era vista como amiguinha de Brynn e foram pela estrada afora e se enfiando nos matagais alheios ao redor de Boston e, depois, nunca mais se teve notícias de Brynn. A cena de Liam dizendo que confrontaria Nora ambos em sua forma "lobo" é claro que daria em merda, e essa merda só descobriremos na semana que vem.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Being Human US - 03x01 - It's a Shame About Ray (Season Premiere)

Qualé, Vampiraidan, nada de desistir de viver, todos vamos sair vivos no final dessa história... Ou não.

O remake da SyFy para o sucesso britânico homônimo está de volta para um terceiro ano em que eu creio que "buscar ser humano" está em um novo nível de compreensão. E por mais que a trama fosse riquíssima em seu término no final da temporada anterior, parece que os produtores estão empenhados em transformar e levar a história a um novo patamar.

Tanto é que este episódio conseguiu ser, no mínimo, perturbador. E no melhor sentido desta palavra. A temporada começa com um episódio que ao mesmo tempo enriqueceu a trama com novos arcos, soube retomar o que foi deixado e ainda abrir novas possibilidades para o que já existia.

Por mais complexo que isso possa parecer, os 15 meses que se passaram desde o derradeiro final da temporada anterior em que tudo deu errado para todo mundo, este episódio difere em relação a temática e ao rumo proposto lá na sua premiere anterior, no início da segunda temporada, em que simplesmente amarrava os arcos abertos no final da primeira e deixava para os subsequentes introduzir a nova história. Não, não foi nada disso o que vimos.

Foi uma mistura completamente inusitada e que eu não esperava, onde resolveu apenas alguns de seus problemas e transformou os antigos em algo totalmente novo. Being Human se reinventou, digamos desta forma, e isso é muito bom. Muito bom para a proposta em que estamos diante e muito bom pra nós, telespectadores, que teremos de desvendar "um novo mundo". Ou pelo menos uma nova dinâmica.

Se você esperava e achava que tudo voltaria ao normal, se engana. Estes 43 minutos foram preenchidos de novas vertentes, novas dúvidas, novo personagem e quem fugiu dos spoilers acabou se deliciando com muitas surpresas.

A começar com Josh e Nora. O casal que estava sob a mira da arma de Ray, o lobisomem que transformou Josh, em um twist, conseguiram o que queriam: Se salvarem e, acima de tudo, salvarem Josh. Pois é, Josh não é mais um lobisomem e, por incrível que pareça, isso não me incomodou. Sempre tenho algum problema quando abordam a "cura" de determinada sobrenaturalidade e não conseguem transferir em tela um contexto bem aplicado, e com Josh isso não me incomodou.

Não vou dizer que eu gostei também, porque eu não espero que sua condição "humana" vá funcionar por muito tempo. Mas acho que pra isso temos Nora. Aliás, a química entre os dois nunca esteve tão bacana. Ao mesmo tempo em que você acreditava em cada palavra, você sentia um tom irônico e descontraído em diversas cenas. Numa raridade realmente cativante.

E são eles quem são os responsáveis por narrar este início de nova fase. São eles quem tem de ir atrás de seus dois amigos que sumiram e estão perdidos. Uma no que acham ser o limbo. E outro onde Deus sabe lá onde fica.

A busca atrás de médiuns e feiticeiros deu o ar da graça em um momento, mas fica sério ao ver a mulher que tentou exorcizar Sally de volta. E desta vez pra ajudar. Ou talvez não. Ela sente que alguma coisa está errada... O quê, exatamente? É uma excelente questão.

E daí encontramos Donna Gilchrist (Amy Aquino), uma espécie de bruxa com um feitiço pra trazer Sally de volta. Literalmente de volta. Quando eu entendi do que se tratava eu pulei, literalmente, da cama e falei "oi?". E quando paro pra pensar, isso realmente faz mais sentido do que simplesmente trazer o espírito dela de volta. Ponto pra produção.

O feitiço (usando magia afrodescendente, certamente) foi um espaço pra Sam Huntington brilhar mais do que já havia feito no episódio. O descontrole em saber se aquilo realmente estava funcionando, ver tudo o que ele precisou fazer pra poder conseguir os "ingredientes" para a "poção" e os diálogos com a Nora deram ainda mais destaque pro trabalho excelente do ator.

Agora, como Sally é uma fantasma camarada e nós sabemos que ela é mais gente boa que o Gasparzinho, pode ter certeza que isso ainda vai desandar. Motivo? Como três almas vão habitar um único corpo humano? Aliás, preciso deixar registrado a sensatez de Josh em entender que Stevie Nicks (vocalista da banda Fleetwood Mac) estava com a Sally. Eu tive uma crise de risos interminável.

Voltando, Sally, e seus companheiros amado de limbo, Stevie e Nick, contam basicamente em poucos segundos sua estadia durante esses quinze meses de limbo. Fazendo exatamente a mesma coisa por quase 800 vezes pra ter o mesmo resultado. Só que não da última vez, durante a execução do tal feitiço, que os trouxeram de volta. Quero muito ver como decorrerá essa derradeira situação dos três dentro do corpo da moça, além das claras consequências que enfrentaram com isso.

Assim, ficamos com Aidan. Que mesmo deslocado da atenção central entre Josh, Nora e a busca por Sally, consegue ter momentos de brilhantismo. A cena em que Aidan tem a ilusão e conversa com Josh, Sally e Bishop me fez rir, ao mesmo tempo que me fazia questionar da total solidão do personagem. Acho que desde o primeiro ano vamos vendo Aidan deslocado das ações que envolvem Josh e Sally, mas por mais que eles estivessem longe, eles sempre estavam perto. Se é que deu a entender. O fim, de certa forma trágico, dosado numa sequência lindíssima ao som de "Skinny Love", mostra a força dessa união da consciência do personagem aos amigos, e será essa união que o fará sobreviver diante da morte quase iminente.

E aqui também vemos a inserção de um plano de fundo completamente diferente ao habitual. A questão dos originais e do vírus que tem se espalhado pelos vampiros. Durante parte do episódio eu achei que o motivo seria simples e a resolução terminaria com a clássica verbena, mas não parece tão simples. E esse é um ponto que a temporada terá de trabalhar.

Para quem pergunta, os 15 meses que se passaram funcionam? Sim, o salto temporal não só nos poupa do tempo em que Sally estaria brincando de repetir a mesma coisa 800 vezes no limbo e ouvir o Aidan dizer que não iria morrer enquanto estava enterrado, não houve nada aparente de importante neste período, o que faz do risco do salto ser pulverizado e ser ainda melhor ver a história ocorrer deste ponto.

Para encerrar, Donna, a bruxa afrodescendente, está aprontando alguma. E esse mistério me intrigou de um jeito ainda mais inesperado. Não sei qual é a dela com o corpo do Ray e só nos resta esperar para o que a temporada ainda irá nos mostrar para descobrir. Assim espero.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Being Human US - 02x13 - It's My Party and I'll Die If I Want to (Season Finale)

Sally FM, a rádio que vai explodir a sua cabeça e te rasgar ao meio, não necessariamente nesta ordem.

É a primeira vez em dois anos acompanhando a série que o final em aberto me deixa boquiaberto esperando e ansiando por alguma resposta. As coisas foram levadas em banho-maria e pouco parecia que a finale atingiria o sucesso da anterior, ou mesmo conseguir consertar algumas fagulhas soltas durante os últimos episódios.

Being Human US, desta vez, optou por encerrar a sua temporada de forma totalmente aberta e que exigia obrigatoriamente de uma conclusão e de novos episódios para o mesmo. A terceira temporada já está garantida e não vejo a hora de estrear. Confesso também que a finale não estava me empolgando, até os embates que concluíram os últimos minutos.

Antes de comentar sobre o episódio, aqueles comentários básicos de encerramento da temporada: Esta temporada começou de forma muito bem estruturada, com arcos interessantes apesar de terem acabado que separando cada um deles em seu próprio e não criando algo maior por trás onde todas as histórias se intercalassem (tudo bem, essa é a premissa de Touch).

Os episódios iniciais foram todos excelentes e me surpreendeu pela qualidade que vinham sendo estruturados, mas os três últimos episódios acabaram se perdendo, em pleno momento de concluir as histórias. A trama se sobrecarregou e não conseguiu transparecer a naturalidade que vinha fazendo. Entretanto, tudo foi bem construído e desenhado para este final de temporada, e acho o resultado satisfatório e altamente aproveitável.

O episódio de final de temporada dividiu nossos três protagonistas em eventos isolados para o encerramento de seus arcos, bom, quem disse mesmo que haveria encerramento? Muito pelo contrário, as coisas pareceram apenas ser o estopim para o que deverá ocorrer no futuro, na próxima temporada.

Josh, tentando lidar com a morte de Julia depois dos eventos do episódio anterior ocasionados pelo eclipse, segue seu impetuoso plano de matar o responsável por tê-lo transformado na criatura sobrenatural que carregará para sempre o fado de ser a culpada pela morte da ex-noiva/ex-namorada.

O plano com o auxílio de Sally foi iniciado, mas dependia de Aidan, só que ele acabou com um empecilho um pouquinho maior do que o esperado no seu arco. Josh, acabou distraído e teve aquela luta básica de MMA com todos os tipos legais e ilegais no regulamento do UFC, só que com o octógono sendo a floresta, e aquele clímax com Nora aparecendo também armada.

Um tiro. Outro tiro em resposta. Alguém morreu. Esta pergunta, assim como algumas outras só serão respondidas quando a série retornar. Porque agora é vez de explicar o porquê do Aidan não aparecer para ajudar Josh.

O seu plano, dos três, era, sem dúvidas, o mais difícil. Matar a Mãe dos Vampiros do Clã de Boston, a vampira mais antiga que existe na série. A experiência dela vivendo como uma criatura das sombras e bebendo sangue é imensamente maior do que a de Aidan.

Henry até tentou ajudar, mas foi pego, assim como Aidan. Aidan acabou capturado pelos vampiros holandeses e levado ao salão de festas, perante ao conselho de Boston, para que Suren lhe enfiasse uma adaga no coração e mostrar que tem punho de ferro para ser a sucessora do título da Mãe. O problema é que ela fraquejou, e sem pestanejar, Mãe lhe tirou a vida. Matou a própria filha e ainda enterrou Vampiraidan na mesma cova que Suren foi desenterrada no segundo episódio.

Preso e enterrado não é condição apenas para Aidan, mas também para Sally, que queria ir ao limbo encontrar uma maneira de livrar os fantasmas que tirou da existência e voltar linda, morena e toda poderosa em seu pijama.

Mas ela pode ter cometido um erro, acabou partindo-se ao meio para visitar seus companheiros e encerra o episódio da forma mais sinistra o possível, ligando rádios e sintonizando na Sally FM, para dar o recado: "I think I've made a mistake". BOOM.

Fim do episódio e da temporada. Being Human US só deve retornar em janeiro do ano que vem e já aviso que espero seu retorno de forma bastante empolgada para a conclusão das histórias deixadas em aberto e desse cliffhanger triplo, que destroçou meu coração e explodiu o meu cérebro (só que não).

sábado, 7 de abril de 2012

Being Human US - 02x12 - Partial Eclipse of the Heart

"Once upon a time, I was falling in love
But now, I'm only falling apart
There's nothing I can do
A total eclipse of the heart"
- Bonnie Tyler, "Total Eclipse of the Heart"

Episódio sensacional. Sem mais. A forma como as coisas ocorreram foi de uma tremenda qualidade que me pegou desprevenido, principalmente por, desta vez, ter-me blindado do material promocional. Being Human US nos mostrou um episódio muito acima da qualidade do anterior e consequentemente abre espaço e define quais serão os rumos para o final da temporada.

Título com total referência ao clássico dos anos 80's, "Total Eclipse of the Heart", de Bonnie Tyler, e nada do que introduzir este texto cantando e transcrevendo um trechinho da canção. Na verdade, o episódio utilizou muito mais para, de forma metafórica, explicar o principal evento do mesmo: o eclipse.

Tanto é que eu tenho que dizer que até a metade do episódio, as coisas ocorreram numa lentidão incomum, incomum até para Being Human. Josh e Julia se encontrando para almoçar com a BFF de Julia e arqui-inimiga de anos atrás de Josh, Sally tentando se acertar com a enfermeira Zoe e Aidan tendo de acertar a barra com Suren.

Mesmo com Aidan brigando com vampiros logo no início do episódio, com Henry mostrando ser muito mais um aliado do que um problema, desmentido as minhas provisões no texto referente ao episódio anterior, mas as coisas ainda assim pareciam decorrer em total câmera lenta.

Não o recurso de slow motion, mas sim os acontecimentos. O início do episódio acabou sendo de total desnecessidade, uma vez que só o mudar de iluminação fez com que as coisas realmente ocorressem para os personagens e para o seriado.

Com exceção de Aidan, o vampiro não teve nenhuma interferência pelo eclipse, mas sim pela fome insaciável de Suren, que largou tudo pro alto com Aidan e disse: "quero fugir contigo não, bebê, vou correr pro colo de Mommy". Ok, não foi exatamente isso, mas a reprodução é basicamente esta.

Suren não aguentou nem 48 horas de fuga, pediu arrego e voltou pro colo de Mother, a mãe dos vampiros. Tenho uma relutância com Aidan e a história dos vampiros cultivados (!), tudo bem que foi isso o que achei quando eles apareceram pela primeira vez lá na primeira metade da temporada, ainda não entendo a necessidade deles na série, então a história de Aidan acabou completamente perdida e fraca, em minha opinião, é claro.

Sally, por outro lado, não pode muito fazer uma vez que ela corria pelo perdão de Zoe, aliás, Zoe recebeu muito maior destaque do que a própria Sally neste episódio, o que acho uma pena, porque poderíamos ter visto uma ghost-fight entre ela e o Danny, que retornou dos mortos (dos mortos, de novo, afinal, morreu duas vezes), junto com Nick, mas a produção optou por cenas bonitinhas de romance, adeus e perdão.

O que realmente elevou os níveis de qualquer outro arco foi Josh, a história dele realmente me cativou, mesmo que isto seja apenas a introdução e as motivações aprimoradas para o que lhe deve ocorrer no final da temporada.

A sua condição lobo em plena transformação no meio da rua de Boston causou o acidente de Julia e, mesmo sendo um acidente, o Josh acabou se culpando ao descobrir a morte da ex-noiva/ex-namorada e colocará a culpa em Ray, o lobisomem que lhe criou e que tem de matar para se "curar" da maldição, segundo Nora.

O problema, a meu ver, é onde encaixar Nora no meio disto tudo. Ela tem de aparecer no episódio de encerramento da temporada, mas ainda não encontro a brecha necessária para fazer de sua aparição algo redundante. Mas enfim, teremos de esperar até o próximo episódio para descobrir.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Being Human US - 02x11 - Don't Fear the Scott

Prepare-se, este foi só o começo.

Com o fim deste episódio, faltarão dois para o final da temporada e a série já aparenta trilhar seus passos rumo a conclusão dos arcos em aberto, Being Human US consegue manter um ritmo constante com pouquíssimas nuances e de forma muito bem elaborada.

Mas eu tenho que dizer que eu senti falta de quotes mais bem aprofundados, com um sentimentalismo real, até a narração em overvoice foi apenas qualquer coisa no episódio. Normalmente ela é muito melhor estruturada e tem uma base mais similar com a proposta do episódio.

Entretanto, isso não interfere na qualidade do episódio, que reuniu na mesa alguns casais, com Sally como a telespectadora do evento, e que serviu para mudar todos os rumos e caminhos dos personagens para o fim da temporada.

Primeiro, a história deu um ligeiro enfoque a mais para Aidan, que garantiu a sua liberdade, mas por qual preço? Nunca que a Mãe dos vampiros iria deixá-lo ir assim sem lhe cobrar algo, o pior, ela não o cobrou, ela praticamente o puniu, banindo-o e aplicando pena de morte a qualquer vampiro que o contatasse.

O único problema, em relação a quesitos técnicos, foi a atriz Dichen Lachman, que interpreta a Suren, que não conseguiu expressar em cena o sentimento que lhe foi exigido. No mais, a trama foi funcional para reabrir os arcos possíveis para Aidan, principalmente com Henry provando que quem trai uma vez, com certeza trai duas.

Aliás, gostei ainda mais porque a traição não foi criada por nada e do nada, Bishop em seu retorno nos sonhos alucinógenos do Aidan já havia lhe avisado dizendo que "um pai nunca mata seu filho, mas seu filho sempre o fará", ou algo do gênero. É recorrente, por isso é brilhante.

Já para o Josh, a trama dele meio que se dividiu e interagiu com a Sally, primeiro para trazer Nora de volta, segundo para começar a enfraquecer o alter ego de Sally e terceiro para avisar que a suposta cura da "maldição do lobo" está em um assassinato.

Em partes, a interação de Nora é fundamental para movimentar ambas as histórias. Ela serviu de mediadora entre Sally e Janet, a garota que ficou louca depois de Sally possuí-la para transar com o médico metido a gostosão, e começa a abalar a segurança do Ceifador/Reaper/Scott ao lado de Sally.

Voltando para a outra trama, Nora voltou para avisar que a cura estaria na morte do lobo que transformou Josh em lobisomem, pelas mãos de Josh e sem transformação. Me parece um tremendo golpe de Brynn que consegue ser manipuladora e quer a vingança pela morte de seu irmão. Mas teremos de esperar para ver.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Being Human US - 02x10 - Dream Reaper

O sonho utópico de Sally Malik.

Depois de descobrirmos que o Ceifador/Reaper da história estava na consciência da Sally, a série teve que dar um tempo para qualquer outra história em possível desenvolvimento e trabalhar esta, que sem dúvidas, é uma das mais atraentes, pelo menos em minha opinião.

Dos três roommates, Sally é a minha preferida, imagina ter que torcer todo o tempo para que ela se tocasse e acordasse do sonho, mas o que eu realmente mais gostei, foi a interação da enfermeira Zoe com tudo isto. Afinal, Sally armou um caos na vida de todos os fantasminhas camaradas da coitada, ela estava totalmente no escuro em relação a identidade real de Aidan e Josh, sem contar ainda que seu fantasmorado foi reduzido a pó por Sally.

Aidan e Josh recorreram à ela para tentar entender o que aconteceu com Sally, e a explicação foi melhor do que eu imaginava, o "Reaper" é nada mais que o alter ego de Sally, tipo Beyoncé e Sasha Fierce ou as duas facetas de Jim Carrey em "Me, Myself & Irene". E ela precisava entrar no subconsciente de Salle para alertá-la e fazê-la acordar.

Nesta brincadeira toda, o nosso Ceifador/Reaper prendeu todos dentro do apartamento. Uma humana que vê fantasmas, um vampiro sedento por sangue e um lobisomem em plena noite de lua cheia. Resultado: A reunião de tensão e comicidade nunca antes visto na série.

A revelação da monstruosidade de Aidan e Josh para Zoe foi engraçadíssimo e o único modo de fazê-la concordar em entrar na mente da pobre fantasma, ainda depois de descobrir que seu namorado tinha sido a última vítima da nossa little ghost.

O mais epic ever foi ver Josh desmontando a geladeira para se transformar dentro dela, enquanto a sede por sangue apertava em Aidan e ele se sentava ao lado da inconsciente Zoe e começa a drená-la. Sorte que Josh ainda tentou organizar tudo e se "ofereceu" para Aidan "bebê-lo".

Vampiro bebendo sangue de lobisomem, era claro que só podia dar errado, mesmo que a princípio funcionasse melhor que o desejado, e eu creio que esse efeito colateral é só uma amostra das consequências que estes dois podem enfrentar.

Enquanto isto, Zoe foi lá e conseguiu fazer Sally acordar. Mas a relação entre elas está abalada e dificilmente vai ser consertada tão rápido por conta da chacina e da morte de Nick, o fantasmorado da enfermeira. O melhor: Reaper não vai embora, ele faz parte da consciência de Sally, e parafraseando-o: "quando você cair, eu vou ser o único a te ajudar a se levantar".

Faltam três episódios para a conclusão da temporada e Being Human só melhora com o tempo. É incrível a capacidade de criação de histórias na série e a facilidade para interligá-los quando necessário, é claro que o final da temporada promete envolvê-los todos e ser alucicrazy.

P.S.: Até a abertura mudou para ilustrar o sonho de Sally. Acho digno.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Being Human US - 02x09 - When I Think About You I Shred Myself

Que Reaper o que, Sally precisa de um EXORCISTA!

Eu vou ser sincero em dizer que o episódio não estava me agradando, muita enrolação, diálogos cansativos e desnecessários. Até que... Bem, a sequência final falou por si mesma. Ainda com muitos flashbacks avulsos sobre o passado de Henry e Aidan, o episódio me surpreendeu com um twist memorável.

Está certo que a história da Sally é a minha preferida entre os roommates da série desde o piloto e ela é a minha personagem preferida, talvez a reviravolta proposta possa não ter alegrado 100% dos fãs, mas eu curti demais, principalmente por ter sido algo completamente inesperado.

Na história dela, neste episódio, seguimos com ela no aprendizado de como se tornar uma Ceifadora, acompanhada do Reaper a tira-colo. Ela não aceitava mais o fato de ter que se tornar aquilo que temia e não queria tirar as vidas (!) de outros fantasmas.

O problema é: não existe nenhum ceifador. Nunca existiu. Sally inventou tudo. Bom, ao que deu a entender é que sua consciência está dormindo, desde aquele episódio em que o tal monstro da fumaça escapa. A ideia inicial que eu pude concluir é que este espírito ocupou a consciência de Sally. Uma espécie de possessão, se é que é possível uma possessão em um fantasma.

Creio que pelo fato da Sally começar a se materializar no mundo real, podendo tocar e mover objetos sirva de link e base para o desenvolvimento da história e com isso possa abrir espaço para que um espírito possa possuí-la. É uma ideia interessante, por isso acho que merece ser explicada pela série.

Mas neste jogo, quem se deu mal foram Aidan e Josh, que terão de recuperar Sally de onde quer que ela esteja e precisarão da ajuda da enfermeira Zoe, que viu Sally, ou pelo menos essa versão demoníaca da personagem, desfiar em pedaços os seus amigos fantasmas.

Já as outras histórias pouco me importaram. Aidan teve que bancar o caixa-sanguíneo para seu filhinho Henry e levar duas garotas quaisquer sob hipnose para recuperar Henry que estava, como descrever? Horrendamente horrendo, sem pele e em plena carne viva. Aposto que muitos tiveram repulsão depois daquilo. Eu, por exemplo, nem jantei (I'm kidding).

E Josh, bem... E Josh? Não tenho gostado do fato de abordarem a história de Josh sempre em par, não se este par não for a Nora. Com a Nora o personagem conseguia se desenvolver, agora com ex-noiva o negócio não é bem lucrativo assim.

A única coisa bastante válida foi o fato de trazerem o amigo fantasma, que todo canalha, possuiu Josh só para ralar coxa, fazer oba-oba, ou o que mais você entender como uma forma educada de dizer "treparam". Qual é o problema de Josh, neste caso, transar com a ex-noiva? Muito drama para pouca importância.

Entretanto tenho que dizer uma coisa: Being Human US apresenta uma temporada fenomenal. Um episódio melhor que o outro, apesar das histórias estarem bem independentes umas das outras. Fato é o que tenho dito: Essa temporada está sensacional!

P.S.: Este foi o 500º texto do Megastore Series, obrigado por nos acompanhar por tanto tempo (se é novo, vem acompanhar a gente por mais 1 milhão de textos!).

terça-feira, 6 de março de 2012

Being Human US - 02x08 - I've Got You Under Your Skin

Órfãos, professor e confidente, e ainda alguém tem algo a dizer além de que foi muito bom?

Eu estou in love com Being Human US nestes últimos episódios, a série mantém uma construção coerente da história preservando todos os personagens e suas personalidades que vêm sendo desenvolvidas desde a primeira temporada, além de manter um bom ritmo e não se apegando muito com a ideia de um arco físico e imutável na trama.

Por exemplo, para este episódio, depois do término de Josh e Nora por causa da tentativa de assassinato de Aidan e do assassinato de Cecilia, a série optou por trazer sua irmã e sua ex-noiva de volta, para caracterizar os desafios e a dor do personagem que tentou expressá-la relembrando do passado.

Gosto de Josh e este episódio me aproximou bastante da ex-noiva Julia, que perdeu meu respeito depois de dormir com Aidan e dar uma bofetada no nosso lobo de estimação. Outra personagem interessante é a irmã de Josh, que sempre apronta alguma com o irmão e acaba quase sempre fazendo a coisa certa.

Diferentemente dos outros episódios, em que a história de Aidan predominava e, às vezes, soava massacrante e desnecessária, neste episódio eu gostei bastante de tudo. Henry sendo usado por Aidan e Suren para aniquilar todos os órfãos e a ideia do "perdão da realeza" foi genial, sério, não quero fazer nenhuma cagada com gente do tipo da Suren.

Uma coisa em pauta foi a questão do personagem ser convidado a entrar, por isso a sacada do episódio e da produção foi interessante, uma vez que aproveitou para explicar algo que ficou sem explicação no 12o. episódio da primeira temporada, que curiosamente foi assunto na minha timeline esta semana, onde a questão de combustão por não ter sido convidado era pautada.

Já a história de Sally ganhou maior destaque e se sobressaiu sobre as demais. Não que nos episódios anteriores ela não teve destaque, mas é que neles ela teve que dividi-lo com histórias igualmente importantes para a trama e/ou ainda maiores que seu plot em questão.

O Reaper/Ceifador retornou para o abate, mas deu-lhe uma escolha: ou Sally vira uma ceifadora ou ela vai ser "ceifada". Eu já tinha visto que Sally reduziria a pó o amado monstro da fumaça (a.k.a. Reaper), mas tomei um susto quando na cena seguinte da personagem ela se depara com ele novamente. Genial.

Agora, Sally vai ter que aprender uma ceifadora, e a primeira tarefa foi Stevie, aquele mesmo que se suicidou na época de high school da Sally, que voltou no reencontro de classe e que  salvou Sally numa hang-out com outros fantasmas.

O problema é que a tarefa ia ser impossível, por isso Sally tentou ao máximo fazer o possível para mostrar ao ceifador que ele estava errado, só que aprendemos: ele realmente sabe de tudo. Being Human consegue ser igualmente prazerosa quanto o episódio anterior e a ansiedade pelo próximo é uma coisa que teremos de aprender a conviver.

P.S.: A Mother vem aí e o bicho vai pegar... (8)